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domingo, 15 de janeiro de 2017

Crianças que têm contato com música aprendem a ler e a escrever com mais facilidade


Pode ser no carro, na sala de aula ou na festa de aniversário. Ouvir música com as crianças é sempre uma delícia, certo? O contato precoce com este tipo de arte ainda é capaz de beneficiar o aprendizado do seu filho. Cantar e tocar instrumentos faz com que ele estimule áreas neuronais que serão trabalhadas futuramente em outras funções – como nos cálculos matemáticos ou na leitura de textos.

Tudo começa na fase de musicalização: de forma lúdica, sem ainda formalizar conhecimentos, a criança desenvolve a percepção auditiva. “Ela é capaz de distinguir um som agudo de um som grave. Se ouvir uma valsa e, em seguida, uma marcha, perceberá também a mudança de ritmo”, explica Margarete Kischi Diniz, coordenadora de música do Colégio Porto Seguro, na unidade Morumbi (SP). Essa percepção só é possível porque há um estímulo na região cerebral denominada córtex auditivo. Além disso, ouvir uma canção trabalha a coordenação motora, já que seu filho sentirá o ritmo e o reproduzirá com movimentos corporais – aqueles passos de dança que encantam a família.

Aos 6 anos, em geral, a escola passa a formalizar o ensino musical, apresentando técnicas para tocar instrumentos, notas musicais e partituras. E é justamente esse tipo de conhecimento que auxiliará o processo de alfabetização da criança. “Os princípios de aprender uma canção e de ler um texto são muito parecidos. É a transformação da língua falada em símbolos que precisam ser decodificados”, esclarece Antonio Carlos de Farias, neurologista do Hospital Pequeno Príncipe (PR). Compare: a partitura passa a ser o símbolo que traduz o som ouvido. A palavra escrita segue a mesma lógica, já que é uma representação no papel do que é ouvido nas conversas.

Essa relação foi também comprovada por um estudo recente organizado pela Northwestern University, nos Estados Unidos. Crianças de 9 a 10 anos foram divididas em dois grupos: o primeiro teve lições de música por dois anos e o segundo, nenhum contato escolar com a disciplina. Após o período, os cientistas descobriram que aquelas que aprenderam a cantar e a tocar instrumentos tiveram melhor desempenho em leitura e em escrita. Elas conseguiam distinguir sons com mais facilidade que as demais e não tinham dificuldade de concentração em ambientes agitados.

Além disso, a música é um excelente incentivo à linguagem, por auxiliar na aquisição de vocabulário. Até a interpretação de texto é beneficiada pelo contato com as canções. “A memória operacional se desenvolve e faz com que a criança escute uma música e preste atenção ao que está sendo cantado. Ela consegue absorver a mensagem e o sentimento transmitido. Esse mesmo processo é encontrado ao ler um livro, que exige a concentração para dar significado à história”, explica o neurologista. Acredite: até o aprendizado de matemática é auxiliado, considerando que os números são símbolos, assim como as notas musicais.
Em casa


De acordo com a lei nº 11.769, de 2008, a música deve ser conteúdo obrigatório na Educação Básica de todas as escolas brasileiras. O objetivo da exigência não é formar músicos, e sim desenvolver a sensibilidade e a integração dos alunos. Mas atenção: você também deve estimular o contato de seu filho com a música em casa.

Se a criança perceber que os pais valorizam este tipo de arte, também tenderão a apreciá-lo. Não adianta apresentar uma canção de forma artificial – a introdução precisa ser lúdica. Presenteá-la com um tamborzinho ou dançar junto com ela são formas criativas de iniciar o contato.

É importante que você tome certos cuidados: não coloque o som em um volume muito alto, já que a audição da criança ainda não está totalmente amadurecida. E coloque um ritmo compatível à faixa etária – um bebê preferirá algo calmo, como música clássica. O rock pesado pode esperar um pouquinho, certo?

