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sexta-feira, 15 de abril de 2016

300 aplicativos educacionais abertos para usar em sala de aula

por Maria Victória Oliveira

Já imaginou se uma tabela reunisse vários aplicativos livres para celulares e tablets do sistema Android? E se essa tabela também apresentasse indicações de quais disciplinas poderiam usar o recurso? Melhor ainda, não é? Pois agora isso existe, graças ao projeto “Software Educacional livre para Dispositivos Móveis”.

Elaborada pelo professor Paulo Francisco Slomp e pelo estudante André Ferreira Machado, ambos da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), a tabelareúne 305 aplicativos, que podem ser usados como complemento para o processo de ensino-aprendizagem. Desses, 78 servem para a educação infantil, 154 para os anos iniciais do ensino fundamental, 173 para os anos finais do ensino fundamental, 181 para o Ensino Médio e 203 para o Ensino Superior.

Para quem não sabe, o nome software livre significa, no caso da tabela, que o aplicativo é um REA (Recurso Educacional Aberto). A sigla, por sua vez, é usada para designar um material educativo licenciado de forma pública, permitindo que qualquer pessoa interessada use ou adapte o conteúdo da forma como preferir.

Os aplicativos que figuram na tabela começaram a ser analisados em abril de 2015. O projeto foi finalizado em fevereiro de 2016, quando a compilação foi lançada de forma aberta ao público, tanto para visualizações quanto para contribuições. “A tabela está sob uma licença de Creative Commons. A gente selecionou mais de 300 aplicativos, mas eles surgem a todo instante. Mantendo a tabela aberta, cada um pode colocar novos aplicativos que nós não conhecemos”, defende Ferreira. Segundo ele, essa é exatamente a filosofia do software livre.

Dentro da tabela, o material também é dividido por área de conhecimento. Entre elas: acessibilidade, biologia, educação física, educação artística, ensino religioso, física (subdividida em categorias como acústica, astronomia e atmosfera), geografia (também subdividida em categorias como atmosfera, bússola, capitais e mapas), idiomas (bibliotecas, catalão, coreano, entre outras), informática (redes e programação), jogo, matemática (álgebra, ângulos, aritmética, calculadora financeira,  entre outras), medicina, música, química (eletroforese, isótropos, jogo, moléculas e tabela periódica) e sociologia.

Navegando pelo mapeamento, é possível perceber que algumas áreas contam com maior número de recursos disponíveis. Para matemática, por exemplo, existem 61 aplicativos; física conta com 25 e geografia com 33. “Existe uma grande quantidade de aplicativos para áreas de ciências e exatas, além de geografia. É uma opinião pessoal, mas eu acho que as pessoas que desenvolvem os aplicativos são mais inclinadas a ciências exatas, por isso o maior número”, defende Ferreira.

Mudança de planos
Apesar do resultado final, o projeto surgiu com uma proposta diferente. “Em 2013, eu e meu orientador percebemos que tinha uma categoria na Wikipedia em inglês só sobre software educacional livre, e que essa mesma categoria não existia em português. Então nós começamos a traduzir os artigos para nossa língua”, relata o estudante de matemática da UFRGS, André Ferreira. Ele conta que, no meio desse processo, surgiu a ideia de criar uma tabela para catalogar alguns dos programas citados nos artigos. Em 2014, a proposta resultou em uma tabela de softwares educacionais livres para desktop (computadores de mesa).

Entretanto, com o aumento do uso de smartphones, o projeto tomou uma nova direção. “Depois que nós fizemos a tabela de programas para desktop, pensamos em fazer uma versão para dispositivos móveis, já que o uso desses aparelhos está cada vez maior no Brasil”, explica.

A escolha pela tabulação de aplicativos do sistema Android, segundo Ferreira, foi por uma questão prática. “A iTunes Store (a loja da Apple, que usa sistema operacional IOS) não aceita aplicativos sob licenças livres. Já a Google Play Store (loja do sistema operacional Android) aceita diferentes tipos de licenças livres, menos a GPL (do inglês, Licença Pública Geral).

Critérios de Seleção
O principal critério utilizado para a seleção dos aplicativos foi a finalidade educacional. Durante o processo de avaliação dos softwares, Ferreira e Slomp utilizaram, entre outras, uma lista do site F-Droid, que reúne um catálogo de softwares gratuitos de código aberto para Android.

