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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Equoterapia pode estimular a fala e a atenção de crianças autistas

  shutterstock

Você já ouviu falar em equoterapia? É um tipo de tratamento realizado com pessoas deficientes ou com necessidades especiais que utiliza o cavalo para promover o desenvolvimento físico e psicológico. O método já é antigo, mas uma pesquisa publicada recentemente apontou uma hipótese para explicar os benefícios da equoterapia para crianças autistas.

Um estudo recente realizado em uma clínica de tratamento para crianças com necessidades especiais no Reino Unido, a Special Horses for Special Children, sugere que os movimentos realizados pelo corpo da criança enquanto ela está sobre o cavalo aliviam a tensão na parte do cérebro que afeta a fala e a visão. Com isso, o sangue na região flui melhor e, portanto, a atividade neural da região melhora significativamente. Além da fala, o humor e a atenção da criança também são beneficiados. “Crianças autistas têm muita tensão na base do crânio e nas membranas do cérebro e isso impede o fluxo regular de hormônios, como a ocitocina, responsável pelo bem-estar, e essencial para a sociabilidade”, afirmou a cientista Fiona Dann, uma das responsáveis pela pesquisa.

Segundo Luciane Padovani, terapeuta ocupacional que trabalha há 15 anos com crianças autistas, a equoterapia trabalha não só a parte motora e postural, mas também a afetividade. As sessões duram cerca de 30 minutos e envolvem uma equipe multidisciplinar, que, dependendo das necessidades da criança, pode incluir psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e fisioterapeutas. “Em cima do cavalo é mais fácil conseguir uma interação, o contato olho a olho com a criança. Trabalhamos bastante o tato também. É uma terapia muito rica”, afirma Luciane.

Para Antônio Carlos de Farias, neurologista infantil do Hospital Pequeno Príncipe (PR), a equoterapia é um ótimo coadjuvante no tratamento de crianças autistas. Ele explica que os cinco sentidos são comprometidos nesses pacientes, mas, ao entrar em contato com o cavalo, eles trabalham o toque, o senso de equilíbrio e ainda são levados a interagir com os profissionais e focar a atenção em suas instruções. Mas um alerta: antes de seguir com o tratamento, é preciso avaliar se a criança está se adaptando bem à atividade.

A analista de marketing Cristiane Poklikucha, 37 anos, só tem elogios para a técnica. Seu filho, agora com 8 anos, tem autismo e já faz equoterapia há um ano e meio. Inicialmente, ela ficou na dúvida se seria o tratamento mais adequado, uma vez que ele não tinha muitos problemas motores. “Mas ele gostava de animais, então eu resolvi tentar. Ele já havia feito fono no consultório, sem muito resultado, mas, quando passou a fazer o tratamento em cima do cavalo, a diferença foi grande. Ele presta muito mais atenção nos profissionais quando está montando”, conta a mãe. A melhora foi nítida também em casa. “Ele ficou mais atento, carinhoso e começou a fazer mais contato visual”, conta a mãe.

E as outras crianças?
O benefício que os cavalos trazem para autistas são bem específicos, mas a interação com esse animal pode ser valiosa para qualquer criança. Por vários motivos. Segundo Rebeca Rehder, fisioterapeuta e funcionária da Escola de Equitação do Clube Hípico de Santo Amaro, em São Paulo, o contato da criança com o animal estimula a liberação de endorfina, proporciona a ela estar em um ambiente diferente e é também uma atividade lúdica que desenvolve a coordenação e o equilíbrio.

Fonte: Por Marcela Bourroul - Revista Crescer



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Centro de tratamento gratuito de equoterapia está fechado há um mês

Centro de tratamento gratuito com cavalos está fechado há um mês

O descaso de Anastasia com a saúde pública em Minas Gerais está chegando aos seus limites. Único no estado a oferecer este tipo de tratamento de forma gratuita, o Centro de Equoterapia do Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (Cercat) encontra-se fechado há um mês. O motivo? A falta de profissionais de saúde para atendimento.
Segundo reportagem do jornal O Tempo, a situação chegou a este ponto após uma lei estadual de 2009, que proíbe a contratação de funcionários da área da saúde que não seja por concurso público. Ao mesmo tempo, a greve dos trabalhadores da saúde no estado continua de vento em popa, sem qualquer proposta de negociação satisfatória por parte do governo tucano!

