sexta-feira, 24 de julho de 2015

COLUNA DO DIA: O acidente vascular cerebral e a atuação da fonoaudiologia nas alterações de fala e linguagem











Se não podemos prever quando uma doença como essa atingirá um ente querido, devemos encarar as dificuldades e, muitas vezes, aprender a conviver com elas.

O acidente vascular cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame, segundo pesquisas, é tido como a segunda maior causa de morte no mundo. É a doença neurológica que mais incapacita os adultos. E geralmente afeta a maioria da população idosa. Porém atualmente, percebemos um aumento considerável no percentual de casos de AVC’s em indivíduos abaixo dos 65 anos, devido ao stress e ao excesso de trabalho ou aborrecimentos relacionado à dinâmica dos dias atuais; e também em pessoas ainda muito jovens.

A causa mais comum para este distúrbio são os AVEs (Acidente Vascular Encefálico) do tipo isquêmico ou seja, quando há uma obstrução da artéria, impedindo a passagem de oxigênio para as células cerebrais, que morrem - essa condição é chamada de isquemia. A diferença do AVC isquêmico para o AVC hemorrágico é o que segundo decorre do rompimento de um vaso, e não de seu entupimento. Além do que podem ocorrer outros tipos de lesão como o Traumatismo Cranioencefálico(TCE). Um dos principais conceitos atuais sobre o TCE é que o dano neurológico não ocorre apenas no momento do impacto, mas progride ao longo de dias e horas (lesão secundária).

É de suma importância ressaltar que a necessidade de prestar socorro à vítima de AVC o mais rápido possível. Na maioria dos casos, a chegada ao médico deve acontecer em até três horas após o surgimento do início dos sintomas e em meio isso diferentes medicamentos deverão ser administrados. Nessa corrida em favor da vida, é possível dissolver o coágulo que obstruiu o vaso sanguíneo e permitir assim que o sangue volte a circular normalmente. Essas primeiras atitudes aumentam a chance de cura e diminuem a intensidade dos danos, em especial nos casos de derrame isquêmico.

Caso o atendimento seja tardio, a possibilidade de cura sem sequelas vai depender da localização e do tamanho da área do cérebro que foi atingida.

As incapacidades decorrentes do AVC afetam a vida do paciente e de seus familiares mais próximos. Entre estas incapacidades está a Afasia, um distúrbio de linguagem decorrente de uma disfunção cerebral que afeta circuitos neuronais relacionados à produção/expressão e compreensão da fala.

Considerando o alto comprometimento das funções neuromuscular, motora, sensorial, perceptiva e cognitivo-comportamental, o fonoaudiólogo irá propiciar a reabilitação das funções comprometidas parcialmente ou totalmente, dependendo do grau de comprometimento da área afetada, pois, quando a lesão acontece, no caso, no hemisfério esquerdo, onde estão localizados os principais centros de linguagem (podendo ocasionar uma Hemiplegia Direita), ocorrem:
ð  afasias;
ð  apraxias ideomotoras e ideacionais;
ð  alexia para números;
ð  descriminação direita / esquerda e lentidão em organização e desempenho;
ð  alterações viso espacial;
ð  autonegligência unilateral esquerda;
ð  alteração da imagem corporal;
ð  apraxia de vestuário;
ð  apraxia de construção;
ð  ilusões de abreviamento de tempo e rápida organização;
ð  desempenho entre outros.

O funcionamento da linguagem envolve várias estruturas cerebrais. A presença de uma lesão em áreas específicas do cérebro irá afetar o funcionamento destes circuitos, gerando um distúrbio de linguagem em diferentes graus e formas, e o tratamento fonoaudiológico irá auxiliar o paciente a superar suas dificuldades de linguagem, através de atividades de reabilitação baseadas no conceito da neuroplasticidade, que é a capacidade do sistema nervoso se modificar através de estímulos externos e necessidades adaptativas.

Vale ressaltar que o fonoaudiólogo na reabilitação de pacientes portadores de AVC atua de forma multidisciplinar, garantindo uma melhor qualidade de vida do paciente, uma vez que a respiração, a postura, a deglutição e as emoções possuem uma relação direta nesta doença, necessitando assim de uma intervenção multidisciplinar. Profissionais como médicos neurologistas, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos atuam intensamente em parceria com fonoaudiólogo, com o objetivo de adequar o mais breve as funções alteradas, buscando contribuir efetivamente para uma melhor qualidade de vida, autonomia e inserção social.

