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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Fisioterapia, nutrição e terapia ocupacional têm leque de opções


EDILAINE FELIX
Fonte: Estadão
A fisioterapeuta Fernanda
A fisioterapeuta Fernanda. ‘Meu trabalho é muito dinâmico’
As oportunidades de trabalho na área da saúde são inúmeras. Muito além da medicina e odontologia, carreiras de fisioterapeuta, nutricionista e terapeuta ocupacional se apresentam ao mercado com muitas possibilidades de atuação.
Somando cerca de 200 mil profissionais no País, os fisioterapeutas podem trabalhar em reabilitação bem como na prevenção de problemas saúde até mesmo na cura de doenças. “O profissional pode atuar em empresas, clínicas, hospitais, academias, indústrias e como autônomo”, esclarece o presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 3ª Região-SP (Crefito-3), Reginaldo Antolin Bonatti.
“Raros e procurados pelo mercado”, assim o conselheiro efetivo e assessor técnico-normativo e administrativo do Crefito-3, Mario Cesar Guimarães Battisti, define o terapeuta ocupacional. Segundo ele, atualmente o Brasil tem entre 14 mil e 15 mil profissionais.
Com remuneração média inicial acima de R$ 3.500, a área de atuação do terapeuta ocupacional tem aumentado. Hoje, ele pode trabalhar em segmentos educacionais, de saúde física e mental, em hospital, conselhos tutelares, Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Centro de Atenção Psicossocial (Caps), centros de reabilitação e em outros contextos de vulnerabilidade social.
A preocupação com a saúde tem levado o nutricionista para diferentes segmentos profissionais: nutrição clínica, saúde coletiva, alimentação coletiva, docência e pesquisa, comunicação e marketing para indústria de alimentos e nutrição esportiva, são as áreas de atuação. “O nutricionista encontra condições de trabalho e oportunidades de emprego favoráveis”, destaca a vice-presidente do Conselho Regional de Nutricionistas SP-MS (CRN-3), Sonia Tucunduva Philippi.
‘É preciso ser disponível, atento e entender os casos de urgência’
“Não foi minha primeira escolha, mas no primeiro mês de curso eu já estava decidida. Nunca questionei e nunca me arrependi da minha decisão”, diz a fisioterapeuta da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Sírio Libanês, Fernanda Murata, de 26 anos.
A jovem, que se formou em 2011 na Universidade de São Paulo (USP), conta que durante a graduação fez estágio em todas as áreas da fisioterapia (motora e respiratória) e que a partir das experiências foi entendendo o que realmente queria fazer. “A partir do terceiro ano, tinha um envolvimento maior com a área respiratória e me afirmei”, diz.
Depois de formada, Fernanda fez um programa de aprimoramento no Hospital Sírio Libanês e, em 2013, foi contratado para trabalhar na UTI. Segundo ela, o foco é na fisioterapia respiratória – pacientes com dificuldades de respiração, que estão entubados ou precisam de respirador artificial. Mas a motora também ocorre e tem função mais preventiva, para evitar fraquezas de um paciente que ficará mais tempo na UTI, além de existir também como tratamento para pacientes com problemas neurológicos.
“Meu trabalho não tem rotina, é muito dinâmico”, diz. O profissional tem de ser atento, disponível, estar apto para entender as necessidades de uma urgência e não se desesperar. Tem de ter raciocínio rápido, técnicas bem executadas, habilidade emocional para lidar com situações de doença e terminalidade e ter resiliência. Gosto muito do que faço, tomei a decisão certa.”
‘Mercado de trabalho para o nutricionista é muito amplo’
A nutricionista Denise Balchiunas, de 51 anos, comemora os 30 anos de graduação neste ano. Formada no Centro Universitário São Camilo, conta que desde que terminou a faculdade atua na área de alimentação coletiva fazendo diagnóstico nutricional.
“Atuei por muitos anos como nutricionista em restaurantes industriais e depois fui responsável pela gestão do serviço de alimentação. Concomitantemente, fui para área acadêmica, fiz mestrado em administração de empresas e de 1997 até 2013 optei pela academia: fui como coordenadora adjunta da graduação em nutrição e coordenadora em especialização em gestão.”
No dia a dia de um restaurante, Denise relata que o nutricionista é responsável pelo planejamento, pelo cálculo de cardápio para os clientes atendidos – adequar a oferta energética e de nutriente de acordo com a performance de funcionários, além da gestão e do preparo dos alimentos. “Temos uma setorização dentro da cozinha para impedir e evitar contaminação dos alimentos, somos responsáveis pela paramentação dos funcionários, controle dos exames de saúde, segurança do trabalho e da sustentabilidade.”
Segundo Denise, atualmente o mercado de trabalho para o nutricionista é muito mais amplo. “O profissional pode trabalhar também com a educação alimentar, qualidade de vida, alimentação saudável e conscientização das pessoas.” Hoje, ela apenas estuda e cursa doutorado em administração de empresas na Faculdade Getúlio Vargas (FGV).
‘Tem vaga, tem área de atuação, mas faltam profissionais’
“Conheci a carreira em um guia de profissões”, diz a terapeuta ocupacional Gabriela de Macedo, de 28 anos, que se formou em 2008 e hoje atua em uma Unidade Básica de Sáude (UBS) e em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de álcool e drogas. Ela ressalta que, embora seja uma profissão antiga, não é muito conhecida e está em crescimento, com muitas oportunidades de trabalho e áreas de atuação.
“Quando terminei a faculdade voltei para a minha cidade (Bariri-SP) e fiz um projeto apresentando a função do terapeuta ocupacional e as possibilidades de trabalho. Entreguei na Prefeitura, em escolas, hospitais e casas de repouso.”
O primeiro trabalho da jovem foi em uma casa de repouso, auxiliando pessoas no resgate de sua autonomia, da independência e na adaptação ao ambiente. De lá para cá, ela já trabalhou no Hospital do Câncer de Jaú, na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), em hospital psiquiátrico e em núcleos de apoio à família. “Estas são as funções do terapeuta ocupacional: trabalhar com atividades do dia a dia para a inclusão social, acreditando que as pessoas são capazes, independentemente das condições que elas apresentam; inserir a pessoa no seu cotidiano e organizar sua vida, buscar o bem-estar, respeitando sempre as suas escolhas.”
Ela diz que desde a formatura não ficou desempregada. “Tem vaga, tem área de trabalho, mas faltam profissionais.” Segundo a jovem, a profissão está ganhando espaço e a remuneração é atraente.

