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domingo, 15 de janeiro de 2017

Escola no contraturno foca no desenvolvimento socioemocional

A cena é divertida. Enquanto carregam pequenos potes de areia, meia dúzia de crianças passam por obstáculos e se equilibram em caixotes de madeira. Com a ajuda dos colegas, a missão é encher uma caixa do outro lado do parquinho para encontrar o tesouro escondido pelo capitão Barba Polvo. O que parece ser apenas uma oficina de parkour infantil, na verdade faz parte de um conjunto de atividades de férias realizadas no centro de educação AfterSchool, localizado no Alto de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo (SP). Por lá, as brincadeiras e os desafios são estratégias para desenvolver competências socioemocionais de forma descontraída.
O espaço surgiu no início do ano passado, com a intenção de ser um centro especializado no ensino socioemocional. Para contribuir com a formação das crianças nas suas dimensões intelectuais e afetivas, no período do contraturno escolar são oferecidas diversas atividades de inglês, parkour, oficina maker, circo, artes, dança, culinária, capoeira e inteligência corporal. A ideia não é que elas façam apenas um curso extracurricular durante todo o ano, mas possam aprender a demonstrar empatia, resolver problemas, manter relações sociais, lidar com suas emoções, trabalhar em grupo e desenvolver uma série de outras competências essenciais para a vida no século 21.
Com turmas multietárias, os cursos acontecem no período da manhã ou da tarde. As famílias ainda podem optar por quantos dias da semana as crianças irão participar das atividades no contraturno, que são voltadas para um público com idades entre 9 meses e 12 anos.
A proposta surgiu de uma série de estudos que tornavam evidente a necessidade de cuidar do desenvolvimento social e emocional das crianças, que muitas vezes é deixado de lado pelas escolas. De acordo com Leticia Lyle, sócia e diretora pedagógica do AfterSchool, a falta de habilidades socioemocionais é um dos motivos precursores de boa parte das dificuldades de aprendizagem encontradas pelos professores nas salas de aula. “Todo educador fala que trabalha com colaboração, todo mundo quer formar um aluno cidadão. Mas onde isso está realmente colocado? A educação do século 21 passa por um trabalho muito intencional de competências”, defende ela.




Crédito: Marina Lopes / Porvir
No centro de ensino AfterSchool, a intencionalidade mencionada por ela está organizada em uma matriz de competências, que trabalha curiosidade, colaboração, autenticidade, solidariedade e responsabilidade. Esse modelo foi elaborado a partir de referências da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) e pesquisas do Casel (Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning), além de também considerar habilidades presentes no modelo de Chicago e no currículo australiano. “Nós mapeamos essas competências e fizemos a nossa escolha junto com os professores”, explica Letícia.
Como estratégia para desenvolver essas competências, o centro de educação trabalha com um modelo de missões inspirado na experiência da escola norte-americana Quest to Learn, criada pelo Institute of Play. A ideia é que as crianças estejam envolvidas com um desafio que conecta todas as experiências de aprendizado. “A missão é uma grande brincadeira, que nos ajuda a pensar de forma lúdica quais competências podemos trazer”, menciona a coordenadora pedagógica do espaço, Flávia Montagna.
No começo de cada mês, toda a equipe pedagógica do AfterSchool se reúne para elaborar uma nova missão, sempre baseada em uma das grandes competências apresentadas na matriz. A partir daí, também é realizado um planejamento semanal para trabalhar outras habilidades em unidades menores, tudo alinhado com os conteúdos das oficinas e laboratórios de desenvolvimento. Segundo Flávia, essas missões devem ser cativantes e curiosas para manter o interesse dos alunos.
Os temas podem ser os mais variados, desde engajar as crianças em uma ação voluntária até desvendar um mistério. Em uma das atividades do último ano, por exemplo, para trabalhar curiosidade e abertura a novas experiências, a turma foi convidada a viajar para um planeta desconhecido. Com os objetivos de aprendizagem definidos, na culinária criaram diferentes tipos de pedras comestíveis encontradas por lá e na oficina de parkour fizeram o circuito como se estivessem explorando o novo planeta.
“A aula requer muito planejamento. Quando eu vejo as competências que devem ser trabalhadas naquela semana, já tenho noção das atividades que vou desenvolver”, conta o professor Marcello Dominichelli, responsável pelas oficinas de parkour. Ele admite que em alguns momentos é preciso quebrar a cabeça para montar uma atividade, mas o trabalho coletivo facilita esse processo.
Para dar conta de estabelecer essas conexões, os professores participam de formações e encontros de planejamento coletivo. “O professor precisa ser muito sensível para sentir e conhecer cada criança. Ele também precisa ser muito criativo, já que em alguns momentos trabalhamos com temas abstratos. É mais difícil do que ensinar português, matemática e inglês porque você está formando um cidadão”, avalia a professora Nicole Reiche Pereira, que geralmente trabalha com crianças de 3 a 8 anos durante o período do curso regular.
Na primeira semana das férias, a turma trabalhou colaboração. Para isso, os educadores criaram a história do capitão Barba Polvo, um pirata que tem uma barba cheia de tentáculos, como descreveu Eric, 4, que também participa do curso regular. “O tesouro dele estava aqui no After e a gente teve que achar”, conta o menino. A sua colega, Manuela, 5, também se envolveu com o desafio e garante que para encontrar o tesouro foi preciso trabalhar em equipe: “Se fosse alguém sozinho atrás do tesouro, os outros não iriam achar.”
De acordo com a equipe da escola, os resultados desse trabalho de desenvolvimento socioemocional são percebidos no dia a dia das crianças, seja por observações dos educadores ou até mesmo pelos registros de portfólios e rubricas de avaliação. “Nós percebemos que as crianças falam e demonstram valores de atividades que já aconteceram. Elas também levam muita coisa para casa”, afirma a coordenadora pedagógica do espaço, Flávia Montagna.
Dentro de casa, a médica Juliana Giorgi diz que já consegue perceber o desenvolvimento do filho, Pedro, que entrou no AfterSchool em agosto quando ainda tinha 1 ano e meio. “Ele deu um salto muito grande na sociabilidade, está aprendendo a dividir e conviver em sociedade. A escola é tão dinâmica, que eu vejo ele sempre muito empolgado”, avalia.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Colégios paulistanos usam tecnologia 'Pokémon' para ensinar matemática