Muitas vezes a evolução do paciente portador de AVC é um processo lento que envolve a ajuda individual, familiar e social. Muitas pessoas continuam sua evolução por anos e alguns danos podem ser irreversíveis. Portanto, seguem algumas dicas importantíssimas que contribuirão para o seu melhor desenvolvimento do paciente que teve acidente vascular cerebral e ficou com uma afasia. Atenção:

ð  Busque informações quanto a todos os procedimentos indicados tais como remédio, cuidados físicos e de higiene que a pessoa precisará ter;
ð  Busque todos os serviços disponíveis para ajudá-lo a recuperar-se das possíveis lesões que possa ter, como acompanhamento profissional de fisioterapeutas, fonoaudiólogos etc.;
ð  Procure saber quais os cuidados alimentares que a pessoa precisará ter;
ð  Evite comentar com outras pessoas sobre as dificuldades de comunicação na sua presença, isso pode desmotivá-lo;
ð  Evite chamar a sua atenção para as dificuldades que apresenta (“Como não se lembra disso?” ou “Não consegue isso fazer isso?”);
ð  Converse com o ele sobre assuntos do dia a dia, sua rotina diária, o que será feito no dia e em quais horários deseja comer algo diferente;
ð  Fale de notícias de jornais, programas que esteja assistindo;
ð  Recorde fatos vividos, como viagens, aniversários, datas marcantes falando o nome dos familiares etc.;
ð  Fale de forma clara, pausada, ao se comunicar com ele, ou seja, fale uma pessoa de cada vez; e deixe que fale da maneira como for possível: não o interrompa, seja paciente, tenha calma e compreensão esforçando-se para compreender o que ele deseja dizer ajudando-o, mas sem “falar por ele” o tempo todo;
ð  Valorize suas pequenas conquistas (“Que bom! Já esta lembrando disso!” ou “já está  escrevendo isso, ou falando isso, ou lendo isso…”);
ð  Encoraje-o a participar das atividades de grupo em família, não o fazendo sentir-se isolado;
ð  Procure não privá-la  dos acontecimentos sociais devido a suas limitações.

Mas a principal dica é dar muito carinho e atenção. Embora a pessoa possa apresentar alguma diferença física ou psicológica devido às sequelas da doença, o importante é não olhar para ela com sentimento de pena. Lembre-se: ela é uma pessoa querida e, no momento, precisará de todo o seu apoio e cuidado.

No começo, a adaptação pode ser difícil, mas ao trabalharmos constantemente pelo bem- estar da pessoa, tudo isso deixará de ser algo pesado e passa a ser leve. Acima disso está o profundo carinho que se tem com ela, desta forma ela será eternamente grata por saber que existem pessoas que realmente a amam e a respeitam, apesar das suas incapacidades.

Por fim, lembre-se: cada paciente apresenta seu próprio limite de resposta ao tratamento, limite esse que deve ser respeitado pelo profissional em parceria com a família.

“Existem momentos na vida da gente, em que as palavras perdem o sentido ou parecem inúteis e, por mais que a gente pense numa forma de empregá-las, elas parecem não servir. Então a gente não diz, apenas sente.” SIGMUND FREUD

Até a próxima!

Maria Paula C. Raphael
CRFa 7364-RJ
Fonoaudióloga, Sociopsicomotricista Ramain-Thiers, Docente da AVM  Faculdade Integrada, cursos de pós graduação (UCAM), Eventos em Educação,  Supervisora na Formação em Sociopsicomotricidade Ramain-Thiers, Palestrante em eventos de educação e saúde.


terça-feira, 21 de julho de 2015

Áreas verdes influenciam desenvolvimento cognitivo infantil

Por Proceedings of the National Academy of Sciences


Child
(O conteúdo completo deste artigo está disponível somente em inglês e mediante assinatura)
Sabe-se que áreas verdes propiciam uma gama de benefícios para a população, mas pouco se conhece sobre sua influência no desenvolvimento cognitivo infantil. O estudo a seguir analisa resultados de testes cognitivos em 2,5 mil crianças em idade escolar para investigar a influência do contato com diversos ambientes arborizados (em casa, na escola e no trajeto entre esses dois locais) no seu desenvolvimento cognitivo.
Ficou comprovado que há uma  melhora significativa no desenvolvimento cognitivo infantilassociada ao contato com áreas verdes, particularmente na escola. Essa associação foi parcialmente mediada pela redução da poluição do ar. Os achados desse estudo fornecem a gestores públicos evidências para  a realização de intervenções viáveis voltadas ao aprimoramento de áreas verdes em escolas, visando à melhora do capital mental da população como um todo.