Aproveite o momento de escutar música em família para enriquecer o repertório cultural do seu filho. Apresente a ele tanto compositores nacionais como internacionais, para que, aos poucos, ele desenvolva uma preferência pessoal. E mais: que tal, a cada faixa, contextualizar a obra? Diga em que época a canção foi criada, em que país ela se originou, como são os costumes daquele local. Será uma brincadeira divertida – e os resultados serão para a vida toda!

Fonte: Revista Crescer

terça-feira, 10 de março de 2015

Por que brincar é importante para o desenvolvimento da criança?

Por Portal da Saúde - Ministério da Saúde

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A brincadeira é muito mais que uma forma de passar o tempo. A reportagem a seguir apresenta informações que auxiliam pais e cuidadores a compreender o papel da brincadeira no desenvolvimento integral das crianças. A brincadeira é a principal forma de expressão da criança, e o principal meio de ela observar e interagir com o mundo.

A integrante do Comitê de Especialistas em Desenvolvimento na Primeira Infância do Ministério da Saúde Carolina, Drügg explica que é na brincadeira que a criança vai vivenciar muitas questões relacionadas ao bem-estar, como liberdade, criatividade, desenvolvimento do corpo, a imaginação, a tolerância às diferenças. Alguns exemplos de brincadeiras citados na reportagem são: bater palmas, brincar com o corpo, produzir sons, ouvir e, mais tarde, contar histórias.

 
 

segunda-feira, 2 de março de 2015

Aprender música antes dos 7 anos ajuda no desenvolvimento da criança

por Marcela Bourroul

  shutterstock

O contato da criança com a música desde a primeira infância pode ajudar em seu desenvolvimento cerebral. O que músicos e educadores já percebem em seu dia a dia trabalhando com crianças agora faz parte do resultado de uma pesquisa realizada na Universidade de Concórdia, no Canadá. Segundo os dados, pessoas que começaram a estudar música antes dos 7 anos apresentam conexões neurais na idade adulta diferentes daquelas que começaram seus estudos musicais mais tarde.
Para realizar a pesquisa, foram montados três grupos: um com músicos profissionais que começaram a aprender antes dos 7 anos, músicos profissionais que começaram a estudar música depois dos 7 anos e pessoas que nunca haviam praticado um instrumento. Todos os participantes tiveram que executar alguns movimentos com o corpo. Usando aparelhos específicos, os pesquisadores mediram a resposta cerebral de cada um dos participantes durante o exercício. O objetivo dos pesquisadores era descobrir se existia algum tipo de conexão no cérebro que só poderia ser feita em determinada idade.

Ao analisar as habilidades motoras de cada grupo, eles notaram que os adultos que haviam começado a estudar música mais cedo tinham mais conexões entre as áreas motoras do lado esquerdo e do lado direito do cérebro. Entre aqueles que não eram músicos profissionais e os músicos que haviam começado seus estudos mais tarde, não havia diferença. Para os especialistas, isso confirmou a hipótese inicial. Vale lembrar que o estudo não estava avaliando a qualidade musical dos participantes, mas sim estudando sua estrutura cerebral.

Para o neuropediatra Mauro Muszkat, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), os resultados obtidos pela pesquisa fazem muito sentido, pois o cérebro realmente tem os chamados “períodos sensíveis” e certas conexões só podem ser construídas nesses momentos. Isso acontece em relação não só com habilidades motoras, mas com a linguagem, audição e visão.

De acordo com Muszkat, existem muitos pesquisadores que estudam a relação entre a música e o cérebro, e esse é outro estudo que reforça o benefício desse contato. “Um dos motivos para que a música traga tantos benefícios à criança é que ela trabalha múltiplas habilidades, estimulando a parte motora, a audição, o raciocínio, as noções de proporção e ritmo, as emoções, a sensibilidade e, assim faz com que várias áreas do cérebro funcionem simultaneamente”, diz o especialista.

Respeite o tempo da criança

A educadora musical Teca Alencar de Brito, professora do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da USP, afirma que é possível introduzir a música no mundo de crianças de todas as idades, mesmo as mais novas. Porém, é preciso respeitar seu modo de perceber o mundo. Por exemplo, uma criança de 4 anos que quer aprender a tocar piano não necessariamente quer aprender a ler uma partitura. Ela pode simplesmente querer apertar as teclas e explorar as possibilidades daquele instrumento. Uma aula ou um professor que tente diminuir esta espontaneidade provavelmente aborrecerá a criança e a afastará do piano.