Confira na matéria d’O Tempo a agrura de famílias de portadores de deficiências neuromotoras, autismo, síndrome de down e paralisia cerebral, que cobram uma posição do Governo Anastasia:

Abaixo-assinado pede volta de tratamento com cavalos
Documento tem 500 assinaturas e intenção é chegar ao governador
Publicado no Jornal OTEMPO em 10/07/2012

IANE CHAVES
Único no Estado a oferecer tratamento gratuito para pacientes com deficiências mentais e motoras, o Centro de Equoterapia do Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (Cercat) completa um mês de portas fechadas. O serviço foi interrompido em junho, depois de 15 anos, por causa da falta de profissionais de saúde. Familiares dos cerca de 270 pacientes que perderam o atendimento fazem um apelo pela volta do serviço e esperam sensibilizar o governador Antonio Anastasia.
O centro presta atendimento a pessoas com deficiências neuromotoras, síndrome de down, autismo e paralisia cerebral. Os pais dos pacientes organizaram um abaixo-assinado para expor a situação e tentar uma audiência com o governador Antonio Anastasia. Segundo as famílias, já são mais de 500 assinaturas apoiando a volta das atividades no Cercat. "Nós queremos que nossa reivindicação chegue até o governador. E esperamos que ele se sensibilize", afirmou Fátima Coelho, 54, mãe de uma das pacientes.

Fátima contou que as famílias temem que o progresso dos filhos seja interrompido e que haja ainda uma regressão. "Há uma nítida melhora no desenvolvimento motor. A minha filha evoluiu sensivelmente no equilíbrio. Hoje, ela consegue firmar o tronco e ter uma postura ereta", disse Fátima, sobre a filha Melissa, 12, que tem paralisia cerebral.

Para Denizi Dinardi, mãe de Rodrigo, 33, que também tem paralisia cerebral, além de ter um desenvolvimento motor, há um fator importante de socialização no tratamento. "Meu filho passa a falar muito mais e com clareza quando faz a terapia. Não podemos deixar que um centro de reabilitação tão importante deixe de funcionar", disse.

O problema. A falta de profissionais da saúde começou em 2009, quando uma lei estadual proibiu a contratação desses funcionários, determinando que apenas concursados poderiam assumir as vagas. "Não podíamos mais renovar os contratos e ficamos dependentes do envio de profissionais da Fhemig", disse o sargento José Geraldo Nunes, subcoordenador do Cercat.

Segundo o sargento, a suspensão aconteceu depois de quatro funcionários pedirem desligamento por motivos pessoais. "Tivemos que suspender as atividades. É impossível dois técnicos atenderem à nossa enorme demanda", completou.

Investimento
Recurso. Em maio deste ano, a Secretaria de Estado de Saúde liberou uma verba de R$ 300 mil para investimentos no Cercat. O dinheiro servirá para o custeio do local, compra de equipamento e pagamento de pessoal.

Fhemig
Agosto é previsão para retorno das atividades

Mesmo ainda sem data definida, a Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), responsável pelo envio de funcionários ao Centro de Equoterapia do Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (Cercat), promete o retorno das atividades para a mês que vem. Segundo a assessoria de imprensa da fundação, os servidores foram aprovados no último concurso da Fhemig, de 2009, e já estão em fase de treinamento.
O Cercat funciona em um esquema de convênio com a Secretaria de Estado de Saúde, e o corpo técnico é de responsabilidade da Fhemig. O comandante da cavalaria, tenente coronel Mac Dowel Campos, afirma que também trabalha com a previsão para a retomada em agosto, quando os novos funcionários devem ser enviados pela fundação.
"Dependemos apenas da convocação dos funcionários pela Fhemig. A estrutura mantida pela Polícia Militar, com os equitadores e os animais, está apta a funcionar". O convênio, firmado em 2004, prevê o envio de sete profissionais, entre eles, médicos ortopedistas, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos. (IC)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Equoterapia é alternativa para reabilitação de portadores de necessidades especiais

 
LIDIA WENHRYNIWSKYJ
Especial para o RROnline* 
 
A equoterapia é um método que utiliza cavalos para auxiliar na reabilitação de pessoas com deficiências físicas, mentais ou necessidades especiais em geral. O tratamento com o animal é utilizado como agente promotor para ganhos psicológicos, físicos e educacionais para esta população. Para os especialistas, a atividade exige uma participação do corpo inteiro, o que acaba contribuindo para o desenvolvimento da força, além de proporcionar relaxamento, conscientização do próprio corpo e ajuda na coordenação motora e no equilíbrio, ajudando na autoconfiança e na autoestima.