COLUNA DO DIA: As Classes Hospitalares como modalidade de Inclusão






No contexto atual não cabe falar apenas de escola inclusiva, mas, sim, de sociedade inclusiva. Isto se justifica na medida em que a inclusão não se restringe apenas aos portadores de algum tipo de deficiência; estende-se a todos que, de alguma forma, precisam ser incluídos (minorias étnicas,...). No contexto brasileiro, observa-se que a escola, na maioria das vezes, estrutura-se predominantemente para atender ao aluno ideal. Como consequência, constrói-se no imaginário institucional e pedagógico protótipos do que seja esse “aluno ideal”, e os alunos passam a serem classificados em duas categorias, qualitativamente distintas: os ditos “normais” e os “anormais”. Romper com essa visão dualista é o primeiro desafio a ser enfrentado pelo professor. Um dado no mínimo curioso a ser acrescentado diz respeito ao desconhecimento por parte dos alunos do Curso de Pedagogia a respeito de algumas modalidades da Educação Inclusiva.

       O atendimento pedagógico hospitalar, denominado Classe Hospitalar, é uma dessas modalidades “desconhecidas”. Vale destacar que os dados sobre as Classes Hospitalares são, ainda, de certa forma, incipientes.. A criança e/ou adolescente é um cidadão que tem o direito ao atendimento de suas necessidades e interesses mesmo quando está doente. Em termos da prática pedagógica da classe hospitalar, esta implica interligações dos diversos aspectos de sua realidade (a criança, a patologia, os pais, os profissionais da saúde, o professor) com a realidade fora do hospital (Fonseca, 2003). Tal prática implica, inclusive, maior atenção dos Cursos de Formação de Professores quanto as possibilidades de atuação e formação que emergem das demandas mais amplas da sociedade.

O atendimento pedagógico – educacional hospitalar contribui para o reingresso da criança hospitalizada para sua escola de origem ou para o seu encaminhamento a matrícula após a alta, uma vez que muitas delas, mesmo em idade escolar, não frequentam a escola.

Os métodos, técnicas e estratégias pedagógico-educacionais utilizados não só são benéficos para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças como repercutiam na diminuição do tempo de internação hospitalar (Fonseca, 1996; Fonseca e Ceccim, 1999).

Deve-se considerar que o aluno da classe hospitalar não é um doente agonizante, e uma criança ou adolescente numa etapa única e intensa do desenvolvimento psíquico e cognitivo, capaz de responder quando se sente enfraquecido e também de dizer quando necessita de maior estimulo e novas convocações ao desejo de saber, de aprender, de recuperar-se e de curar-se (Fonseca, 1999).

Qualquer internação breve ou longa introduz nas vivencias infantis o registro de afastamento ou exclusão do direito à vida. Não se pode desconsiderar que o ser humano aprende a todo o momento. Até mesmo uma curta permanência, de poucos dias ou poucas horas no ambiente de classe hospitalar podem ser bastante relevante para o processo de desenvolvimento e o processo da aprendizagem.


Dispor de atendimento de classe hospitalar mesmo que por um mínimo de horas, o que talvez pareça não significar muito para uma criança de escola regular, tem grande importância para uma criança hospitalizada. Ela pode operar com suas expectativas e dúvidas, produzir conceitos e produtos subjetivos de forma positiva, tanto para a vida escolar como para a vida pessoal, desvinculando-se, mesmo que momentaneamente, do conteúdo penoso ou de dano psíquico que a doença ou a hospitalização podem provocar.


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Coluna do dia: MINHA VIDA E O AUTISMO – O inicio em outro estado, outra cidade, o novo!!



Depois de uma pausa maior em meus relatos nessa coluna por conta de muito trabalho, retorno para a continuação da minha história. E quero contar como foi meu recomeço em Santos, tanto em termos de escola, quanto em termos de trabalho.

Em fins de fevereiro de 2014, eu e meus filhos saímos do Rio de Janeiro para São Paulo. Apesar do ano letivo já ter começado e as crianças estarem estudando eu precisava dar o ponta pé inicial para a nossa mudança definitiva e lá fomos nós para a casa da minha mãe.