Teca reconhece os múltiplos benefícios desse contato, mas faz uma ressalva: “Tudo depende do modo como é feito. Tem crianças que começam a fazer aula muito cedo e não têm experiências boas. Ter contato com a música não significa só aprender um instrumento e saber ler uma partitura. Se a aula for chata, a criança vai se desinteressar”, explica. Ela explica que é preciso respeitar e acompanhar o desenvolvimento da criança, e introduzir o treino mais formal quando ela estiver mais madura.

Enquanto isso, há muitas possibilidades de trabalhar a música, como deixar as crianças explorarem possibilidades de sonorização e objetos, fazer música em grupo e conhecer os instrumentos. Para Muszkat, não é preciso treinar um instrumento para desenvolver os conhecimentos musicais, basta que a aula de música possibilite a participação ativa das crianças. E, independente da idade, Teca defende que as aulas de música também sejam um espaço para a criação. “O ensino da música precisa integrar essas possibilidades: trabalhar a partitura, mas ao mesmo tempo incentivar a criança a tirar música de ouvido, improvisar, inventar.”

Teca também não acha que a música deve ser apenas um meio para outros fins. “Os pais não devem pensar que a música está sempre servindo a outras coisas, eles precisam pensar na música em si e, se houver um bom trabalho pedagógico, a criança vai se desenvolver naturalmente. Eu mesma, por exemplo, estudo música desde os 5 anos, hoje tenho 58 e nunca fui boa em matemática!.”

O benefício da música para crianças já foi apontado por vários estudos e nada mais justo do que os pais quererem oferecer essa possibilidade aos filhos desde cedo. No entanto, esse aprendizado não precisa acontecer somente dentro dos moldes tradicionais ou de uma maneira que acabe com toda a diversão e emoção que a música pode – e deve – proporcionar. 

Fonte: Revista Crescer
 

As melhores brincadeiras para estimular o desenvolvimento do seu filho por idade

por Malu Gonçalves

   Getty Images

Até 3 meses
É nesse período que a criança vai aprender a sustentar a cabeça. Então, ajude-a a fortalecer os músculos do pescoço. os braços e as pernas ainda ficam muito flexionados, como no útero. A dica é estendê-los suavemente para alongá-los. 

Brinque: coloque-a de bruços sobre a cama ou outra superfície segura e chame sua atenção comum, objeto sonoro, como o chocalho, fazendo-a levantar o rosto. Fora do campo de visão do bebê, bata palmas para que ele tente localizar de onde vem o som virando a cabeça.
Dos 3 aos 6 meses
O tronco já está começando a se firmar. coloque a criança sentada em seu colo e também na cama, com um apoio nas costas. Isso a ajudará a desenvolver a musculatura da região. Deite o bebê de barriga para cima e cruze suas pernas, incentivando-o a rolar sobre si mesmo. 

Brinque: crie um tapete de texturas. Deixe seu filho de bruços na cama e espalhe objetos com diferentes toques próximos a ele para explorar o tato, que já está mais sensível nessa fase. Vale também pendurar móbiles no berço.
Dos 6 aos 9 meses
A mãos estão mais fortes e a criança consegue segurar objetos grandes. estimule-a a transferi-los de uma mão para a outra. Lembre-se de que ela está na fase oral e tudo é levado até a boca. Por isso, escolha brinquedos grandes, macios, não cortantes, laváveis e que não soltem pedaços. Algumas crianças já começam a ficar de pé nessa fase. Desça o estrado do berço para evitar acidentes. 