por Angela Pinho, para a Folha


Febre entre as crianças, hipnotizadas pelas criaturas virtuais do jogo "Pokémon Go", a tecnologia da realidade aumentada chegou às escolas. 

Se fora do colégio o objetivo do recurso é caçar os bichos com o celular, na aula a finalidade é aprender geometria, artes, ciências e competências como trabalho em grupo.
Para isso, diferentes escolas da capital paulista têm usado sistemas de realidade aumentada, que têm características diferentes do "Pokémon Go", mas usam o mesmo princípio do jogo. 

Trata-se de um conceito simples: adicionar algum elemento virtual ao ambiente real. No caso do jogo, pokémons nos lugares que o jogador mirar com a câmera do smartphone. Nas escolas, itens como formas geométricas, filmes e outros



Fabio Braga/Folhapress
Aula com uso de realidade aumentada no colégio Santo Antônio de Lisboa, 
no Tatuapé, na zona leste de São Paulo. Leia mais


COLÉGIOS
Com nove unidades no Estado, a rede de Colégios Vicentinos proíbe o uso de celular dentro das escolas, o que inviabiliza o "Pokémon Go", mas usa a realidade aumentada em aulas do maternal e do ensino fundamental.

A tecnologia foi desenvolvida pela editora de materiais didáticos da rede educacional. O sistema utiliza um objeto com o desenho de um código; um software "lê" esse código por meio de uma câmera e faz aparecer na tela do computador um elemento 3D. Depois disso, um projetor amplia essa imagem em uma tela na parede.

Resultado: na sala de aula real, vemos uma professora segurando um disco redondo de madeira com um desenho de um cubo. Na sala projetada na tela, por sua vez, vemos exatamente a mesma cena, mas, sobre o disco, o cubo em três dimensões se formando em etapas.

A lição faz parte da aula de elementos geométricos. "Quando o aluno vê as imagens sendo construídas, entende mais fácil os elementos que a constituem", diz Renata Cenciarelli, diretora-adjunta da editora do grupo. Além disso, a tecnologia atrai mais a atenção do aluno, afirma a gerente de TI Sandra Fava.

No maternal, o foco é mais lúdico: o objetivo dos alunos é construir um robô similar ao que aparece na tela quando o software decodifica um cubo na mão da professora.

MULTIDISCIPLINAR
Na Vila Mariana (zona sul), o Colégio Bandeirantes também adotou a realidade aumentada. Planeja usar o recurso em um projeto multidisciplinar a partir de setembro.
Obras de arte terão códigos que, lidos pelos tablets, mostrarão diversos conteúdos adicionais, como vídeos com as proporções geométricas das telas. Por meio da atividade, serão trabalhados conteúdos de artes e ciências.

De acordo com Cristiana Assumpção, coordenadora de tecnologia educacional do colégio, a atividade foi planejada antes da chegada do "Pokémon Go", mas o jogo ajudou. "Ficamos felizes, porque vai ficar mais fácil de entender", afirma.

Essa sensação de "déjà vu" projetada por Cristiana foi sentida no Dante Alighieri, nos Jardins (zona oeste), quando o "Pokémon" chegou ao Brasil, no início do mês. O colégio já utiliza a realidade aumentada em algumas atividades didáticas. Uma delas é uma caça ao tesouro turbinada, em que as pistas aparecem quando o estudante mira o tablet em códigos espalhados por diversos pontos do colégio.