A ideia era ir para Santos, atrás do professor de SURF adaptado, Cisco Aranã (eu o conheci através de uma matéria do Fantástico, como já mencionei em outra coluna) e procurar conhecer o que havia de novo / significativo em termos de tratamento para pessoas com autismo. Além disso, também gostaria de saber qual o processo de inclusão do município.

Inicialmente o meu primeiro passo foi buscar vaga na escola municipal mais próxima de casa para meus filhos e, em seguida, encontrar uma unidade básica de saúde (policlínica) para acompanhamento dos mesmos. De pronto, eu me deparei com uma dificuldade já esperada: ausência de vaga para Helena na pré-escola e para Tom na creche. Seria a primeira de muitas...

Além de tudo eu precisava trabalhar urgente. Apenas a pensão não supriria as necessidades das crianças em sua totalidade, a saber: uso de fraldas para dormir, medicação diária, dieta sem lactose dentre outras. Tudo custava muito caro e a maioria seria de uso contínuo. Fora isso, trabalhar também me ajudaria a resgatar algumas coisas de que abri mão para cuidar das crianças, por exemplo, autonomia e independência. Ambas, ainda que mínimas, seriam importantes para o resgate da minha autoestima, nesse momento quase anuladas.

Nada ‘foram flores’ ao chegar a Santos, nada mesmo! Não encontrei o professor Cisco e nem a vaga escolar, mas encontrei uma cidade totalmente diferente de 12 anos antes, última vez em que estive no local, fazendo um dos últimos trabalhos da minha faculdade de Arquitetura. Neste momento, eu encontrei um município limpo, reestruturado em sua urbanização, uma orla linda em toda sua extensão. E nesse momento, ainda que existissem muitas ‘senões, eu tive a certeza de que, entre morar na capital, ou morar em Santos, a segunda opção fora a melhor para nós. Para as crianças, pelo menos, havia opções de lazer, muita natureza, melhor locomoção etc. Tudo isso, com certeza, iria se refletir em qualidade de vida. Uma qualidade que não teríamos na capital.

Em abril, eu consegui, definitivamente, mudar para Santos. Coincidentemente era dia 02 de abril, dia da Conscientização Mundial pelo Autismo, e estava acontecendo uma solenidade em que o prefeito da época se pronunciaria quanto ao assunto. E lá fui eu! Após a solenidade, eu me dirigi à Vara da Infância e Juventude no fórum da cidade para buscar ajuda quanto à escola e aos esclarecimentos no processo de inclusão. Eu desconhecia, naquele momento, que havia, no município, um setor específico para orientações e acompanhamento escolar para pessoas com deficiência.

No fórum, eu fui muito bem recebida e atendida prontamente. Lá relatei todos os fatos relacionados aos meus filhos e em quais condições nós nos encontrávamos. Eles me pediram que tudo fosse registrado através de carta para que a promotoria encaminhasse ao órgão competente, a Secretaria de Educação e aguardasse uma resposta.

Eu não podia, nesse início de reorganização familiar e de vida, ter um emprego fixo ou que me exigisse muitas horas de trabalho longe de casa e/ou de meus filhos. Logo, primeiramente era preciso reorganizar a vidinha das crianças. Meu tempo era absorvido pelas idas e vindas constantes à procura dos setores públicos responsáveis pela inclusão efetiva dos meus filhos, por exemplo, em programas do estado / município. E, com certeza, vocês sabem, o quanto tudo é isso pode ser burocrático e lento; e o quão grande é a nossa demanda diária.

Minha família me dava suporte emocional e financeiro, na medida do possível. Minha mãe vinha da capital sempre que eu precisava. Mas, mesmo com o suporte da pensão, da minha família, financeiramente ainda não era suficiente para vivermos. Então fui fazer limpeza e organização em apartamentos, por um período pequeno. Eu fui ‘me virando’. Eu precisava de flexibilidade de trabalhos, mesmo com toda minha formação acadêmica e atuação profissional, dentro da construção civil. Nesse processo, intimamente, eu fui percebendo que não era mais esse o meu caminho.

