Mostrando postagens com marcador teatro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador teatro. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de maio de 2025

Atores com síndrome de Down quebram preconceitos ao protagonizarem espectáculo teatral

 Oito atores peruanos com síndrome de Down estão rodando o mundo com uma missão ambiciosa: mostrar ao mundo que o teatro é um espaço para todos. A companhia apresenta uma versão repaginada da peça Hamlet, escrita por William Shakespeare entre os anos de 1599 e 1601. A ideia do projeto começou há sete anos, quando um dos integrantes do grupo trabalhava em uma companhia teatral em Lima, no Peru. 

O trabalho conquistou plateias na Espanha, Austrália, Canadá, Coreia do Sul e Estados Unidos. Com o texto em espanhol e legendas adaptadas para cada país em um telão, a peça fala sobre rejeição, dúvidas e escolhas — temas que, para os artistas, também podem ser realidade fora dos palcos.

#trissomia21 #trissomiado21 #sindromededown #Psicologia #psicopedagogia #sindromedown #sindromededown




terça-feira, 15 de julho de 2014

Trailer inédito de peça escrita e encenada por jovem com Down





Ano passado, Tathiana Piancastelli, que completa 30 anos, escreveu, montou e protagonizou a peça “Menina dos Meus Olhos”, primeira produção teatral escrita e encenada por uma pessoa com síndrome de Down. Este mês, a jovem lança o trailer inédito do espetáculo, que já ganhou temporadas em Nova York, nos EUA, e na Alemanha. A produção negocia agora novas apresentações em países como Inglaterra e Holanda.

A peça conta a história de Bela, uma adolescente em busca do amor e aceitação social. 


Confira o trailer: 


Fonte: Movimento Down

sábado, 11 de agosto de 2012

Alunos-atores novatos conhecem textos de escritores famosos e técnicas de improvisação, ampliando o repertório cultural

Esquete sobre uma madame baiana que humilha empregada: jogos teatrais na sala de aula. Foto: Valter Pontes

Esquete sobre uma madame baiana que humilha empregada:
jogos teatrais na sala de aula. 
Foto: Valter Pontes
Existe uma anedota envolvendo os baianos que diz o seguinte: na terra de Jorge Amado, Caetano Veloso, Glauber Rocha e tantos outros nomes importantes da cena cultural brasileira, ninguém nasce, mas estréia. Ao montar um projeto de teatro, o professor José Amorim de Oliveira Júnior, do Colégio Polivalente do Cabula, em Salvador, resolveu investigar até que ponto a tirada cômica tinha fundamento. E não é que tinha mesmo?!

Durante dez meses, o professor - que também é ator - trabalhou com o grupo de estudantes de 5ª a 8ª série. No fim do ano, estava convencido de que na sua escola se escondiam pequenos talentos. Com intervenções claras, é possível levar os alunos a expressar-se dramaticamente. "Não queria transformá-los em atores", explica. O objetivo dele era trabalhar com a garotada diferentes recursos cênicos, como a improvisação, além de maquiagem e figurino. Os jovens trabalharam a voz, conheceram textos de vários escritores brasileiros, fizeram adaptações deles e incorporaram diferentes papéis. O aprendizado sobre como entrar em cena certamente não sairá mais da cabeça deles. P.A.
Seqüência de atividades
1. CLAREZA NOS OBJETIVOS

Um projeto de teatro é mais do que recreação. Durante as aulas, aprendemse técnicas de relaxamento, vocalização, maquiagem e interpretação. A linguagem artística educa o corpo, solta a imaginação e aumenta o repertório intelectual e estético. Ao convidar os alunos para participar do projeto, José Amorim deixou claro o que seria aprendido ao longo de um ano.

2. DEFINIÇÃO DO MÉTODO

É fundamental definir os procedimentos para que todos saibam que é preciso muito aprendizado (e ensaio). José Amorim escolheu jogos teatrais do sistema Viola Spolim, baseado na improvisação. Durante um mês, a turma leu textos de Luis Fernando Verissimo, Fernando Sabino, do próprio professor e contos infantis, adaptados para o universo dos alunos. Chapeuzinho Vermelho, por exemplo, não levava doces para a vovó, mas ligava para um disque-pizza.

3. PREPARAÇÃO DO ESPETÁCULO

O trabalho de preparação é intenso. José Amorim dedicou três meses para fazer jogos teatrais, técnicas de relaxamento e fundamentos de dicção e de interpretação. "Muitos acreditavam ter a voz horrorosa", cita. Ele gravou os alunos falando para que ouvissem e fez uma oficina de vocalização. Durante a montagem do espetáculo - colagem de vários esquetes -, os estudantes aprenderam truques de maquiagem. Um policial ganhou cara de mau com o lápis carregado nas sobrancelhas, por exemplo. Quanto aos figurinos, eles usaram cores quentes para dar a idéia de excitação e frias para passar a idéia de calma.

4. ENSAIO ABERTO

Antes da apresentação, é importante mostrar a montagem para um grupo de convidados. O teste de público serve para que diretor e atores se habituem à platéia e também para receber críticas. José Amorim testou cinco esquetes e, como resultado, diminuiu o espetáculo de 60 para 45 minutos.