Com a brincadeira, são ensinados conceitos de latitude e longitude aos alunos. A vantagem de usar a realidade aumentada é engajar mais os alunos no processo de aprendizagem, diz a coordenadora de tecnologia do Dante, Valdenice Minatel. Ela defende, porém, um uso criterioso da tecnologia. "Precisa ter cuidado para não virar só pirotecnia", afirma.
A professora da PUC-SP Maria Elizabeth Almeida concorda. "A tecnologia tem que ir além do lúdico e estar inserida numa proposta pedagógica, para que os alunos aprendam", afirma.

RISCOS DO JOGO
A profusão de alunos com olhos vidrados no celular para caçar pokémons levou escolas de São Paulo a discutirem como lidar com o jogo. No último dia 8, o Dante Alighieri, nos Jardins (zona oeste), enviou uma circular aos pais externando a posição do colégio sobre a brincadeira: "Não recomendamos o uso desse aplicativo ou de qualquer outro dentro da escola se a demanda não for estritamente pedagógica". 

Para a escola, "diante das inúmeras possibilidades digitais oferecidas pelos smartphones, corre-se o risco de depreciar as interações coletivas necessárias para o processo de socialização, uma das marcas da educação formal". O texto alerta ainda para as "armadilhas" da internet, que incluem riscos à segurança e desconcentração. 

ATIVIDADE CURRICULAR
Já no Elvira Brandão, na Chácara Santo Antônio (zona sul), a caçada de pokémons virou uma atividade curricular. A ideia foi do professor responsável pela área de Corpo e Movimento. 

Alunos do período integral serão divididos em grupos e receberão tablets para procurar as criaturas do jogo dentro da escola. Depois, farão biscoitos com a feição dos bichos e, por fim, terão que pesquisar sobre os aspectos positivos e negativos do jogo –que incluem a transmissão de dados sensíveis de privacidade. 

O colégio veta o uso de celular até o quarto ano e, para os mais velhos, só libera com finalidade pedagógica. Diante da febre do joguinho, a introdução da brincadeira no currículo é vista como uma tentativa de adaptar a realidade a essa diretriz. "Não adianta proibir, o melhor é usar a favor", diz Celise Correa, gestora de tecnologia educacional do colégio.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2016/08/1805285-colegios-paulistanos-usam-tecnologia-pokemon-para-ensinar-matematica.shtml?cmpid=compfb

sexta-feira, 15 de abril de 2016

300 aplicativos educacionais abertos para usar em sala de aula

por Maria Victória Oliveira

Já imaginou se uma tabela reunisse vários aplicativos livres para celulares e tablets do sistema Android? E se essa tabela também apresentasse indicações de quais disciplinas poderiam usar o recurso? Melhor ainda, não é? Pois agora isso existe, graças ao projeto “Software Educacional livre para Dispositivos Móveis”.

Elaborada pelo professor Paulo Francisco Slomp e pelo estudante André Ferreira Machado, ambos da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), a tabelareúne 305 aplicativos, que podem ser usados como complemento para o processo de ensino-aprendizagem. Desses, 78 servem para a educação infantil, 154 para os anos iniciais do ensino fundamental, 173 para os anos finais do ensino fundamental, 181 para o Ensino Médio e 203 para o Ensino Superior.

Para quem não sabe, o nome software livre significa, no caso da tabela, que o aplicativo é um REA (Recurso Educacional Aberto). A sigla, por sua vez, é usada para designar um material educativo licenciado de forma pública, permitindo que qualquer pessoa interessada use ou adapte o conteúdo da forma como preferir.

Os aplicativos que figuram na tabela começaram a ser analisados em abril de 2015. O projeto foi finalizado em fevereiro de 2016, quando a compilação foi lançada de forma aberta ao público, tanto para visualizações quanto para contribuições. “A tabela está sob uma licença de Creative Commons. A gente selecionou mais de 300 aplicativos, mas eles surgem a todo instante. Mantendo a tabela aberta, cada um pode colocar novos aplicativos que nós não conhecemos”, defende Ferreira. Segundo ele, essa é exatamente a filosofia do software livre.

Dentro da tabela, o material também é dividido por área de conhecimento. Entre elas: acessibilidade, biologia, educação física, educação artística, ensino religioso, física (subdividida em categorias como acústica, astronomia e atmosfera), geografia (também subdividida em categorias como atmosfera, bússola, capitais e mapas), idiomas (bibliotecas, catalão, coreano, entre outras), informática (redes e programação), jogo, matemática (álgebra, ângulos, aritmética, calculadora financeira,  entre outras), medicina, música, química (eletroforese, isótropos, jogo, moléculas e tabela periódica) e sociologia.