No Rio de Janeiro, desde que Helena iniciou o tratamento, meu universo mudou, inclusive profissional. Como já disse em outras colunas, eu passei a estudar e descobri que gostava mais do pensamento, do desenvolvimento, do comportamento das crianças. Observar e analisar tudo isso me encantava. Eu queria a formação clínica e, então, fiquei em dúvidas se o caminho era a psicologia ou a pedagogia. Por fim, optei pela pedagogia.

Voltando a Santos...

Enquanto a resposta da Vara da Infância não chegava, a escola, a qual eu me dirigira no inicio da busca por vaga para Helena, me apresentou a professora de Educação Especial que atendia aos alunos na Sala de Recursos Multifuncional na mesma unidade. Uma coisa me chamou atenção: ela atendia 08 crianças com laudo de TEA, ou seja, todos os alunos que estavam incluídos naquela escola tinham a mesma deficiência de meus filhos! Logicamente, tivemos muita afinidade.

Diante de tanta experiência, eu contei a ela sobre o trabalho que eu fazia junto às escolas e famílias carentes no Rio de Janeiro. E um tema nos aproximou mais ainda a PSICOMOTRICIDADE. Nós passamos a trocar informações sobre o assunto e, um dia, após me apresentar a diretora da escola, Simone Barbieri, ela me convidou para uma palestra informativa sobre o assunto na escola. Neste momento, nós demos inicio a uma parceira que nos rendeu muito aprendizado, admiração e respeito.

Enquanto isso se passou 25 dias até a chamada da Secretaria de Educação: a vaga para creche de Tom havia sido concedida; porém. a vaga para Helena, na escola a qual eu queria, e mais próxima de casa, realmente, não tinha  vaga. Helena foi estudar em uma escola mais afastada. Mais tarde, eu recebi, por correio, uma resposta sobre o processo de inclusão da cidade e como funcionava tudo. Tudo parecia caminhar.

Eu matriculei as crianças, adorei as escolas e seus gestores, ainda assim um item faltava: “a mediadora escolar”. Havia uma demanda enorme e uma significativa falta de professores dispostos a mediar. Em contrapartida, a professora de sala de Helena, Profª. Cris, apropriou-se totalmente da inclusão de seus 03 alunos em classe com deficiência com muita autonomia e competência. As coisas estavam enfim se encaminhando e se reorganizando na vida dos meus filhos.


Quero contar detalhadamente sobre essa inclusão na próxima coluna, juntamente com a questão mais difícil e ainda não solucionada após 15 meses já na cidade, SAÚDE x TRATAMENTO INTERDISCIPLINAR. 

Aguardem!

Beijos e até a próxima!

Atuação Psicopedagógica e Pedagógica com Autistas BAHIA



Atuação Psicopedagógica e Pedagógica
com Autistas

Teoria e Prática




Dia: 19/09/2015
Local: Estácio FIB - Campus Gilberto Gil - Rua Xingu, 179 - Jardim Atalaia/STIEP - Salvador (exibir mapa)
Carga Horária do certificado de participação: 10 horas

INFORMAÇÕES:
Telefone: (21) 3025 2345 | (21) 2577 8691 | (21) 98832 6047

PÚBLICO ALVO:
Professores, Mediadores (Estagiários, Monitores e/ou Facilitadores), Pedagogos, Psicólogos, Psicopedagogos, Fonoaudiólogos, Terapeuta Ocupacional, Estudantes de Graduação e/ou Pós, Familiares e demais interessados no assunto.


CRONOGRAMA (sujeito a alterações):

8h às 9h - Credenciamento
9h às 10h50 - Palestra
10h50 às 11h - Intervalo
11h às 12h30 - Palestra
12h30 às 14h - Almoço Livre
14h às 16h30 - Palestra
16h30 às 16h40 - Intervalo
16h40 às 18h - Palestra
18h - Encerramento


OBJETIVO:
Fornecer referencial teórico e prático para profissionais que atuem com crianças e jovens com autismo, inclusive severo, no espaço pedagógico.


PROGRAMA DO CURSO:
1) Avaliação Pedagógica; 
2) Planejamento das Intervenções para a educação; 
3) Aprendizagem das atividades na vida autônoma;
4) Como trabalhar com autistas severos.


PALESTRANTE:
Dayse Serra - Mestre em Educação Especial pela UERJ; Doutora em Psicologia Clínica pela PUC-Rio; Pós-Doutoranda em Medicina Preventiva pela UNFESP - Escola Paulista de Medicina; Professora Adjunta da Universidade Federal Fluminense; Psicopedagoga especializada em autismo; Pesquisadora do LIPIS/PUC-Rio e Vice-Presidente da ABENEPI-Rio.