domingo, 4 de setembro de 2011

Cães da PM ajudam no tratamento de crianças em abrigo do RJ

Cães da PM ajudam no tratamento de crianças em abrigo no RJ (Foto: Leonardo Simplicio/Governo do estado) 
Cães da PM ajudam no tratamento de crianças em
abrigo no RJ (Foto: Leonardo Simplicio/Governo
do estado)
 
Mais do que farejar armas e drogas, os cães do canil do 7º BPM (Alcântara) têm uma missão ainda mais especial: auxiliar na terapia de crianças. Os menores com múltiplas deficiências são atendidos no Centro Integrado da Criança e do Adolescente Portador de Deficiência Professor Almir Madeira, no bairro Barreto, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

As três cadelas mais dóceis realizam o trabalho extra há oito anos, sendo que há seis o trabalho é desenvolvido no centro vinculado à Fundação para a Infância e Adolescência (FIA).

A ideia de usar as cadelas da raça labrador Hanna e Ranger e a golden retriever Luna na cinoterapia (terapia com cães) foi do capitão veterinário Sérgio Braga, responsável pelo canil do batalhão. Sob o comando de policiais, os animais despertam a sensibilidade e estimulam as crianças em atividades como fisioterapia.

Cães da PM ajudam no tratamento de crianças em abrigo no RJ (Foto: Leonardo Simplicio/Governo do estado) 
Cães da PM ajudam no tratamento de crianças em abrigo no RJ (Foto: Leonardo Simplicio/Governo do estado)
 
O projeto foi criado há oito anos pelo capitão veterinário Sérgio Braga, responsável pelo canil do 7º BPM. Ele conta que teve a ideia de criar o tratamento quando percebeu que poderia aproveitar melhor o tempo ocioso dos cães, que fazem saídas esporádicas do batalhão.

De acordo com a diretora do abrigo, Maria Angélica Peixoto, os cães são facilitadores para o trabalho dos profissionais da área de saúde, que desenvolvem diversos tipos de terapias e fisioterapias com as crianças.

Na presença dos animais, as crianças ficam mais relaxadas, o que facilita a fisioterapia, por exemplo, que às vezes é dolorosa. Com o auxílio dos cães, o resultado no tratamento é melhor. Os cães também facilitam a percepção delas e ficam mais bem humoradas.

Segundo o capitão, os animais que antes só saíam do batalhão quando tinham alguma missão, passaram a ser levados para instituições para interagir com crianças, idosos e deficientes. As cadelas já trabalharam no Lar Samaritano, para idosos, e também com deficientes visuais.
 
Os cães são sempre acompanhados desde pequenos por um policial. De acordo com eles, além do benefício para as pessoas atendidas, o trabalho é benéfico também para os PMs e para os cães. Para os policiais, a satisfação vem da alegria das crianças.

Já para as cadelas Hanna, Ranger e Luna, a recompensa vem em forma de carícias e abraços, que ajudam no relaxamento dos animais.

O Centro Integrado da Criança e do Adolescente Portador de Deficiência Professor Almir Madeira atende 33 meninos e meninas com múltiplas deficiências. É o único abrigo público do estado a atender deficientes com sonda de gastronomia.

O espaço abriga crianças e adolescentes especiais em situação de vulnerabilidade social e que são encaminhados pela Justiça como medida de proteção até que as famílias se organizem para poderem recebê-las.

Cães da PM ajudam no tratamento de crianças em abrigo no RJ (Foto: Leonardo Simplicio/Governo do estado) 
Cães da PM ajudam no tratamento de crianças em abrigo no RJ (Foto: Leonardo Simplicio/Governo do estado)