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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Bebês aprendem a perseverar observando os adultos


É normal que os pais vistam suas capas de super-herói quando estão ao lado de suas crias. O figurino manda que, como cuidadores exemplares, eles tenham respostas para tudo e guardem uma carta na manga sempre que for necessário apagar algum incêndio.
Esse comportamento super protetor, porém, pode acabar simplificando demais as coisas para as crianças. Para que eles aprendam a importância de tentar por si próprios e aprender com os erros, é essencial que vejam os mais velhos errando também. Foi o que descobriu um novo estudo norte-americano, publicado na revista Science. Dar a volta por cima, no caso dos pequenos, é muito mais fácil quando o exemplo vem de alguém mais experiente.
Para chegar nessa conclusão, um grupo de pesquisadores do MIT conduziu um experimento com 262 bebês. As cobaias tinham entre 13 e de 18 meses de vida e foram colocados para assistir a adultos resolvendo dois problemas diferentes. No primeiro, eles precisavam tirar um sapo de borracha de um compartimento (que tinha o formato de tomate). No outro, uma chave de vaquinha estava presa em um mosquetão – tipo aqueles usados em escalada.
Metade dos bebês assistiu a adultos resolvendo as duas situações-problemas de bate-pronto, em até 30 segundos. O restante, viu os voluntários mais velhos tentando sem sucesso durante 30 segundos, para só depois solucionarem o desafio.
Depois, foi hora de observar como as próprias crianças reagiam. Eles receberam dos pesquisadores uma caixinha musical de brinquedo, dessas que costuma fazer sucesso entre os bebês. No objeto, havia dois botões principais: um deles parecia ser o que ligava o aparelho, mas na verdade, não funcionava para nada. Era o outro botão, mais escondido, que fazia a música “Brilha brilha, estrelinha” começar a tocar. Sem que os pequenos vissem o truque, os cientistas testavam o brinquedo, para demonstrar que ele estava funcionando perfeitamente. Depois, entregaram aos bebês, que tinham dois minutos para tentar fazer o mesmo.
Aqueles que viram os adultos suando a camisa acabaram perseverarando mais. Em média, as crianças desse primeiro grupo apertaram o botão “falso” o dobro de vezes, em comparação aos outros. Eles, também, tentaram sozinhos quase duas vezes mais, até pedirem a ajuda dos pesquisadores pela primeira vez – ou arremessarem para longe o objeto, desistindo da brincadeira.
Segundo os pesquisadores, o contato entre os adultos e as crianças também foi determinante para o sucesso. Aqueles bebês que foram chamados pelo nome, conversaram ou fizeram contato visual com alguém mais velho também se deram melhor.
“Há uma pressão para os pais em fazer tudo parecer fácil e esconder sua frustração das crianças”, disse Laura Schulz, uma das autoras do estudo, em comunicado. “Não é como se um experimento de laboratório fosse resolver os desafios da paternidade, mas ele sugere que pode não ser assim tão ruim mostrar para seus filhos o esforço que você faz para conquistar seus objetivos”, completa.
Ou seja: não precisa se culpar caso não souber ajudar seu filho na próxima tarefa de escola. No fim das contas, o que ficará para ele não é o valor da resposta do exercício – mas o tempo que você gastou ao seu lado apagando tudo e refazendo o raciocínio, sem deixar a peteca cair.

FONTE: Revista Superinteressante

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Como estimular bebês com síndrome de Down?

Como estimular bebês com síndrome de Down?

Desde que nasce o bebê vai se relacionando com seu meio ambiente. É por meio dos órgãos dos sentidos e pela experiência com que ele lida com seu meio ambiente que o bebê vai fazendo as integrações em seu cérebro, principalmente no que diz respeito aos aspectos emocionais e cognitivos.

Portanto, quanto mais estimulamos o bebê, mais esperto ele vai ficando. Nessa fase, a criança é uma esponja que absorve conhecimentos e afetos. Entretanto, lembre-se, tudo na medida certa e sem extremos. O bebê com síndrome de Down responde aos estímulos, mas de uma maneira um pouco mais lenta. Portanto, tenha paciência e dê tempo ao tempo.