Segundo Ferreira, o F-Droid tem uma categoria chamada Ciência e Educação. Juntamente com o seu orientador, ele fez o download e avaliou cada programa dessa área, para depois colocá-lo na tabela. “Nesse processo, nós percebemos que muitos softwares não estão categorizados como Ciência e Educação, mas podem ser usados com uma finalidade educacional. Por exemplo: nós encontramos um aplicativo de mapas, que está na categoria Navegação. Tudo bem, isso ajuda a velejar, mas também pode ser usado em sala de aula”, explica o estudante de matemática.

Diante dessa possibIlidade, a dupla decidiu analisar todos os programas disponíveis na plataforma até dezembro de 2015. Ao todo, foram 1700 aplicativos avaliados. “Nós analisamos a interface, o idioma e como o aplicativo funciona de maneira geral. Nós instalamos em um tablet para testar aqueles que nós consideramos que poderiam ser usados”.

A tabela está disponível em português, e também conta com versões em inglês,espanholfrancês e italiano.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Novos aplicativos para crianças com autismo e distúrbios de comunicação estão disponíveis para o iPad

respondendo perguntas-pt

A empresa Americana, Smarty Ears, fundada pela fonoaudióloga brasileira Barbara Fernandes, lança esta semana dois novos aplicativos em Português: Respondendo Perguntas e “Fun & Functional” ( Aprendendo Funções). Ambos aplicativos estavam disponíveis na app store da Apple por dois anos, mas somente na versão em Inglês. Esta semana a empresa anuncia que usuários no Brasil e em países que falam espanhol poderão também desfrutar desses aplicativos. A partir do próprio aplicativo pais e fonoaudiólogos podem selecionar a opção de três idiomas: inglês, espanhol ou português.

Smarty Ears já e a empresa com maior reconhecimento nos estados unidos por criar aplicativos para crianças com autismo e outras dificuldades de comunicação como dificuldades de articulação e atraso de fala e linguagem.  Desde a sua formação, a presidente baiana vem insistindo na disponibilização de aplicativos em português.  Desde 2009, a empresa já lançou mais de doze aplicativos em português que tem ajudado milhares de crianças no Brasil a melhorarem a sua habilidade de comunicação.  A empresa também disponibiliza aplicativos para adultos que sofreram com derrame e sofrem com dificuldade de comunicação devido a afasia verbal.

Os novos aplicativos lançados essa semana já foram baixados por vários fonoaudiólogos e pais de crianças com autismo. A última versão do “Respondendo Pergunta” inclui um componente receptivo e um componente expressivo para ajudar crianças a responder uma variedade de perguntas. O aplicativo contém mais de 400 oportunidades de responder e fazer perguntas reais. Com ilustrações divertidas, muito bem desenhadas e questões versáteis e pertinentes ao dia a dia. Este aplicativo tem como objetivo ajudar as crianças a obter proficiência em fazer e responder perguntas básicas. O aplicativo está disponível na App Store e é compatível com o iPad, iPhone e iPod touch.


fun and functional portuguese


O segundo aplicativo disponibilizado esta semana pela empresa, mantém seu nome original em Inglês “ Fun & Functional” (Aprendendo Funções) mas todas as perguntas e ítens no aplicativo foram traduzidos para o português. Fun & Funcional, de autoria da fonoaudióloga Rosie Simms, sob a supervisão da especialista em tecnologia Barbara Fernandes, foi projetado para ajudar a melhorar a compreensão da linguagem e expressão em indivíduos, aumentando a capacidade de identificar e descrever a função ou o uso de objetos do mundo real. Usuários podem agora facilmente alternar idioma de escolha do aplicativo, acessando a função de ajustes. O aplicativo pode ser baixado da App Store no link: https://itunes.apple.com/us/app/fun-functional/id498640017?mt=8

Smarty Ears já é um dos principais fornecedores de aplicativos para a fonoaudiologia no Brasil com mais de 14 aplicativos em Português em diversas áreas como a gagueira, linguagem, fala e autismo. Smarty Ears tem um site dedicado para seus usuários brasileiros sobre www.ipadfono.com . Smarty Ears também iniciou a construção do site em espanhol que será lançado no último trimestre de 2014.




autismo app


A empresa investiu uma grande quantidade de esforço em 2014 para traduzir seus aplicativos para outros idiomas, especialmente em português.

Alguns dos aplicativos  da Smarty Ears já estão disponíveis em cinco idiomas: Inglês, Espanhol, Português, Alemão e Francês. Smarty Ears planeja lançar dois aplicativos adicionais em Português e Espanhol antes do final de 2014, e para começar a oferecer mais aplicativos em francês em 2015.