Mostrando postagens com marcador surdez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador surdez. Mostrar todas as postagens

domingo, 19 de abril de 2015

Homem com Down aprende Libras para se comunicar com esposa surda

O auxiliar de limpeza Israel Afonso Lima, de 35 anos, que tem Síndrome de Down, prova que o amor não tem barreiras. Morador de Luziânia, cidade goiana no Entorno do Distrito Federal, ele estuda a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para se comunicar com a esposa, a dona de casa Eliene Afonso Brito, de 36, que é surda e muda.
O casal se conheceu há mais de três anos, durante aulas em uma escola da cidade. De acordo com Israel, as primeiras conversas foram ainda por gestos e mímicas, já que ele não conhecia a linguagem de sinais. “Eu a conheci na escola. Aí pedi ela em namoro, pedi para os pais dela liberarem, mas foi muito difícil. Mas depois de muita conversa, meu sogro liberou o nosso namoro”, conta o auxiliar de limpeza.
Israel conta que após o casamento começou a frequentar as aulas de Libras após o trabalho. Para Maria Sirlene Ribeiro, professora da linguagem de sinais, a dedicação do auxiliar de limpeza é um exemplo para todos aqueles que são casados com surdos.Após a aprovação, Israel e Eliene se casaram e tiveram uma filha, que atualmente está com 2 anos. A menina, que não possuiu Down e problemas de audição, também aprende a linguagem de sinais, ensinada pelo pai, para se comunicar com a mãe.

“Se cada esposo de surdo fizesse igual a ele, seria muito mais fácil de cuidar dos filhos. Ele tem uma filha ouvinte, mas está ensinando ela e, os dois, estão aprendendo juntos”, disse Maria.
Eliene, que é surda, e Israel, que tem Down, são casados há três anos (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Eliene, que é surda, e Israel, que tem Down, são casados há três anos (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Israel durante as aulas de Libras, em Luziânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Israel durante as aulas de Libras, em Luziânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Pedido de pai surdo gera onda de apoio para legendar programas da Disney Portugal

 

O desejo de um pai surdo de partilhar uma sessão de desenhos animados com a filha gerou uma onda de solidariedade nas redes sociais que pretende levar a Disney Portugal a legendar os seus programas.

Tudo começou em finais de outubro, quando a filha de cinco anos de Rui Pinheiro, um engenheiro informático, lhe pediu para assistirem juntos aos desenhos animados no canal Disney Junior. Um pedido simples, mas para ele, que é surdo, se revelou difícil, por falta de legendas nos programas.

Apercebi-me de que os desenhos animados que ela estava a ver não tinham legendas. Como é hábito, sendo surdo, não vou ficar sentado a ver uma coisa que não percebo e então comecei a afastar-me”, conta Rui Pinheiro à agência Lusa.

A menina fez “uma cara triste” e perguntou ao pai porque não se sentava junto dela e foi nessa altura que Rui percebeu a importância daqueles momentos para a filha.

Aquilo mexeu comigo e decidi colocar um ‘post'[mensagem] no Facebook da Disney Portugal” a pedir que legendassem os programas".

Rui Pinheiro defende que a falta de legendas “exclui milhares de crianças surdas” e dificulta o trabalho de outros tantos milhares de pais surdos que têm crianças ouvintes.

Após a mensagem, o assunto tornou-se viral: “Nem pensei que fossem dar alguma atenção, é daquelas coisas que uma pessoa faz quando não lhe ocorre mais nada e acaba por ser a pedrada no charco que gera o tsunami”.

As pessoas concordavam com o que escrevi, comentavam a sua própria experiência e necessidade de legendas, partilhavam o post, convidavam os ‘amigos’ a fazerem ‘like'” e até fizeram vídeos de apoio”, disse.

A própria Disney respondeu na sua página no Facebook, afirmando que está empenhada “ao máximo” nesta questão “que é transversal” não só à sua comunidade de fãs, como a toda a sociedade.