Navegando pelo mapeamento, é possível perceber que algumas áreas contam com maior número de recursos disponíveis. Para matemática, por exemplo, existem 61 aplicativos; física conta com 25 e geografia com 33. “Existe uma grande quantidade de aplicativos para áreas de ciências e exatas, além de geografia. É uma opinião pessoal, mas eu acho que as pessoas que desenvolvem os aplicativos são mais inclinadas a ciências exatas, por isso o maior número”, defende Ferreira.

Mudança de planos
Apesar do resultado final, o projeto surgiu com uma proposta diferente. “Em 2013, eu e meu orientador percebemos que tinha uma categoria na Wikipedia em inglês só sobre software educacional livre, e que essa mesma categoria não existia em português. Então nós começamos a traduzir os artigos para nossa língua”, relata o estudante de matemática da UFRGS, André Ferreira. Ele conta que, no meio desse processo, surgiu a ideia de criar uma tabela para catalogar alguns dos programas citados nos artigos. Em 2014, a proposta resultou em uma tabela de softwares educacionais livres para desktop (computadores de mesa).

Entretanto, com o aumento do uso de smartphones, o projeto tomou uma nova direção. “Depois que nós fizemos a tabela de programas para desktop, pensamos em fazer uma versão para dispositivos móveis, já que o uso desses aparelhos está cada vez maior no Brasil”, explica.

A escolha pela tabulação de aplicativos do sistema Android, segundo Ferreira, foi por uma questão prática. “A iTunes Store (a loja da Apple, que usa sistema operacional IOS) não aceita aplicativos sob licenças livres. Já a Google Play Store (loja do sistema operacional Android) aceita diferentes tipos de licenças livres, menos a GPL (do inglês, Licença Pública Geral).

Critérios de Seleção
O principal critério utilizado para a seleção dos aplicativos foi a finalidade educacional. Durante o processo de avaliação dos softwares, Ferreira e Slomp utilizaram, entre outras, uma lista do site F-Droid, que reúne um catálogo de softwares gratuitos de código aberto para Android.

Segundo Ferreira, o F-Droid tem uma categoria chamada Ciência e Educação. Juntamente com o seu orientador, ele fez o download e avaliou cada programa dessa área, para depois colocá-lo na tabela. “Nesse processo, nós percebemos que muitos softwares não estão categorizados como Ciência e Educação, mas podem ser usados com uma finalidade educacional. Por exemplo: nós encontramos um aplicativo de mapas, que está na categoria Navegação. Tudo bem, isso ajuda a velejar, mas também pode ser usado em sala de aula”, explica o estudante de matemática.

Diante dessa possibIlidade, a dupla decidiu analisar todos os programas disponíveis na plataforma até dezembro de 2015. Ao todo, foram 1700 aplicativos avaliados. “Nós analisamos a interface, o idioma e como o aplicativo funciona de maneira geral. Nós instalamos em um tablet para testar aqueles que nós consideramos que poderiam ser usados”.

A tabela está disponível em português, e também conta com versões em inglês,espanholfrancês e italiano.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Como atividades artísticas e culturais contribuem para a felicidade do seu filho

artes; desenho; pintura; criança (Foto: Thinkstock)
Pintar, ler, contar histórias, fazer artesanato, cantar e até fazer compras! Você sabia que essas atividades, quando feitas com a participação dos pais, ajudam o seu filho a ficar mais feliz e, ao mesmo tempo, contribui com o desenvolvimento das habilidades cognitivas e sociais? A conclusão foi apresentada por um estudo feito pelas Universidades Open e de Oxford, ambas no Reino Unido.

Ao acompanhar por quatro anos 800 casais, pais de crianças de 2 e 3 anos de idade, os pesquisadores observaram três frentes. Na primeira delas, mediram o quanto o engajamento com atividades artísticas e culturais afetavam no bem-estar mental. A segunda media que tipos de atividades eram importantes para a cognição da criança e, na terceira frente, quais elementos eram mais benéficos para o desenvolvimento social.

Entre as descobertas mais interessantes, os pesquisadores notaram que muito mais do que aplicativos ou programas de televisão ditos como educativos, tão comuns hoje em dia, as atividades que mais contribuem para a formação cognitiva são aquelas ligadas às artes plásticas. Pintura, desenho e artesanato, por exemplo, foram listados como as melhores maneiras de acelerar o desenvolvimento da coordenação motora da criança e de incentivar a criatividade.

O estudo mostrou que as crianças que tinham o hábito de cantar ou dançar com os pais eram mais desinibidas. Além disso, quanto mais contação de história e leitura em família, melhor era o desenvolvimento da fala e da conversação. “É claro que os pais não podem se envolver com seus filhos em todas essas atividades o dia inteiro, mas é encorajador saber que o tempo gasto lendo um livro junto com a eles, pintando ou cantando uma canção de ninar pode ajudar muito no desenvolvimento da criança”, escreveu no artigo de apresentação da pesquisa, Laurance Roope, um dos autores.

