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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Menino com autismo é desqualificado de prova de natação por ser 'rápido demais'

Rory Logan foi rápido demais
Rory Logan foi rápido demais Foto: Reprodução / Facebook

Um nadador de 9 anos foi desqualificado de uma prova de 50 metros por ter sido o mais rápido na piscina. Rory Logan sofre de autismo e competia nas regionais das Olimpíadas Especiais no País de Gales. As informações são do Belfast Live.

Apesar de ser o menor na disputa, Rory chegou em primeiro lugar, com tempo de 53,15 segundos. Mas em vez de ficar com a medalha de ouro, ele ganhou uma faixa de participação.

"Rory veio até mim e disse 'Mãe, eu não fiz nada de errado. Eu ganhei. O que eu fiz?'. Eu fiquei arrasada por ele", disse Briony, a mãe do menino. 

Ela, então, perguntou aos organizadores do evento o que tinha acontecido e ficou em choque com a resposta.

"Disseram que ele tinha sido desqualificado porque nadou 'rápido demais'. A decisão era irrevogável", disse Briony. "Aparentemente, você não pode ser 15% mais rápido do que era nas baterias, em caso de você estar tentando nadar mais lentamente para ser colocado numa divisão final inferior".


Rory foi o primeiro
Rory foi o primeiro Foto: Reprodução / Facebook
De fato, Rory nadou 15,8% mais rápido do que na bateria e quando chegou às finais se superou demais.

"Eu sou a primeira a admitir que Rory pode ser muito preguiçoso quando se trata de treino. Mas ele é muito competitivo e no minuto em que vi aquelas medalhas ele foi atrás delas", declarou a mãe do menino.

Ao ver Rory tão chateado, Briany diz que pensou em tirá-lo da competição. No entanto, o filho ganhou outros dois ouros: no revezamento e nos 25 metros. No ano que vem, ele vai competir no All Ireland Special Olympics.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Jovem com síndrome de Down lutador de MMA


 No dia próximo dia 3 de agosto, Garrett Holeve, que nasceu com síndrome de Down, e David Steffan, que tem paralisia cerebral moderada, se enfrentam em uma luta de MMA (Mixed Martial Arts ou Artes marciais mistas, em tradução livre). Serão três rounds de três minutos e algumas regras diferentes, como o uso de caneleiras e a proibição de golpes da cabeça quando o adversário estiver no chão.

Holeve, de 23 anos, ficou famoso ao ser tema de um documentário que mostrava seus esforços para ser um lutador e seus treinos na American Top Team, uma das grandes equipes de MMA dos Estados Unidos. Ao assistir ao filme, Steffan procurou o pai de Holeve e se ofereceu para enfrentá-lo. “Acredito que seja uma grande oportunidade para nós dois mostrarmos ao mundo que fazemos parte disso como qualquer outro.”, afirmou Steffan, que já participou dos Jogos Olímpicos Especiais e ganhou várias medalhas como golfista. Agora, ele é integrante da seleção americana paralímpica e, recentemente, disputou sua primeira luta de muay thai.

Steffan e Holeve: superação e lição para o mundo.

O pai de Garrett, Mitch Holeve, também foi entrevistado e se mostrou bastante consciente do que estará em jogo no duelo. “Garrett e eu entendemos que ele nunca será um lutador profissional. Ele é um amador e tem progredido. Não posso deixar de apoiar meu filho porque ele estará em uma luta onde não será protegido pelo árbitro ou pelo oponente. Não sei se haverá outra oportunidade para que esses caras enfrentem alguém novamente. A mensagem que nós tentamos deixar é que Garrett levou isso ao extremo, mas as artes marciais lhe deram muita coisa.”