Brinque: tire seu filho da cadeirinha e coloque-o no chão, dando espaço para que possa se arrastar e engatinhar. Não se esqueça de tampar tomadas e tirar do alcance o que possa ser puxado, como a toalha de mesa. Faça o jogo do “um pouquinho mais longe”. Distribua objetos a uma certa distância, começando mais próximo, incentivando seu filho a engatinhar até eles. Cada vez que ele conseguir alcançá-los, faça festa e afaste-os um pouco mais.
Dos 9 meses a 1 ano
A criança começa a adquirir o movimento de pinça, pegando objetos com os dedos polegar e indicador. Ofereça tampinhas ou bolas de papel para aprimorar a preensão, sempre sob supervisão, pois são pequenas e podem ser engolidas. Nessa fase, você já pode ajudá-la a ficar de pé sustentando-a pelas mãos. 

Brinque: bata palmas e dê tchau para que ele imite você. Se não conseguir, ensine-o segurando as mãos dele.
De 1 ano a 1 ano e 6 meses
Nessa fase, seu filho vai conseguir andar sozinho. ajude-o a trabalhar o equilíbrio oferecendo brinquedos que possam ser puxados ou empurrados, como um carrinho amarrado a um barbante. a criança já tem capacidade para utilizar papel e giz de cera grosso atóxico. ensine-a como fazer rabiscos na folha, estimulando a coordenação motora.
Brinque: disponibilize caixas de diferentes tamanhos e peça que seu filho coloque umas dentro das outras. Isso ajuda a desenvolver a compreensão.
De 1 ano e 6 meses a 2 anos
Já com um pouco mais de desenvoltura e habilidade, permita que ele folheie revistas velhas, rasgue-as e amasse as páginas, é uma ótima maneira de estimular a coordenação motora das mãos. Fale os nomes das partes do corpo e peça que vá apontando, uma por uma, para despertar a consciência corporal e treinar o controle do indicador estendido quando os outros dedos estão abaixados. 

Brinque: nessa fase, toda criança – menino ou menina – adora brincar com bola. Estimule seu filho a chutar e fazer gol para trabalhar a agilidade das pernas.
De 2 a 3 anos
Seu filho já consegue correr, então leve-o para um parque e incentive-o a brincar de pega-pega, dar pulos e ficar apoiado em um pé só, o que desenvolve o equilíbrio. Também já é possível permitir que ele mesmo lave o corpo durante o banho, o que desenvolve a coordenação, como quando faz movimentos de sobe e desce com o sabonete. Para promover o senso de direção e fortalecer a musculatura das pernas, outra boa opção é o triciclo. 

Brinque: monte um ateliê para brincarem com argila, massa de modelar e tinta guache. Brincar de artista ajuda a controlar a força na ponta dos dedos e o movimento do punho e das mãos.
De 3 a 4 anos
Chegou a hora em que seu filho se move independentemente pela casa: sobe e desce escadas alternando os pés, pula obstáculos e desvia de móveis. Ajude-o a empilhar de 6 a 8 objetos, estimulando o controle neuromotor. 

Brinque: desafie-o a desenhar formas geométricas, começando pelo círculo. Assim ele pratica a coordenação motora fina, responsável pelos movimentos mais delicados e precisos do corpo.
De 4 a 5 anos
Cada vez mais seu filho é capaz de realizar tarefas que exigem controle preciso do corpo. A mão, por exemplo, tem firmeza para segurar o lápis e habilidade para desenhar um homem com três partes – cabeça, tronco e pernas. Habitue-o a organizar os próprios pertences e a ajudar nas tarefas da casa. Além de desenvolver o senso de responsabilidade, essa rotina exercita a coordenação motora, como ao dobrar peças de roupa ou guardar objetos na gaveta. 

Brinque: desafie seu filho a andar nas pontas dos pés e a imitar os animais utilizando todo o corpo: rastejando, se for uma cobra; saltando agachado, se for um sapo, etc.
De 5 a 6 anos
A criança já demonstra boa habilidade motora, mas ainda não tem noção de perigo. Nessa fase irá manusear a tesoura, por isso alerte-a sobre os cuidados necessários para não se cortar. Os reflexos estão mais rápidos e permitem à criança defender ou agarrar a bola com as duas mãos, sem deixá-la escapar. 