A neuropediatra Lara Cristina Antunes dos Santos, da UNESP de Botucatu, explica que as atividades relacionadas às artes desenvolvem tanto a parte cognitiva quanto a emocional. “A arte, no geral, se conecta às nossas emoções e pode auxiliar a entender as situações e a curar traumas, entre tantas outras coisas”, diz. De acordo com a especialista, é importante que os pais diversifiquem as atividades que oferecem aos filhos, desde que não seja uma imposição. “O tipo de atividade artística que mais desenvolve a cognição é aquele que a criança gosta mais”, diz.
A interação com os pais 
Quase todas as atividades listadas acima fazem parte da grade escolar de crianças em idade pré-escolar. Porém, existe um motivo fundamental que explica por que seus benefícios são maiores quando praticadas em casa: o envolvimento dos pais. “Os pais devem ser parceiros nesse processo de aprendizagem. A participação deles nas atividades das crianças traz aproximação, melhora a comunicação da família, o engajamento, desperta a curiosidade e estimula o desafio”, diz a psicóloga e pedagoga Marta Ramos Cesaro, do Colégio Madre Alix, em São Paulo.

Compras: outra atividade importante 

Além disso, apresentar coisas novas aos filhos contribui para aumentar o repertório em todos os sentidos. Quando você colocar uma música para a criança, por exemplo, em vez de simplesmente ouvi-la, você pode incentivá-la a apurar os ouvidos para escutar os diferentes instrumentos que compõem a melodia, como violão, bateria, baixo, violino. Pode também ajudá-la a entender o que aquela música está querendo dizer. De acordo com a especialista, um exercício como esses ajudam também a desenvolver a concentração e a atenção da criança.

Ao dar um livro na mão do seu filho, você percebe que ele balbucia palavras como se estivesse lendo. Se estiver na fase de alfabetização, ele o lerá de fato. Porém, nesse caso, a mediação dos pais é também fundamental, como explica Marta: “Para garantir que não seja apenas uma prática da leitura, o adulto pode ajudar a criança a entender as palavras, contextualizar a história e interpretar o texto. Quando a gente consegue trabalhar na mensagem daquele texto, o exercício fica muito mais rico e prazeroso para pai e filho”.

É a mesma coisa quando você leva seu filho ao cinema ou ao teatro. Um passeio como este por si só já é gostoso para a criança, mas você pode extrair o máximo dele tanto fazendo da preparação um momento especial – chame a criança para escolher com você o tipo de atividade cultural que deseja fazer – até a hora da saída, na qual você pode estimular a reflexão dela perguntando o que ela entendeu da história que acabou de ver e quais elementos fizeram com que ela gostasse ou não daquilo. A criança vai desenvolvendo o olhar, aprendendo a refletir e a prestar atenção nos detalhes. Pequenas conquistar como essas vão fazer uma diferença enorme lá na frente.

Você adota tática de guerrilha quando vai ao supermercado com seu filho? Pega tudo correndo e torce para que, mesmo depois de todos os combinados, ele não resolva colocar tudo no carrinho e dar um chilique porque não vai conseguir levar para a casa depois? Pode ser a hora de rever essa atitude.
Mãe e filha escolhendo frutas no supermercado (Foto: Shutterstock)
A mesma pesquisa da Universidade de Oxford que fala sobre as atividades culturais, mostrou que o simples fato de levar seus filhos para fazer compras com você pode ser outro motivo para o desenvolvimento cognitivo dele. Isso porque, tanto em lojas quanto em supermercados, a criança se depara com muitos cenários diferentes (estímulos visuais, táteis e auditivos) e, ao ver os pais comprando ou negociando, tomam contato com noções de economia.

A psicopedagoga Marta reforça que isso só faz sentido se os pais se dedicarem a enriquecer a experiência da criança. “Quando o tempo está corrido e a mãe leva a criança porque não tem com quem deixar, o filho vai estar naquela função de atrapalhar. Mas, se ela dedica o tempo a explicá-lo a importância da pesquisa de preço, apresentar texturas novas e os valores nutricionais dos produtos que está comprando, por exemplo, aí é uma oportunidade para o desenvolvimento do senso crítico e da importância da escolha”, reforça.

A gente bem sabe que no mundo real, tão corrido e cheio de obrigações e trabalho, nem sempre você vai estar física e mentalmente disponível para oferecer o melhor de cada momento com as crianças. Por isso, o exercício aqui é pensar no “como”: como você gasta o tempo em casa com seu filho, como você apresenta coisas novas, como você deixa marcas na vida dele. Se as respostas não forem satisfatórias, é hora de mudar. Lembre-se de que só compreendemos as coisas que são significativas. E nunca é tarde para isso!