Contactada pela Lusa, a Disney Portugal disse que esta questão “está a ser verificada internamente”.

Perante a onda de apoio, Rui Pinheiro assume agora esta questão como “uma missão” e desafiou várias entidades a apoiarem esta causa, que considera não poder ser tratada “por um mero pai que um dia se chateou e meteu um ‘post’ no mural de um canal”.

O Instituto Nacional para a Reabilitação, que supervisiona as políticas para a deficiência, numa resposta enviada a Rui Pinheiro, disponibilizou a sua colaboração para “a melhor concretização deste pedido”.

Lembrou ainda que no Plano Plurianual da Entidade Reguladora para a Comunicação Social consta um conjunto de obrigações das emissões inclusivas do serviço público e das televisões privadas, nomeadamente “extensão a legendagem para pessoas com deficiência auditiva a todos os programas dobrados para língua portuguesa”.

Várias instituições, entre as quais a Associação Portuguesa de Surdos (APS) e a Federação Portuguesa de Associações de Surdos (FPAS), responderam também ao desafio de Rui Pinheiro.

Temos acompanhado e apoiado integralmente a causa deste pai”, porque é uma necessidade partilhada por “todos os pais surdos e crianças surdas que já sabem ler”, diz Mariana Martins, da APS.

A responsável adianta que esta situação se alarga a todos os programas infantis, incluindo os dos canais nacionais, em que “a tendência é serem dobrados”.

Contudo, reconhece, as televisões nacionais têm apostado cada vez mais na interpretação em Língua Gestual Portuguesa (LGP), o que para a comunidade surda é preferível.

O presidente da FPAS, Pedro Costa, também reconhece que tem aumentado a preocupação das televisões com esta questão, dando como exemplo a RTP, mas defende que a interpretação em LGP e a legendagem deviam ser aplicadas em toda a programação.

Nos programas infantis, Pedro Costa considera que é muito importante, “não só pelas crianças surdas, mas também pelas crianças ouvintes”, porque pode ser “um método importante” para desenvolveram as suas capacidades de leitura.
Fonte: Agência Lusa


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Comissão aprova lei para desconto em torpedos enviados por pessoas com deficiência auditiva

Celular com imagem de carta na tela
A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática aprovou projeto (PL 3554/12, do Senado) que assegura desconto nos planos de mensagem de texto por celular para pessoas com deficiência de audição ou fala. 
Hoje, as operadoras já são obrigadas a oferecer esses planos especiais, mas a determinação é feita por meio de resolução da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O projeto torna essa medida expressa em lei.
O relator do projeto na comissão, deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC), disse que a resolução não tem garantido o direito para essa população. 
 "As pessoas que têm procurado esse tipo de atendimento, não conseguem. Por lei, aí sim, [as operadoras] teriam que obrigatoriamente atender a essas pessoas."
O parlamentar modificou o texto original do projeto para determinar que o custo desse desconto seja coberto por recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Ele afirmou que, com isso, ficará garantido o financiamento do benefício.
 
Comunicação
 
A deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) chamou a atenção para a importância que o serviço de torpedos tem para os deficientes de fala e audição, que só podem se comunicar a distância por escrito. Ela também defendeu que seja facilitado o acesso dessa parcela da população à internet.
O sindicato que reúne as operadoras de celular informa que já são oferecidos planos especiais às pessoas com deficiência de audição ou fala, desde que sejam apresentados um exame audiométrico ou a carteirinha de uma associação de surdos.
 
Tramitação
 
A proposta tramita em caráter conclusivo e foi aprovada pela Comissão de Ciência e Tecnologia em março passado. O projeto já passou pela Comissão de Seguridade Social e Família e ainda precisa ser votado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Se for aprovado o texto modificado pela Câmara dos Deputados, o projeto volta ao Senado para nova análise.
 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Curso de LIBRAS gratuito


A Universidade Metodista de São Paulo promoverá, nos meses de janeiro e fevereiro, oficinas sobre Linguagem Brasileiras de Sinais – LIBRAS. De acordo com a instituição, as aulas serão gratuitas e têm como objetivo de introduzir os participantes no universo das LIBRAS, apresentando os sinais básicos, como o alfabeto e os cumprimentos.