INVESTIMENTO (para pagamento até a data limite e mediante a lotação do auditório):



INVESTIMENTO: (para pagamento até a data limite e limitado a capacidade total do auditório)

• PAGAMENTO ATÉ 14/08/15 - de R$ 120,00 por:

R$ 90,00 - individual (cartão)

R$ 80,00 - individual (depósito)
R$ 70,00 - por inscrito (depósito) - grupo a partir de 4 pessoas

• PAGAMENTO ATÉ 16/09/15

R$ 99,00 - individual (cartão)

R$ 90,00 - individual (depósito)
R$ 80,00 - por inscrito (depósito) - grupo a partir de 4 pessoas


• APÓS 16/09/15 (caso ainda tenha vaga, não serão aceitos pagamentos em depósito/DOC, os mesmos serão devolvidos)

R$ 120,00 - individual (cartão)


INSCRIÇÕES E PAGAMENTO: www.creativeideias.com.br



Curso TEACCH - Propostas Didático-Metodológicas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista



Curso TEACCH

Propostas Didático-Metodológicas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista


Dia: 28 e 29/08/2015
Horário: 08h às 18h
Local: PUC-MG - Auditório João Paulo II - Rua Dom José Gaspar, 500 - Coração Eucarístico, Belo Horizonte - MG (como chegar - mapa)
Carga Horária do certificado de participação: 20 horas


INFORMAÇÕES:
Telefone: (21) 3025 2345 | (21) 2577 8691 | (21) 98832 6047 (oi) | (21) 981891109 (tim)

PÚBLICO ALVO:
Professores, Mediadores (Estagiários, Monitores e/ou Facilitadores), Pedagogos, Psicólogos, Psicopedagogos, Fonoaudiólogos, Terapeuta Ocupacional, Estudantes de Graduação e/ou Pós, Familiares e demais interessados no assunto.

CRONOGRAMA (sujeito a alterações):

sexta e sábado
8h às 9h - Credenciamento
9h às 10h30 - Aula
10h30 às 10h40 - Intervalo
10h40 às 12h - Aula
12h às 13h40 - Almoço Livre
13h40 às 15h - Aula
15h às 15h10 - Intervalo
15h10 às 16h30 - Aula
16h30 às 16h40 - Intervalo
16h40 às 18h - Aula
18h - Encerramento com sorteio de brindes e entrega dos certificados (no último dia).


CONTEÚDO DO CURSO:
    • Revisitando o conceito do Transtorno do Espectro Autista – TEA;
    • Aspectos neuropsicológicos e cognitivos;
    • Como o TEACCH entende os TEA;
    • A proposta TEACCH: Conceito, princípios, Objetivos, Material e Sistemas de Trabalho;
    • O Ensino Estruturado, A comunicação visualmente mediada e as adaptações curriculares para a escola inclusiva;
    • Sugestões de Atividades e organização curricular: o TEACCH na realidade brasileira;
    • Materiais e Jogos Adaptados ao estilo visual do TEA.


      FACILITADORA:

      Maria Elisa Granchi Fonseca - Mestre em Educação Especial pela UFSCAR; Psicóloga e Arteterapeuta; Formação no Programa TEACCH pelos Centros de Charlotte, Asheville e Chapel Hill - University of North Carolina/USA; Professora da Universidade corporativa Rede UNIAPAE da Federação Nacional das APAES; Coordenadora Geral do CEDAP/APAE de Pirassununga.


      INVESTIMENTO DO CURSO COMPLETO (para pagamento até a data limite e limitado a capacidade total do auditório)


      PAGAMENTOS ATÉ 10/08/2015 - de R$ 400,00 por:

      R$ 280,00 - individual (cartão em até 10x sem juros)

      R$ 240,00 - individual (depósito)
      R$ 200,00 - por inscrito (depósito) - grupo a partir de 3 pessoas


      PAGAMENTOS ATÉ 25/08/2015:
      R$ 320,00 - individual (cartão em até 10x sem juros)

      R$ 280,00 - individual (depósito)
      R$ 240,00 - por inscrito (depósito) - grupo a partir de 3 pessoas



      INSCRIÇÕES:  www.creativeideias.com.br