Fonte: Revista Crescer

Boneca é coisa de menino, sim: por uma educação menos sexista



Na casa de Pedro, 3 anos, os carrinhos dividem espaço com as bonecas. O menino gosta de brincar de casinha e fazer comidinha. Oferecer esse tipo de brinquedo foi ideia de sua mãe, Carolina Faria Alvarenga, que pesquisa a relação entre gênero e educação. "Ele sempre ganhava carrinhos dos parentes; então, quis estimular outras brincadeiras." O mesmo vale para a irmã, Ana, 1 ano e 11 meses, que pode escolher uma diversidade de atividades, mas prefere as mais agitadas, como andar de velotrol e bicicleta com rodinhas. As duas crianças também brincam juntas, em atividades de "menino" e "menina". A princípio, a família estranhou essa postura, mas se acostumou e hoje já presenteia os dois seguindo os mesmos princípios de Carolina, que prefere brinquedos de madeira aos de plástico e bonecas de pano, com menos detalhes, por acreditar que eles estimulam a imaginação dos pequenos. Essa postura mais livre ainda causa questionamentos. Em um passeio com os pais pelo centro de Lavras (MG), onde moram, Pedro quis levar uma boneca. Duas outras crianças manifestaram espanto ao vê-lo na rua com o brinquedo. A avó de um deles tentou por panos quentes dizendo: "Ele está segurando a boneca da irmãzinha". Carolina interviu explicando que o dono era mesmo o garoto.

Muitas situações como essa, aparentemente comuns reproduzem concepções de gênero preestabelecidas e quase sempre equivocadas. "Esses padrões, de uma época em que a principal função da mulher era ter filhos, foram sendo internalizados através dos tempos e ainda hoje persistem, apesar das conquistas femininas", aponta Teresa Creusa Negreiros, professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro. Ao longo do século 20, ganhamos o direito ao voto, ingressamos no mercado de trabalho, fomos à universidade, adiamos a maternidade e compartilhamos os gastos com a manutenção da casa. Tudo isso embaralhou os papéis tradicionais. "Atualmente, há uma linha muito tênue sobre o que é ser homem e o que é ser mulher, além de uma série de atitudes e necessidades que desmontam as características de cada gênero", diz a psicóloga Maria Helena Vilela, diretora executiva do Instituto Kaplan, em São Paulo.

Com tantas mudanças, por que ainda existem comportamentos considerados femininos ou masculinos? Por que até mesmo a forma de brincar reproduz velhos estereótipos? "Perpetuar essas diferenças limita o processo de aprendizado, tolhe oportunidades para ambos os sexos e incentiva futuros preconceitos", explica Constantina Xavier, professora da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e coordenadora do grupo de trabalho sobre gênero da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação. Para alguém que passou a infância aprendendo que só menina brinca de casinha, fica mais fácil se tornar um adulto que acredita que as tarefas domésticas são estritamente femininas, por exemplo. "Vemos implicações disso na vida de muitas mulheres que não contam com a ajuda do parceiro para cuidar dos filhos e da casa", aponta Carolina Faria Alvarenga, professora da Universidade Federal de Lavras, ela própria mãe de um menino que gosta de bonecas (veja a história dele e de outras crianças nos quadros). "Ao fazer isso, os garotos aprendem a cultivar relações de cuidado, afeto e respeito", defende a antropóloga Michele Escoura, que pesquisou como as noções de gênero são construídas em crianças de 5 anos de escolas públicas e particulares do interior de São Paulo. Ela observou que os pequenos reproduzem a fala do adulto e modelos de comportamento que reforçam a dicotomia homem-mulher.

A escola, muitas vezes, também colabora para a perpetuação dessas crenças ao manter divisões entre os sexos nas brincadeiras e reforçar estereótipos, quando, por exemplo, uma professora elogia a doçura deuma aluna e a objetividade de um aluno ou justifica a agressividade como algo próprio dos garotos. Felizmente, as coisas estão começando a mudar. Em 1997, orientações para trabalhar com a questão da sexualidade foram incorporadas aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Em 2009, foi a vez das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil incluírem o tema. Hoje, quase todos os cursos de graduação em pedagogia têm disciplinas relacionadas a gênero. Como resultado, muitas instituições elaboram ações para reduzir a desigualdade e os preconceitos. É o caso da Escola Municipal Ernani Silva Bruno, em São Paulo, e da Escola Henfil, em Belo Horizonte, em que meninos e meninas são estimulados a brincar do que quiserem e os professores recebem formação constante para poder intervir adequadamente. Já no Colégio Ofélia da Fonseca, também em São Paulo, todos participam juntos deaulas de dança, taek-won-do, capoeira e natação. "O ambiente escolar é um espaço importante de reflexão sobre a superação de desigualdades", diz Constantina. O papel dos professores, assim como dos pais, é respeitar as escolhas das crianças e supervisioná-las sem censurar. Segundo a especialista, discussões sobre cores e brincadeiras sem distinção de gênero podem ser propostas a partir da educação infantil.