No Brasil, o tratamento é normatizado pela Associação Nacional de Equoterapia Ande-Brasil, entidade assistencial sem fins lucrativos. O método é reconhecido pelo conselho federal de medicina (CFM) e pelo conselho de fisioterapia e terapia ocupacional (COFITO), estes reconhecimentos são nacionais, conforme informação do Ministério da Saúde. Pelo conselho de psicologia, a normatização ainda está em andamento. Alguns planos de saúde pagam o atendimento para seus associados.  Existe um projeto tramitando no Senado para regularizar o atendimento pelo SUS. Fora do Brasil, a terapia já é reconhecida há muitos anos.

“O cavalo se movimenta no passo, realiza um balanço tridimensional, ou seja, frente e trás, um lado e outro e para cima e para baixo movimento que se assemelha ao passo humano. Esses estímulos são transmitidos repetidamente para o sistema nervoso central, desencadeando respostas positivas, como ganho de equilíbrio corporal, adequação do tônus muscular e estimulação do desenvolvimento motor“, descreveu a fisioterapeuta e coordenadora geral do centro de equoterapia e reabilitação Coração Valente, Ana Luiza de Lara Uzun.

Para o auxílio no aspecto psicológico, a coordenadora fala, ainda, que a familiaridade com o cavalo desperta no praticante de equoterapia uma relação de amizade e afeto pelo animal, em que aliados irão trilhar um caminho de descobertas e novas conquistas. “O contato com o cavalo desperta o encontro consigo mesmo, podendo-se trabalhar o alívio do estresse, autoconfiança e segurança, onde o praticante aprende a dominar as rédeas da própria vida”, disse.

A equoterapia envolve profissionais de diferentes áreas, como fisioterapeuta, especialista em psicomotricidade, psicólogo, terapeuta ocupacional, educador físico, instrutor de equitação e condutor. A indicação para se realizar a atividade normalmente é feita por neurologistas, pediatras, fonoaudiólogos e psicólogos.

Andrea Sayeqh, 23 anos, teve lesões cerebrais devido à falta de oxigenação na hora do parto e, por isso, não fala e é totalmente dependente. Andrea pratica a terapia com o cavalo há aproximadamente seis anos. O pai, Bassem Sayeqh, que leva a filha para se exercitar, conta que a terapia auxilia na manutenção das funções vitais, como respiração e circulação, e da estabilização, que impede a regressão, por exemplo, do tônus muscular. “Não corrige nada, mas também não regride na postura”, disse Sayeqh.

O instrutor de equitação Fábio de Cássio Teixeira explicita que no processo existe um trabalho de interação entre o animal e o praticante. Os momentos de cuidado com o cavalo são vários, entre eles está a alimentação, em que o próprio praticante prepara e serve a comida, a escovação e o carinho. “Poder ter o domínio sobre o cavalo é sensacional, porque ao ter controle sobre um animal que pesa entre 500 e 600 quilos, a autoestima se eleva. O aspecto de postura do praticante que, por exemplo, não tem o movimento das pernas e sempre deve olhar para cima, ao montar em um cavalo muda, ele se sente superior”, afirmou.

A idade mínima para iniciar a prática da terapia com cavalos é de um ano para qualquer caso, com ressalva somente para portadores de síndrome de Down, que tem recomendação a partir dos três anos. Essa diferença está relacionada às características da síndrome, que faz com que o portador tenha uma tendência à instabilidade na coluna cervical (entre a 1ª e 2 ª vértebras) e que pode ser agravada pelo movimento do cavalo.