Brinque: chute a gol e queimada são duas brincadeiras novas para o repertório do seu filho. Ele já diferencia direita e esquerda, então aproveite para treinar essas noções.
De 6 a 8 anos
A coordenação motora fina está melhorando. Assim, seu filho vai aprender a segurar o lápis fazendo uma pinça como polegar, o indicadoreo dedo médio. Uma boa dica para ajudá-lo nessa tarefa é pedir que ele junte o dedo mindinho e o anelar e, na sequência, tente segurar um lápis com os outros três dedos. De forma natural ele conseguirá empunhá-lo. 

Brinque: que tal organizar passeios de bicicleta? Nessa fase, seu filho não terá dificuldades em pedalar com rodinhas, pois tem o equilíbrio, o senso de direção e a força exigidos pela atividade. Depois de adquirir mais confiança, proponha eliminar as rodinhas, primeiro uma, depois a outra. Não se esqueça dos equipamentos de segurança! 

Fonte: Revista Crescer

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Fala, Linguagem e Desenvolvimento

 Fala, Linguagem e Desenvolvimento
"Seu filho de 2 anos ainda não fala, só diz algumas palavras. Em comparação com seus amiguinhos, você acha que ele está atrasado. Esperando que ele se desenvolva, você adia a procura de um profissional especializado". Esta cena é comum entre os pais de crianças que demoram para começar a falar. A menos que sejam observadas dificuldades em outras áreas do desenvolvimento, os pais às vezes hesitam para buscar ajuda. 

Não Espere para Avaliar
Crianças com a idade de 12 a 18 meses devem ser vistas por profissionais quando seus pais suspeitam de atraso nas habilidades de comunicação. Os pais devem também procurar ajuda se seu filho de qualquer idade não responde a sons. Uma avaliação precoce é importante, para evitar futuros problemas de linguagem. 