Confira abaixo 3 passos para uma educação menos sexista

1. Gostos e comportamentos são aprendidos e vivenciados com base naquilo que é oferecido aos pequenos. Proponha brincadeiras diversas e brinquedos que fujam dos estereótipos.

2. Dê o exemplo: a criança reproduz o discurso do adulto; portanto, cuidado com piadas e preconceitos. Evite proferir frases como: "Isso é coisa de menina" e "Garotos não choram".

3. Peça ajuda tanto das filhas quanto dos filhos para realizar as tarefas domésticas. Cobre o cumprimento delas com a mesma ênfase para os dois. E envolva seu parceiro nessas atividades também.

Fonte: Revista Claudia

16 livros infantis sobre música

Foto: Nana Sievers
Foto: MÚSICA PARA CRIANÇAS
A música é capaz de provocar em nós diferentes sensações





A partir do momento em que desenvolvemos a capacidade de ouvir, reagimos de diferentes formas ao som. Não conseguimos ficar indiferentes a uma vibração sonora - ela sempre provoca algo em nós, seja uma risada, uma vontade incontrolável de dançar, uma saudade ou uma tristeza. Somos, portanto, seres musicais.



"A música é um direito humano, isso é a primeira razão pela qual a música deve ser, necessariamente, ensinada na escola", diz a educadora musical e escritora Violeta Hemsy de Gainza, em seu livro Estudos de Psicopedagogia Musical. "É uma linguagem básica para a qual viemos preparados de fábrica: não somente estamos programados para falar e caminhar, mas também para fazer música", conclui.

Pensando nisso, o Educar para Crescer fez uma seleção de livros para desenvolver ainda mais em seu filho a habilidade natural de ser musical. Aproveite para também aprender sobre o mundo da música e conhecer novas canções!

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Quem canta seus males espanta 1 e 2

Coordenadora: Theodora Maria Mendes de Almeida
Editora: Caramelo

Nesse livro, você encontra músicas, parlendas, adivinhas e trava-línguas do folclore brasileiro. Com o CD de gravações feitas por um coral de crianças, é possível relembrar clássicos, como Capelinha de Melão, Peixe Vivo, O Cravo e a Rosa e Sapo Cururu, e também aprender novas cantorias do nosso folclore.
2. Festas - O folclore do mestre André

Autor: Marcelo Xavier
Editora: Formato

Ganhador de dois prêmios Jabutis em 2001, o livro traz a história das principais festas tradicionais do Brasil, como o Carnaval, a Festa Junina, a Festa de Iemanjá e o Natal. As ilustrações são fotos de cenários tridimensionais feitos de massinha - marca registrada do ilustrador e escritor Marcelo Xavier. Acompanha um CD com as músicas típicas de cada festividade, além da narração do livro feita pelo autor.
3. A orquestra tim-tim por tim-tim

Autores: Liane Hentschke, Susana Ester Krüger, Luciana Del Ben, Elisa da Silva e Cunha
Editora: Moderna

Um guia ilustrado e detalhado sobre os elementos da orquestra - os instrumentos, como são organizados em famílias, a função do maestro, como funciona a partitura e como se comportar em um concerto. Acompanha um CD gravado pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, com os instrumentos tocando separadamente e depois, finalmente, a orquestra toda.
4. Desvendando a bateria da escola de samba

Autores: Márcio Coelho e Ana Favaretto
Editora: Formato

Formação musical típica de nosso país, as baterias de escolas de samba são a principal atração no Carnaval. Com esse livro, é possível conhecer cada instrumento, do surdo à cuica, do repinique ao agogo, com explicações históricas e práticas sobre como tocar. O livro ainda sugere esse infográfico interativo para brincar de ser mestre de uma bateria de escola de samba.
5. Coleção crianças famosas

Autores: Diversos
Editora: Callis

Como era a infância dos compositores clássicos? Quando começaram a tocar? Como era a relação com os pais? Como e quando ficaram famosos? Descubra as histórias de infância de grandes nomes da música mundial, como Beethoven, Mozart, Bach e Tchaikovsky, e da brasileira, como Carlos Gomes e Chiquinha Gonzaga. A coleção também conta com famosos de outras artes, como Cecília Meireles, Leonardo da Vinci, Picasso e Monteiro Lobato.
6. Coleção mestres da música no Brasil

Autores: Diversos
Editora: Moderna

Também com a proposta de conhecer a infância dos músicos famosos, essa coleção tem como foco a música brasileira. As histórias de Adoniran Barbosa, Caetano Veloso, Cartola, Chico Buarque, Gilberto Gil, Villa-Lobos, Luiz Gonzaga, Noel Rosa, Paulinho da Viola e Pixinguinha são contadas com o auxílio de fotos de arquivos, documentos e trechos de letras de músicas.
7. O menino Sinhô - Vida e música de Hermeto Pascoal para crianças