As oficinas serão realizadas em três períodos: de 23 a 27 de janeiro (das 13h às 18h), de 30 de janeiro a 3 de fevereiro (das 18h às 23h), e de 06 a 10 de fevereiro (das 13h às 18h). As aulas serão ministradas no campus Rudge Ramos (Rua Alfeu Tavares, 149, Rudge Ramos – São Bernardo do Campo/SP).

Para a primeira turma, as inscrições devem ser realizadas até o dia 20 de janeiro. Já para a segunda, até o dia 27 de janeiro, e para a terceira, até o dia 3 de fevereiro. Todas as inscrições deverão ser feitas pelo e-mail assessoria.inclusao@metodista.br

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 4366-5746.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Jovem surda comove-se ao ouvir pela primeira vez

Sarah Churman, jovem surda 

A matéria abaixo foi extraída do site Boas Notícias, de Portugal.

Uma mulher de 29 anos, surda desde nascença, passou a conseguir ouvir depois de ter colocado, este Verão, um implante auditivo inovador. O comovente vídeo da norte-americana Sarah Churman a ouvir a sua voz pela primeira vez está a fazer sucesso no Youtube.

Sarah Churman, do Texas (Estados Unidos), nasceu com uma deficiência auditiva genética severa. Mas este Verão recebeu um implante inovador – o Esteem – que lhe permitiu adquirir capacidade auditiva.

O momento em que a jovem – mãe de duas crianças – ouve pela primeira vez, depois de 29 anos a viver no silêncio, foi registado em vídeo pelo marido. As imagens mostram Sarah a chorar de emoção e já registam mais de 6 mihões de visualizações.

Sarah disse à imprensa norte-americana que sempre teve uma “paixão pela língua, pela gramática, pelas palavras”, pelo que considera esta conquista muito importante.

O dispositivo que fez com que Sarah voltasse a ouvir não é um simples aparelho auditivo. Trata-se de um implante que é cirurgicamente colocado no interior do ouvido. Depois de instalado, o implante recolhe o som que chega através do canal auditivo e encaminha esses sinais para o cérebro, explica a Envoy Medical, a empresa que produz o dispositivo e que ofereceu o Esteem a Sarah.

Assista o emocionante vídeo quando Sarah passou a ouvir sua voz.



Fonte: http://www.boasnoticias.pt/

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

II Seminário "Inclusão Social para crianças com necessidades especiais"

Dia: 29/10/2011
Horário: 08h às 14h
Local: Universidade Estácio – Campus Shopping Nova América - Av. Pastor Martin Luther King Júnior, 126 – Linha Amarela Saída 5, Metrô Estação Nova América/Del Castilho.**E-mail: contato@creativeideias.com.br
Telefone: (21) 2577 8691 | 3246 2904 | 8832 6047 | 8688 3654

**Consulte as tarifas de estacionamento do Shopping.

Investimento até o dia 18/10:

R$ 70,00 - individual (cartão/boleto)

R$ 50,00 - individual (depósito)

R$ 40,00 - grupos a partir de 4 pessoas (depósito)


Inscrição: http://creativeideias.webnode.com.br/


Objetivo:
Fornecer técnicas e estratégias para facilitar a inclusão social de crianças com necessidades especiais.


Palestrantes:

"Ferramentas Psicopedagógicas para inclusão"

Dr. Felipe Ribeiro – Fonoaudiólogo e Psicopedagogo, Especializado em Linguagem, coordenador do NIACP, Professor Universitário e Palestrante em Aprendizagem, comunicação humana e Oratória, Professor do Curso de Extensão UFRJ-LETRAS em Dificuldades de Aprendizagem. Registro: CREFONO – 11428 RJ.