Garrett, ou “G-Money”, como é apelidado, já esteve em lutas de MMA amadoras. Para assistir um vídeo (em inglês) sobre a sua carreia, clique aqui


segunda-feira, 3 de junho de 2013

quarta-feira, 21 de março de 2012

Síndrome nunca foi problema para judoca com down; leia entrevista

POR SABINE RIGHETTI, DE SÃO PAULO

A rotina do judoca Breno Viola, do Flamengo, é pesada como a dos atletas desse esporte. "Às vezes, treino das 14h até meia-noite", diz. Diferentemente dos seus colegas de clube, ele tem síndrome de Down, mas isso nunca foi um empecilho.

 Filho de judoca, Viola começou a praticar o esporte aos seis anos. Em 2002, foi o primeiro judoca com down a ter faixa preta nas Américas.

"O judô ensinou ele a se defender. Antes ele chegava em casa chorando quando sofria bullying. Hoje ele reage", conta a mãe, Suely.

Aos 31 anos, Viola continua treinando e está descobrindo outras atividades, como comunicação e atuação.

Viola será um dos colaboradores do site Movimento Down, que será lançado nesta quarta-feira, Dia Mundial da Síndrome de Down. E em julho ele estreará em seu primeiro longa metragem, "Colegas", ao lado de atores como Lima Duarte. Acompanhe a entrevista à Folha.
Divulgação
Breno Viola, do Flamengo,se tornou o primeiro judoca com down a ter faixa preta nas Américas
 
Breno Viola, do Flamengo,se tornou o primeiro judoca com down a ter faixa preta nas Américas

Folha - Como você se tornou judoca?
Breno Viola - Meu pai era judoca e eu queria seguir o exemplo dele. Comecei a treinar em casa com um irmão mais velho que fazia judô. Aos seis anos eu comecei a praticar judô no Clube Flamengo. Hoje sou faixa preta. Em 2002 fui o primeiro faixa preta de judô das Américas com síndrome de Down.

O que você pretende dizer aos governantes que encontrará em Brasília na apresentação do site Movimento Down?
Vou apresentar o projeto Movimento Down e falar sobre ele. E vou dizer que os governantes deveriam se preocupar em incluir as pessoas com síndrome de Down na sociedade. Deve haver projetos de inclusão social.

Como é a sua rotina de treinamento?
Treino todos os dias, de segunda a sexta-feira. No final de semana eu descanso. Senão o corpo não aguenta! Às sextas-feiras eu gosto de curtir o baile funk aqui no Rio. Mas não vou sempre porque sou atleta e preciso cuidar da saúde.

Conte um pouco sobre o seu filme "Colegas", que vai estrear em julho.
O "Colegas" é o primeiro filme brasileiro com três atores com síndrome de Down no elenco. O diretor e roteirista, Marcelo Galvão, tinha um tio com down, por isso decidiu fazer o longa. Eu interpreto justamente o Márcio, tio dele, que sonhava em voar de balão. Os outros dois atores com down, que são um casal, têm outros sonhos.

As gravações duraram quase quatro meses: a gente começou no interior de São Paulo e passamos por Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Buenos Aires.

Foi muito bom gravar e atuar ao lado de artistas como Lima Duarte. Estou estudando mais teatro. Quem sabe faço outros longas.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Judô promove integração de jovens e adultos especiais

 













Trabalhar com pessoas especiais sempre foi um desejo do professor de judô Eduardo Duarte. A realização do sonho foi possível através do projeto Valorizando as Diferenças, criado por ele há seis anos, em uma comunidade da Ilha do Governador, e depois levado à Rocinha. Desde 2007, as aulas, abertas à comunidade, são oferecidas gratuitamente no 2º Batalhão de Polícia Militar, em Botafogo, dentro do Suderj em Forma.

Aos 19 anos, quando ainda era faixa marrom, Eduardo teve o primeiro contato com um aluno surdo. Mas motivado a ensinar a arte marcial a cegos, integrou um projeto no Instituto Benjamin Constant, onde conheceu um instrutor com deficiência auditiva. A partir da convivência, o professor pesquisou iniciativas para promover a inclusão de pessoas surdas no esporte e não encontrou. Com apoio da Confederação de Desportos para Surdos, ele deu início ao Valorizando as Diferenças, projeto pioneiro no país, com uma turma de apenas quatro alunos. Hoje atende a 108 pessoas, entre crianças, jovens e adultos, sendo 30 delas portadores de necessidades especiais.