Autores: Edmiriam Módolo Villaça
Editora: Ática

A história de infância de Hermeto Pascoal, contada nesse livro, pode ser uma inspiração para as crianças que gostam de exploraçao musical. Desde pequeno, "Sinhô", como era chamado, brincava de tirar som de tudo o que via pela frente, e acabou se tornando um dos maiores músicos do Brasil. O livro contém também um guia para construção de instrumentos musicais com objetos inusitados, como o reco-reco de conduíte.
8. Os mitos gregos e a música

Autores: Marcos Martinho (roteiro) e André Diniz (arte)
Editora: Ática

Com uma linguagem que mistura prosa e histórias em quadrinhos, o livro conta a viagem dos irmãos Gu, de 16 anos, e Fê, de 10, que vão conhecer a Grécia. Lá, eles aprendem as histórias e os mitos da Grécia antiga, que, além de ter lançado as bases cultural e política da sociedade ocidental, também foi o berço do modelo musical que temos hoje.
9. Viva a música!

Autores: Massin
Editora: Companhia das Letras

De maneira divertida e descontraída, Fil e Pipo, os personagens do lviro, fazem um resgate histórico de como era a relação entre povos da antiguidade e a música. São retratados os instrumentos de diferentes épocas e lugares do mundo, bem como a função social que a música exercia em cada sociedade.
10. Vamos brincar de roda!

Autor: Palavra Cantada
Editora: Caramelo

A proposta desse livro é retomar a importância da música feita em coletivo - como no caso das brincadeiras de roda. As principais cantigas do folclore brasileiro podem ser lidas e escutadas em CD, com gravação feita pelo grupo Palavra Cantada. O livro ainda traz curiosidades, brincadeiras e histórias sobre cada cantiga.
11. Canciones curiosas

Autor: Palavra Cantada
Editora: Caramelo

As Canções Curiosas, do Palavra Cantada, ganham nesse livro uma versão em espanhol. A partir da comparação entre as letras das duas versões, é possível aprender vocabulários, frases e conjugações verbais, além do aprendizado da pronúncia, que pode ser feito com a ajuda do CD. O livro conta também com informações e curiosidades de cada país que tem o espanhol como idioma oficial.
12. Amigos do peito

Autor: Cláudio Thebas
Editora: Formato

A partir de poemas musicados, o livro acompanha o cotidiano de uma criança, desde a hora de acordar e ir para a escola, passando pelo convívio com a família, até a hora de tomar banho e dormir. Acompanha CD com as canções, cada uma representando um gênero musical - rock, jazz, forró, bossa nova, samba, pop, soul, rap e tango.
13. Colherim - Ritmos brasileiros na dança percussiva das colheres

Autor: Estevão Marques
Editora: Peirópolis

Mostra como tocar os mais variados ritmos brasileiros (choro, baião, samba) com as mais variadas colheres - de madeira, metal, osso, grandes, pequenas - e de todas as culturas do mundo (ciganas, celtas, indígenas, norte-americanas). As informações interessantes sobre ritmos musicais e instrumentos de outras culturas e as atividades propostas (ilustradas e com vídeos no DVD) fazem do livro uma boa indicação não só para crianças, mas também para jovens e adultos.
14. O mundo da música vol. 1 a 5

Autora: Nereide Schilaro Santa Rosa
Editora: Callis

Apesar de ser um livro didático, tem atividades que podem ser adaptadas para fazer com as crianças em casa. É composto de cinco volumes - todos acompanhados de CD e com belas ilustrações. As atividades do primeiro volume são voltadas para o 1º ano do Ensino Fundamental, já que ensina as crianças a reconhecer e criar diferentes sons. O segundo, voltado para as crianças do 2º ano, introduz as propriedades do som musical e o mundo dos instrumentos, e o terceiro volume fala sobre ritmos, danças e festas populares brasileiras para turmas do 3º ano do Fundamental. O quarto e quinto volumes são voltados para a educação musical.
15. Cantisapo, Histocarés e Cirandefantes

Autores: Sinval Medina e Renata Bueno
Editora: Companhia das Letrinhas

Neste livro, algumas canções tradicionais estão disfarçadas com textos novos, e cabe às crianças adivinhar qual música serviu de inspiração para cada uma. Além disso, elas também podem brincar de cantar a história usando a melodia original, além de descobrir curiosidades sobre as cantigas.
16. Aula de Samba - A história do Brasil em grandes sambas-enredo

Autores: Maria Lucia Rangel e Tino Freitas
Editora: Edições de Janeiro

Com ilustrações de Ziraldo, o livro relembra importantes episódios da história do Brasil, de nossos personagens e figuras históricas. Tudo através de sambas-enredo na voz de artistas como Chico Buarque, Alcione e Lenine. Rico em fotografias e pinturas da época das canções e de curiosidades, também acompanha um CD.