“Psicomotricidade: Promovendo a inclusão”
 
Dra. Fátima Alves - Fonoaudióloga, Psicomotricista titulada pela SBP, Sócio-terapeuta Ramain-Thiers, Sócia-Titular da ABP, Docente dos cursos de pós-graduação da AVM Faculdade Integrada, Docente conteudista do curso de pós-graduação e do curso de Graduação da AVM Faculdade Integrada, Mestre em Estudos de Ciências da Saúde e do Ambiente, Presidente da ABP, gestão 2008/2010. Membro da Comissão Científica da ABP, gestão 2011/2013. Conselheira da ABP, Autora dos livros: "Psicomotricidade: Corpo, Ação e Emoção", "Inclusão: Muitos olhares, vários caminhos e um grande desafio", "Para entender Síndrome de Down" e "Como aplicar a Psicomotricidade".

"A criança surda e as aprendizagens não verbais"

Ana Lúcia do Nascimento – Mestre em Letras e Ciências Humanas. Psicopedagoga. Especialista na Área da Surdez. Especialista em Estimulação Essencial e Desenvolvimento Infantil. Professora de Educação Precoce, do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES).

"Autismo esperança pela Nutrição"

Claudia MarcelinoÉ autora do Livro "Autismo Esperança pela Nutrição" e criou um blog (http://dietasgsc.blogspot.com) em que disponibiliza receitas, informações e é um elo de ligação entre mães e familiares de pessoas com características especiais, em todo o Brasil e Portugal. O trabalho de Claudia é referência e case em Faculdades e Escolas de Nutrição e em Pós Graduação em Nutrição Funcional. Vencedora do Prêmio Orgulho Autista 2011, na categoria "Livro Destaque" e é com muito orgulho, mãe de Mauricio de 18 anos.

Certificado será entregue no término do Evento.

 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Judô promove integração de jovens e adultos especiais

 













Trabalhar com pessoas especiais sempre foi um desejo do professor de judô Eduardo Duarte. A realização do sonho foi possível através do projeto Valorizando as Diferenças, criado por ele há seis anos, em uma comunidade da Ilha do Governador, e depois levado à Rocinha. Desde 2007, as aulas, abertas à comunidade, são oferecidas gratuitamente no 2º Batalhão de Polícia Militar, em Botafogo, dentro do Suderj em Forma.

Aos 19 anos, quando ainda era faixa marrom, Eduardo teve o primeiro contato com um aluno surdo. Mas motivado a ensinar a arte marcial a cegos, integrou um projeto no Instituto Benjamin Constant, onde conheceu um instrutor com deficiência auditiva. A partir da convivência, o professor pesquisou iniciativas para promover a inclusão de pessoas surdas no esporte e não encontrou. Com apoio da Confederação de Desportos para Surdos, ele deu início ao Valorizando as Diferenças, projeto pioneiro no país, com uma turma de apenas quatro alunos. Hoje atende a 108 pessoas, entre crianças, jovens e adultos, sendo 30 delas portadores de necessidades especiais.

– Minha intenção no início era atender somente aos surdos. Mas, como diz o próprio nome desse trabalho, vimos que não podemos discriminar. Valorizar as diferenças é muito importante para quebrar as barreiras e promover a integração entre pessoas regulares e com deficiência, prevista em lei – afirma.

Ao longo dos anos, Eduardo aprendeu e se aperfeiçoou em Libras (Linguagem Brasileira dos Sinais), a segunda língua oficial do país. Ao perceber que os alunos não ouvintes tinham dificuldade em entender o que lhes era ensinado e acabavam desistindo dos treinos, ele criou um método próprio.