Há uma diferença entre fala e linguagem. A fala se refere basicamente à forma de articular sons nas palavras. A linguagem significa expressar e receber informações de modo significativo. É compreender e ser compreendido através da comunicação. Uma criança com problemas de linguagem pode estar apto a pronunciar bem as palavras, mas, ser incapaz de colocar mais de duas palavras juntas. Inversamente, a fala de uma outra criança pode ser difícil de ser compreendida, mas ela usa palavras e frases para expressar suas idéias. Problemas com fala e linguagem diferem, mas freqüentemente coincidem.
Fala e Linguagem da criança de zero a doze meses (0 a 12 meses)
A criança de zero a seis meses de idade...
  • Reage aos estímulos ambientais de forma reflexa
  • Reage aos estímulos ambientais alterando o comportamento de forma significativa (sorriso e choro)
  • Ri e murmura para pessoas conhecidas
  • Reage às vozes altas, ou não amigáveis
  • Volta-se e olha na direção dos novos sons
  • Balbucia pedindo atenção
  • Faz vocalizações generalizadas
  • Observa sua mão
  • Reage ao seu nome
Com oito meses, a criança...
  • Acaricia sua própria imagem refletida no espelho
  • Produz quatro ou mais sons diferentes
  • Usa freqüentemente as sílabas ba, da, ka
  • Transfere objetos de uma mão para outra
  • Vocaliza com variação de entonação frente aos diferentes estímulos
  • Tenta imitar sons
Com dez meses, a criança...
  • Pode já dizer "mama" e "papa"
  • Grita para chamar atenção
  • Vocaliza enquanto manipula objetos
  • Usa um jargão (balbucio que parece linguagem verdadeira)
  • Brinca de "esconde-esconde"
  • Fala uma sílaba ou uma seqüência de sons repetidamente
  • Sorri e vocaliza ao ver sua imagem refletida no espelho.
  • Como você pode estimular a fala e a linguagem da criança de zero a 12 meses
  • Reagindo aos sons que ela faz
  • Falando com ela enquanto você estiver cuidando dela
  • Lendo livros coloridos todos os dias
  • Mantendo sua linguagem simples e concreta
  • Recitando versinhos e cantando
  • Mostrando interesse em todos os sons diferentes que ela ouve ( o gelo num copo, a campainha tocando, a chuva caindo)
  • Ensinando os nomes das coisas do dia a dia e das pessoas familiares
  • Levando a criança em diferentes lugares
  • Brincando de jogos simples como "esconde-esconde"
  • Tocando música para ela
Fala e Linguagem da criança de 12 a 18 meses
A criança de 12 a 18 meses:
  • Reconhece seu nome.
  • Entende "não".
  • Compreende ordens simples.
  • Imita palavras familiares.
  • Acena com a mão (adeus)
  • Fala 2 ou 3 palavras além de "mamãe" e "papai"
  • Emite "sons" de coisas e animais familiares.
  • Dá um brinquedo quando lhe pedem.
  • Dá muitas gargalhadas.
  • Ouve bem e discrimina vários sons.
  • Reconhece a palavra como símbolo de um objeto: carro – aponta a garagem; gato - miau
  • Mostra muito afeto, fazendo barulhos e batendo palmas com o carinho de seus pais.
  • Entende verbos que representem ações concretas e relativos a suas próprias necessidades (mais, quer, acabou, dá)
  • Identifica 4 objetos familiares sob nomeação
Como você pode estimular a fala e a linguagem da criança de 12 a 18 meses:
  • Lendo livros bem ilustrados e coloridos
  • Incentivando-a brincar de jogos de imitação.
  • Usando frases curtas
  • Reforçando as palavras novas ditas por ela
  • Fazendo atividades próprias para sua idade
  • Conversando sobre o que vocês estão fazendo quando estiverem juntos
Fala e Linguagem da criança dos 18 aos 24 meses
A criança de 18 a 24 meses
  • Usa 10 a 20 palavras, incluindo nomes
  • Escuta bem e discrimina vários sons
  • Reconhece retratos de familiares e figuras de objetos conhecidos
  • Combina duas palavras para demonstrar seus desejos, tal como "mais"
  • Imita palavras e sons com maior precisão
  • Aponta ou faz gestos para mostrar alguma coisa ou para expressar seus desejos
  • Traz objetos familiares de um cômodo para outro quando solicitado
  • Obedece ordens simples
  • Imita trabalhos domésticos: esfregar um pano, colocar a mesa
  • Nomeia 4 objetos rotineiros
  • Pode cantarolar
  • Identifica 3 partes do corpo, em si e no outro sob nomeação
  • Realiza até 2 ordens simples
  • Usa o próprio nome
  • Responde sim e não
  • Começa a fazer frases simples
Como você pode estimular a linguagem da criança de 18 a 24 meses:
  • Contando histórias de livros
  • Falando de modo, simples e claro