Júlia, 5 anos, nasceu com microcefalia, uma condição neurológica em que o tamanho da cabeça é menor do que o tamanho típico para a idade do feto ou criança. A menina não tem coordenação motora adequada e quando ainda pequena, o pediatra recomendou a equoterapia. Karina Hayashida Figueiredo, mãe de Júlia, fala que ela pratica há três anos e que o progresso quanto à coordenação e equilíbrio foi visível. Karina só não entende por que a agência reguladora da saúde não incorpora o programa como prática regular, pois já é comprovada a sua eficácia pelos órgãos de saúde. “Enquanto isso não acontece, eu pago o valor mensal de R$ 340, porque vale muito a pena”, afirmou.

José Eduardo M. de Rezende é pai de André, de 5 anos, que nasceu com variante da síndrome de Dandy Walker (SDW), uma malformação congênita não-familiar. Uma anomalia que acontece no sistema central, devido à obstrução da circulação do líquido cefalo-raquidiano entre a cabeça e a coluna vertebral.

André pratica equoterapia devido a problemas de relacionamento há um ano e meio, e a terapia tem ajudado promovendo novas ligações neurológicas que antes não existiam no cérebro da criança. A criança pratica uma vez por semana, durante 30 minutos, sob orientação da equipe. O pai garante que o tratamento vem ajudando na sociabilização, na adequação do tônus muscular e no equilíbrio do filho.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Seminário "Inclusão Social para crianças com necessidades especiais" - Autismo e Síndrome de Down


Dia: 16/07/2011
Horário: 08h às 14h
Local: UERJ - Auditório 11 - 1 andar - Bloco F - Rua São Francisco Xavier, 524 - Maracanã, Rio de Janeiro.
E-mail: creativeideias@bol.com.br
Telefone: (21) 2577 8691 | 8832 6047 | 8688 3654

Investimento: R$ 70,00 - Descontos para grupos ou depósito, favor entrar em contato.

Público alvo: Pais, Parentes, Psicólogos, Psicopedagogos, Professores, Fonoaudiólogos, Fisioterapeutas, Pedagogos, Terapeuta Ocupacional, Estudantes.

Inscrições: http://creativeideias.webnode.com.br


Objetivo:
Fornecer técnicas e estratégias para facilitar a inclusão social de crianças com necessidades especiais - autismo e síndrome de down.


Palestrantes:


"Equoterapia - Inclusão e desenvolvimento de crianças especiais"

Dr. Antonio Luiz Nunes - Fisioterapeuta, Equoterapeuta, Neuropsiquiatra, Ortomolecular, e Diretor do CEINC. CREFITO 52701424

"Estratégias para estimular a comunicação verbal e não-verbal"

Dr. Felipe Ribeiro – Fonoaudiólogo e Psicopedagogo, Especializado em Linguagem, coordenador do NIACP, Professor Universitário e Palestrante em Aprendizagem, comunicação humana e Oratória, Professor do Curso de Extensão UFRJ-LETRAS em Dificuldades de Aprendizagem. Registro: CREFONO – 11428 RJ.

"Esportes - Auxiliando no desenvolvimento"

Sérgio de Castro – Formado em Educação Física. Professor Universitário especializado em esportes para pessoas com necessidades educativas especiais. Pai de um jovem autista com 27 anos. G-9072-RJ – CREF

"Práticas Inclusivas para alunos com deficiência intelectual"

Valéria Oliveira dos Santos – Graduada pela UERJ em Pedagogia. Especializada em Educação Especial e Deficiência Intelectual. Coordenadora do Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado. Orientadora Pedagógica na Qualificação Profissional para pessoas com deficiência intelectual na Unidade de Educação e Trabalho 25 de Agosto/FUNDEC.


"Indicado pela palestrante Dayse Serra, a substituí-la no evento devido a problemas de saúde da mesma."

Dr. Waldir Toledo – Psicólogo. Mestre em Educação pelo Proped UERJ com concentração em: Educação Inclusiva e Processos Cognitivos. Pós-graduado em: Educação Psicomotora – Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação (IBMR) – RJ, Saúde Mental e Desenvolvimento Infanto-Juvenil e Neuropsicologia – Santa Casa de Misericórdia - RJ. Já atuou na APAE-Rio e na AACD. CRP-RJ: 24835/05