– Minha intenção no início era atender somente aos surdos. Mas, como diz o próprio nome desse trabalho, vimos que não podemos discriminar. Valorizar as diferenças é muito importante para quebrar as barreiras e promover a integração entre pessoas regulares e com deficiência, prevista em lei – afirma.

Ao longo dos anos, Eduardo aprendeu e se aperfeiçoou em Libras (Linguagem Brasileira dos Sinais), a segunda língua oficial do país. Ao perceber que os alunos não ouvintes tinham dificuldade em entender o que lhes era ensinado e acabavam desistindo dos treinos, ele criou um método próprio.

– O surdo tem necessidade de se comunicar, mas poucos professores de esporte de alto rendimento têm qualificação em Libras. Eles geralmente copiavam o que os ouvintes faziam, mas não identificavam o comando e ficavam em desvantagem. Comecei a me questionar como faria os exames de faixa e o quanto eles são prejudicados e desenvolvi uma linguagem específica para o ensino – explica.

A metodologia consiste em associar o movimento à terminologia do golpe, facilitando o aprendizado. A criação dos sinais tem como objetivo unificar a metodologia de ensino da arte marcial no Brasil e já está ajudando a reduzir a idade média dos competidores surdos iniciantes de 21 para 18 anos. Alunos regulares começam a competir, geralmente, aos oito.

O sucesso do trabalho já tem gerado muitos frutos. Além de negociar o lançamento de um livro sobre a metodologia de ensino, em parceria com o Centro Universitário Augusto Mota (Unisuam), o professor tem acompanhado de perto a evolução dos alunos. Em abril, dos 30 atletas do projeto que participaram do Campeonato Brasileiro de Judô, 19 conquistaram medalhas: cinco de ouro, oito de prata e seis de bronze.

Em setembro de 2009, o Governo do Estado firmou um convênio com a Confederação Brasileira de Desportos para Surdos para levar sete judocas surdos aos 21º Jogos Surdolímpicos de Judô, em Taipei, Taiwan. A parceria, inédita, garantiu também a primeira medalha brasileira na categoria: o bronze de Alexandre Soares, aluno do projeto.

As aulas são oferecidas pelo projeto Suderj em Forma às segundas, quartas e sextas, às 18h15, para crianças, e às 19h15, para adultos, no 3º andar do 2º BPM, que fica na Rua São Clemente, 345, em Botafogo. O projeto Valorizando as Diferenças também é realizado na Rocinha e na Ilha do Governador.

Fonte: http://www.abn.com.br/editorias1.php?id=59636

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Régis Rösing mostra como o esporte ajuda crianças com autismo a evoluir


Repórter do "Esporte Espetacular" revela como jovens autistas podem passar a interagir com o mundo exterior após terem contato com a ginástica olímpica.

O autismo é classificado como um transtorno definido por alterações antes dos três anos de idade e que se caracteriza por alterações na comunicação, interação social e uso da imaginação. Crianças com autismo vivem em um mundo só delas, não interagem com o que há em volta. Para elas, o mundo interior é muito maior do que o exterior. Mas o trabalho de um ex-atleta de ginástica olímpica, o professor Rodrigo Brivia, está surpreendendo médicos especialistas no assunto e, principalmente, os pais dessas crianças.

Rodrigo usa todos os aparelhos da ginástica olímpica como parte do tratamento. Simula competição, vibração, faz os movimentos como se estivesse se apresentando com a criança do lado e, de repente, o que ele faz começa a ser imitado. As crianças pulam de alegria, brincam, e algumas começam a dizer as primeiras palavras.

O esporte como instrumento e ferramenta de interação tem sido a chave que está abrindo as portas para crianças autistas.Tudo que elas precisam é a combinação de atenção e amor. O repórter Régis Rösing foi conhecer de perto essa iniciativa, que acontece em uma academia de ginástica, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.