  • Proporcionando experiências para estimular a fala e o desenvolvimento da linguagem: passeios, ida ao "shopping", ao play ou jardim de sua casa, pic nic, tarefas domésticas em conjunto
  • Conversando sobre os lugares novos antes de ir, enquanto vocês estiverem lá, e quando chegarem em casa
  • Olhando-a nos olhos quando estiver falando com ela
  • Imitando e identificando sons , tais como cachorro latindo, pássaros cantando, sirenes, portas rangendo, barulho de água
  • Descrevendo o que a criança está fazendo, sentindo e ouvindo
  • Fazendo com que estas experiências de falar e escutar sejam agradáveis, importantes e divertidas para a criança
  • Elogiando a comunicação da criança
Fala e linguagem da criança de 2 anos
A criança de 2 anos:
  • Usa o próprio nome
  • Relaciona o que fala com situações concretas
  • Nomeia mais ou menos 3 partes do corpo ou de uma boneca ou pessoa
  • Fala sozinho enquanto brinca
  • Combina 2 palavras para exprimir posse
  • Mostra com os dedos a idade
  • Identifica no mínimo 3 objetos pelo uso
  • Reconhece: "grande", "pequeno", "em cima de", "embaixo de", e "dentro", sob nomeação
  • Aponta gravura de objeto comum
  • Compreende o "onde" respondendo adequadamente
  • Combina verbo ou substantivo com "este" e "aqui", falando 2 palavras
  • Combina "é" em frases de 2 elementos
  • Usa artigo na fala
  • Aplica regra regular de gênero
  • Possui vocabulário de 50 a 100 palavras
  • Pode relacionar cores primárias e nomear uma cor
Como você pode estimular a linguagem da criança de 2 anos:
  • Deixando-a ouvir CD ou fitas infantis
  • Elogiando sua comunicação
  • Descrevendo as atividades que estão fazendo, acrescentando novas palavras
  • Utilizando palavras novas em várias situações (ampliação de vocabulário)
  • Proporcionando novas experiências: teatrinho, cinema, circo... e comentando sobre elas
  • Lendo historinhas
Fala e linguagem da criança de 3 anos
A criança de 3 anos:
  • Aponta 3 cores primárias quando nomeadas
  • Começa a compreender frases relativas à direções, como: "coloque o cubo (debaixo, em frente, atrás) da cadeira. Porém é difícil entender: "ao lado"
  • Executa uma série de 3 ordens relacionadas
  • Conhece seu sobrenome e o seu sexo
  • Pode falar sobre uma historinha ou relacionar uma idéia ou objeto
  • Usa orações empregando 4 a 5 palavras
  • Tem um vocabulário de quase 1000 palavras
  • Repete sons, palavras, frases e orações
  • Pode repetir 2 dígitos e 3 a 4 palavras
  • Pode desenhar um círculo e uma linha vertical
  • Pode cantar músicas
  • É capaz de permanecer em uma atividade por 8 minutos
  • Com freqüência faz perguntas sobre um assunto: "Quê?"
  • Usa formas possessivas, como: "meu", "minha", "teu", "seu", "de" junto ao nome (ex.: de minha mamãe)
  • Usa formas verbais simples e complexas, tais como: "estou jogando", "vou jogar".
  • Usa termos de negação tais como: "nada", "nunca", "ninguém", "nem"
  • Começa a usar orações compostas, unidas por: "e", "que", "onde", "como"
  • Expressa verbalmente fadiga (diz que está cansado)
  • Combina substantivo mais adjetivo
  • Usa: "eu", "mim", ao invés do próprio nome
  • Memoriza pequenos versos e músicas
Como você pode estimular a fala e a linguagem da criança de 3 anos:
  • Introduzindo palavras novas no seu vocabulário, enquanto brinca com ela
  • Ensinando-lhe relações entre palavras, objetos e idéias
  • Ensinando à criança contar histórias, utilizando livros e desenhos
  • Permitindo que jogue com outras crianças
  • Lendo para ela histórias
  • Prestando muita atenção quando ela fala, lembrando que se ela repetir palavras e sons é normal
  • Fazendo jogos com rimas
Fala e linguagem da criança de 4 anos
A criança de 4 anos:
  • Nomeia: pequeno, grande, embaixo, em cima, dentro, fora, pesado, leve, igual, diferente, cores primárias e 3 formas geométricas
  • Descreve eventos e personagens de histórias conhecidas e relata 2 fatos em ordem de ocorrência
  • Segue instruções ainda que não esteja em frente ao objeto
  • Pode falar algo imaginário como "suponho que", " eu desejo"
  • Faz perguntas usando: "Quem?", "Por que?", "Como?" e "Quando?"
  • Utiliza orações complexas
  • Utiliza tempo passado e plural
  • Copia uma linha e um círculo
  • Tem um vocabulário de quase 1500 palavras
  • Mantém-se numa atividade por 11 ou 12 minutos.
  • Repete 3 dígitos e sentenças de 5 a 6 palavras
  • Executa uma série de 2 ordens simples não relacionadas
  • Nomeia seus próprios desenhos