O bebê com down apresenta uma maior necessidade em ser estimulado seu aspecto motor. São muitas as atividades lúdicas e trabalhos corporais que podemos oferecer com bebê, querem ver:

Idade: 0 – 3 meses 

Estimulação auditiva:
Ofereça ao bebê objetos ou brinquedos sonoros que possam ser associados a rotina (um patinho que faz barulhinho e representa a hora do banho, relógio tic-tac).

Coloque pequenos diferentes objetos e com texturas diferentes na palma das mãozinhas do bebê, para que ele os sinta e aprenda.

Desenvolvimento esquemático:Procure manter os objetos ou brinquedinhos mais tempo em suas mãozinhas. Se ele tender a abrir as mãos e deixá-los cair, ajude-o a sustentar por um tempinho maior (aros plásticos, bobs de diferentes tamanhos e materiais, argolas, cubos pequenos, bolinhas plásticas de diferentes tamanhos).

Estimulação equilíbrio e motor:
Utilize a bola suissa para deslizar o corpinho do bebê, ora para frente, ora para trás, numa brincadeira alegre e interativa (bolas de diferentes tamanhos).

Estimular a permanência dos objetos:
Use bonecos para brincar de achou/esconde e trabalhe a permanência do brinquedo. Em determinados momentos foque partes do objeto, em outros o objeto total. Tudo com muita paciência e alegria (bonequinhos de pano, fantoches, dedoches).

Idade: 3 – 6 meses 

Conceito do próprio corpo:
Estimular o bebê a movimentar seus bracinhos, suas mãozinhas, sua cabeça. Olhar para os lados, agarrar pequenos brinquedos e manusear objetos de uma mão para outra. (aros, argolas, chocalhos, etc)

Imitação de gestos:
Brinque com o bebê em frente ao espelho. Faça várias expressões faciais e observe a expressão do bebê. Aproveite para cantar e fazer gracejos (espelho, espelho para bebê).

Manipulação e exploração:
Não dê ao bebê todos os brinquedos ao mesmo tempo. Procure direcioná-lo a um objeto por vez e estimule-o a explorá-lo. Use brinquedos coloridos, com sons, luzes e botões de apertar ou girar (jogos de manipulação causa e efeito).

Idade: 6 – 9 meses

 Permanência do objeto:
Ofereça caixas com tampa para estimular ao bebê que coloque peças ou brinquedinhos dentro da caixa. Tampe a caixa, agite-a, auxilie o bebê a ficar curioso sobre seu conteúdo. Celebre a abertura da caixa e deixe o bebê explorar seu conteúdo (caixa com tampa, brinquedos pequenos e seguros).

Desenvolvimento de esquemas:
Ofereça ao bebê objetos de formas, texturas e cores diferentes. Observe a reação do bebê e interaja com ele. Ajude-o a explorá-los. (bolas, aros, arcos, argolas, bobs, pulseiras plásticas).

Relações espaciais:
Ajude o bebê a introduzir aros, arcos no pedestal e celebre cada acerto (aros, arcos coloridos, bases).

Imitação:Estimule, por meio de seu comportamento gestual, a bater palminha, erguer os braços, mover as perninhas, movimentar a cabeça, etc. (corpo). Cumprimente o bebê a cada conquista.

Idade: 9 - 12 meses 

Imitação: intente realizar ações que estimulem o bebê a reproduzir os seus movimentos, tais como, bater sobre a mesa, chutar um brinquedinho, levantar os braços. Estimular o bebê, respeitando suas habilidades (corpo)

Discriminação de objetos familiares:
Estimule o bebê a identificar 3 objetos familiares (chocalho, bonequinho, bola) e coloque-os de frente para ele. Coloque outros objetos parecidos aos originais que você mostrou anteriormente ao bebê. Solicite que ele os pegue e os entregue a você. Parabeníze-o em cada acerto. Repita a ação com cada objeto semelhante (chocalho, bola, boneco e outros objetos familiares ao bebê).

Fonte: http://www.terapeutadebebes.com.br/

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Autismo em bebês


Parte 1


Parte 2

Dr. Walter Camargos irá participar do I Seminário Mineiro de Autismo, no dia 06/08/2011 em Belo Horizonte.

Mais informações acesse: http://creativeideias.webnode.com.br/