5. HORA DA SESSÃO

Depois de muito ensaio para aprimorar as cenas, chega o grande dia. Para a estréia, os alunos de José Amorim convidaram toda a comunidade escolar, que recebeu o programa da peça na entrada da sala de aula - adaptada com cortinas e cadeiras como num teatro.


OUTRAS PROPOSTAS

Foto: Heudes Regis
Foto: Heudes Regis
 
SITUAÇÕES DO DIA-A-DIA 
Divida a classe em grupos de seis alunos. Proponha a encenação de uma cena cotidiana: fila de ônibus, feira livre, sala de espera de dentista etc. Deixe os grupos decidirem o enfoque a ser dado à situação proposta. Num tempo limite de cinco minutos, as equipes criam a cena e depois apresentam para a classe. Faça um debate que enfoque as semelhanças e diferenças entre imitação e realidade. É importante que a criançada, durante o debate, desenvolva o senso crítico perante os fatos da vida real.

FONTE: JOGOS TEATRAIS NA ESCOLA, OLGA REVERBEL, 160 PÁGS., ED. SCIPIONE, TEL. 0800-161-700, 37,90 REAIS 

A VOZ NO TEATRO

Falar bem é uma competência fundamental de todo ator. Para fazer a garotada empostar e aquecer a voz, peça que todos alternem movimentos de boca em bico e sorrindo. Depois, que inspirem e soltem devagar o ar, fazendo os lábios vibrarem emitindo o som de PRRRRR. Outro truque é manter a língua no palato, soltar o ar devagar e fazer som de TRRRR. Para relaxar, respirar lentamente e pronunciar ca-la-ta, ra-la-ta, pa-la-ta. Uma boa dicção também não pode faltar. Combine com o grupo de ler o texto da peça articulando as sílabas exageradamente e suprimindo o som das palavras. Morder um lápis enquanto fala também é um ótimo recurso para a dicção, assim como trabalhar com trava-línguas. Lembre-se dos cuidados para ter uma boa voz: beber bastante água, evitar chocolate e pipoca, não gritar nem pigarrear e, claro, ficar sem falar, em descanso, sempre que possível.

CONSULTORIA: WILTON DE SOUZA ORMUNDO, PROFESSOR DE TEATRO DA ESCOLA MÓBILE E COORDENADOR PEDAGÓGICO DO PROJETO LITERATURA NO TEATRO DO CENTRO CULTURAL GRUPO SILVIO SANTOS, EM SÃO PAULO


PEGA-PEGA COM ENREDO

Os jovens contam a história da peça que vai ser encenada durante um jogo de aquecimento. Pode ser um pega-pega, por exemplo, no qual o pegador narra o enredo. Assim que alguém é pego, continua a narrativa do ponto em que foi interrompida. A dinâmica continua até o fim da história. Em seguida, a classe encena a peça inteira em cinco minutos. É preciso se desdobrar para realizar essa tarefa. Imagine Sonho de Uma Noite de Verão encenada nesse tempo. Ao fim do exercício, os alunos entrarão em contato com o enredo da peça, a dinâmica das cenas e os personagens e - o melhor - terão criado um esboço de cada cena que vai servir de ponto de partida para o trabalho posterior, ou seja, aprofundar cada um desses aspectos.
CONSULTORIA: TUNA SERZEDELLO, DO COLÉGIO SÃO LUÍS, EM SÃO PAULO

Fonte: Revista Nova Escola


quinta-feira, 3 de maio de 2012

I Mostra de Teatro Acessível traz diversos recursos para pessoas com deficiência


Desenho das máscaras que simbolizam o teatro
A Escola de Gente – Comunicação em Inclusão, com patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura do Governo do Estado do Rio de Janeiro, convida a todos para a I Mostra de Teatro Acessível.

O evento acontecerá nos dias 02 e 03 de maio de 2012, no teatro do Oi Futuro do Flamengo, e terá na sua programação oficina de teatro acessível, mesa redonda sobre cultura e acessibilidade e a apresentação dos espetáculos Ninguém mais vai ser bonzinho - Em Esquetes, do grupo Os Inclusos e os Sisos- Teatro de Mobilização pela Diversidade, e O Filho Eterno, da Cia. Atores de Laura (interpretado pelo ator Charles Fricks, que conquistou os prêmios Shell e APTR, na categoria Melhor Ator, pela atuação neste espetáculo).

Todas as atividades serão gratuitas e contarão acessibilidade física e na comunicação para pessoas com deficiência, como: audiodescrição das cenas, intérprete de Libras (língua de sinais brasileira), programas em braile, subtitulação eletrônica, visitas guiadas ao cenário, além de espaço reservado para pessoas em cadeira de rodas ou com mobilidade reduzida, banheiros e elevadores adaptados.

Serviço:
Data: 02 e 03 de maio de 2012
Local: Teatro do Oi Futuro do Flamengo (Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo. Tel.: 21 3131-3060)

Fonte: http://www.escoladegente.org.br/