– O surdo tem necessidade de se comunicar, mas poucos professores de esporte de alto rendimento têm qualificação em Libras. Eles geralmente copiavam o que os ouvintes faziam, mas não identificavam o comando e ficavam em desvantagem. Comecei a me questionar como faria os exames de faixa e o quanto eles são prejudicados e desenvolvi uma linguagem específica para o ensino – explica.

A metodologia consiste em associar o movimento à terminologia do golpe, facilitando o aprendizado. A criação dos sinais tem como objetivo unificar a metodologia de ensino da arte marcial no Brasil e já está ajudando a reduzir a idade média dos competidores surdos iniciantes de 21 para 18 anos. Alunos regulares começam a competir, geralmente, aos oito.

O sucesso do trabalho já tem gerado muitos frutos. Além de negociar o lançamento de um livro sobre a metodologia de ensino, em parceria com o Centro Universitário Augusto Mota (Unisuam), o professor tem acompanhado de perto a evolução dos alunos. Em abril, dos 30 atletas do projeto que participaram do Campeonato Brasileiro de Judô, 19 conquistaram medalhas: cinco de ouro, oito de prata e seis de bronze.

Em setembro de 2009, o Governo do Estado firmou um convênio com a Confederação Brasileira de Desportos para Surdos para levar sete judocas surdos aos 21º Jogos Surdolímpicos de Judô, em Taipei, Taiwan. A parceria, inédita, garantiu também a primeira medalha brasileira na categoria: o bronze de Alexandre Soares, aluno do projeto.

As aulas são oferecidas pelo projeto Suderj em Forma às segundas, quartas e sextas, às 18h15, para crianças, e às 19h15, para adultos, no 3º andar do 2º BPM, que fica na Rua São Clemente, 345, em Botafogo. O projeto Valorizando as Diferenças também é realizado na Rocinha e na Ilha do Governador.

Fonte: http://www.abn.com.br/editorias1.php?id=59636

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Os cérebros de pessoas surdas podem compensá-las com outros sentidos


 
Tanto as pessoas surdas quanto as cegas frequentemente dizem que seus outros sentidos ficam mais aguçados, a título de compensação. A ciência provou que isso é verdade. Segundo um novo estudo, pessoas surdas desde o nascimento podem ser capazes de transferir a área do cérebro usada para ouvir para impulsionar a visão.
 
Os pesquisadores canadenses afirmam que o cérebro não deixa o espaço não utilizado "ir para o lixo". Ou seja, a visão periférica melhorada, que muitas vezes as pessoas surdas apresentam, pode ser gerada pela área do cérebro que normalmente lida com a audição periférica.
 
Os pesquisadores queriam descobrir como o cérebro alcança esse objetivo. Eles utilizaram gatos surdos e estudaram que partes do cérebro eram responsáveis por essa compensação.
 
Os gatos passaram por testes em que luzes piscavam na periferia da sua visão normal. Quando o córtex auditivo - a parte do cérebro que normalmente processa a informação de som - foi desativado temporariamente, a visão periférica dos gatos parecia ter sido desligada também.
 
Estreitando a pesquisa, a equipe descobriu que a parte do córtex auditivo responsável foi a parte que normalmente detectaria sons periféricos. Isso indica que o cérebro é muito eficiente, não desperdiçando espaços não utilizados, compensando o sentido perdido com aprimoramentos benéficos - por exemplo, se você é surdo, você se beneficiaria ao ver um carro que está longe se aproximando rapidamente na sua visão periférica, porque você não pode ouvir o carro.
 
A pesquisa recente mostra que os adultos surdos podem reagir a objetos em sua visão periférica mais rapidamente do que os adultos que podem ouvir, enquanto as crianças surdas reagem mais lentamente do que as não surdas. Isso indica que pode levar algum tempo para a parte auditiva do cérebro fazer a troca de informações para o processamento visual.
 
Agora, os pesquisadores querem entender o que acontece com as pessoas com perda auditiva que recebem um aparelho. Se o cérebro se reestruturou para compensar a perda de audição, o que acontece quando ela é restaurada?