  • Segue regras de convívio social
  • Reconhece partes do corpo: cabeça, braços, pernas, pés, mãos, cabelo, bumbum, nariz, orelha e boca
  • Mantém atenção quando uma historinha é lida para ela
  • Diz seu nome completo
  • Responde perguntas de ordem temporal, referente a fatos concretos (dia – noite)
  • Identifica objetos pelo uso
  • Tem fala inteligível
Como você pode estimular a fala e a linguagem da criança de 4 anos:
  • Ajudando-a a classificar objetos e coisas, explicando qual a razão de pertencerem a uma determinada categoria
  • Conversando com ela sobre coisas que ela possa realizar
  • Ensinando-a usar o telefone corretamente
  • Permitindo que ajude a planejar atividades tais como Natal, aniversário...
  • Dando à criança mais responsabilidade na vida diária
  • Lendo histórias cada vez maiores
  • Permitindo que crie e conte histórias
  • Mostrando constantemente seu interesse no desenvolvimento de sua linguagem e pensamento
Fala e linguagem da criança de 5 anos
A criança de 5 anos:
  • Define os objetos pelo seu uso e pode dizer de que são feitos os objetos
  • Conhece relações espaciais como "acima", "abaixo", "atrás", "perto" e "longe"
  • Sabe seu endereço
  • Constrói orações utilizando de 5 a 6 palavras
  • Identifica dinheiro
  • Possui um vocabulário de aproximadamente 2000 palavras
  • Usa corretamente os sons da língua
  • Conhece antônimos de palavras conhecidas
  • Entende o significado das palavras igual e "diferente"
  • Usa o condicional
  • Conta dez objetos
  • Acompanha a seqüência de uma estória
  • Utiliza o tempo presente, passado e futuro dos verbos
  • É capaz de permanecer em uma atividade durante mais de 15 minutos
  • Pede informações
  • Pede ajuda quando encontra dificuldade
  • Usa todo tipo de orações, algumas das quais podem ser complexas, por exemplo: "antes de entrar em casa eu preciso tirar meus sapatos molhados"
  • Usa corretamente os pronomes
  • É capaz de fazer rimas
  • Repete 4 dígitos
  • Responde a pergunta "por quê" , dando uma explicação
  • Nomeia cores além das primárias
  • Reconhece uma gravura que não pertence a uma classe específica, por exemplo: o que não pertence a classe dos animais
  • É capaz de apontar absurdos em uma figura
  • Executa uma série de 3 ordens não relacionadas
  • Articula corretamente todos os fonemas
Como você pode estimular a fala e a linguagem da criança de 5 anos:
  • Incentivando-a a usar sua linguagem para expressar seus sentimentos, idéias, sonhos, desejos, e medos
  • Permitindo que ela crie desenhos novos livremente com lápis, lápis cera, pilot e papel
  • Proporcionando oportunidades de aprender canções, rimas ou versos de memória
  • Lendo contos, histórias compridas
  • Falando com a criança sobre temas variados sem utilizar termos e expressões infantis
  • Escutando e prestando atenção quando ela fala, levando em conta que a criança entende mais do que é capaz de verbalizar
Fala e linguagem da criança de 6 anos
A criança de 6 anos:
  • Usa a gramática adequadamente
  • Compreende o significado das frases
  • Nomeia os dias da semana em ordem e conta até 30
  • Conta uma história de 4 a 5 fatos e começa a ter noção de causa/efeito
  • Sabe o dia e mês de seu aniversário, seu sobrenome, endereço e telefone
  • Distingue direita e esquerda
  • Conhece a maioria das palavras opostas e o significado de: "através", "até", "em direção a", "longe", "desde".
  • Sabe o significado e usa corretamente as palavras: "hoje", "ontem" e "amanhã".
  • Formula perguntas utilizando: "Como?", "Que?", "Por que?".
  • Pergunta o significado de palavras novas ou pouco familiares
  • Relata experiências diárias
Como você pode estimular a fala e a linguagem da criança de 6 anos:
  • Reservando um tempo de seu dia para conversar com ela
  • Lendo histórias para ela e pedindo que ela reconte
  • Ajudando-a a escrever seu próprio livro de histórias com desenhos e ilustrações
  • Pedindo que represente diferentes personagens de histórias
  • Propondo jogos que envolvam raciocínio
  • Dando tarefas em que seja necessário seguir algumas instruções
  • Deixando-a cozinhar, utilizando livros de receitas infantis, com passos e instruções simples
  • Assistindo com ela programas de televisão e vídeos, pedindo que conte sobre o que viu e o que mais gostou
  • Permitindo que participe de discussões familiares em que possa dar sua opinião
  • Ajudando-a a conhecer e utilizar novas palavras e conceitos