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domingo, 15 de janeiro de 2017

Curso EAD A Infância e a Psicomotricidade


INFORMAÇÕES:
E-mail: contato@creativeideias.com.br
Telefone: (21) 25778691 ou 98068-4462 (WhatsApp) - Atendimento de segunda a quinta, das 9h às 18h. Sexta a Domingo não há atendimento!

CERTIFICADO:
Carga horária do certificado de participação: 8h

PÚBLICO ALVO:
Profissionais e Estudantes de Graduação e/ou Pós da área da saúde e da educação, Familiares, e demais interessados no assunto.

 
PROGRAMA DO CURSO:
 
- Psicomotricidade e os três Pilares;
- Psico / Motricidade;
- Da Atenção a Organização de Pensamento;
- Organização Psicomotora;
- Desenvolvimento das Habilidades Motoras;
- Corpo, Ação e Emoção;
- Corpo se estrutura;
- Desenvolvimento Motor da Criança;
- Promove a ação a aprendizagem;
- Psicomotricidade
;
- Conceitos Funcionais:
. Coordenação
. Postura
. Tônus
. Equilíbrio
. Respiração
. Reconhecimento Corporal
. Lateralidade
. Relaxamento
. Orientação e Estruturação Espaço Temporal
. Ritmo
. Percepções
- Conceitos Relacionais:
. Expressão
. Comunicação
. Afetividade
. Agressividade
. Limite
. Corporeidade

PALESTRANTE:
 
Fátima Alves - Fonoaudióloga, Sócio-terapeuta Ramain-Thiers, Psicomotricista titulada pela SBP. Mestre em Ensino de Ciências da Saúde e do Ambiente, UNIPLI. Docente da Pós-graduação presencial e da Licenciatura a distância em Pedagogia da Faculdade Unyleya. Orientadora de monografia dos cursos de Psicomotricidade e Arteterapia da AVM/UCAM. Professora Convidada dos cursos de pós-graduação em Psicopedagogia e Educação Inclusiva da FAMESP. Professora convidada na formação em Arteterapia no Ateliê de Marise Piloto. Docente e orientadora de TCC da Laureate International Universities IBMR Centro Universitário. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Psicomotricidade, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, psicomotricidade, inclusão e down. Presidente da ABP, gestão 2008/2010. Conselheira da ABP. Autora dos livros da WAK Editora: “Psicomotricidade: corpo, ação e emoção”; “Inclusão: muitos olhares, vários caminhos e um grande desafio”; “Como aplicar a Psicomotricidade: uma atividade multidisciplinar com Amor e União”, “Para Entender a Síndrome de Down”, “A Psicomotricidade e o Idoso: uma educação para a saúde” e “A Infância e a Psicomotricidade: A pedagogia do corpo e do movimento”. Participante de eventos nacionais e internacionais em Psicomotricidade e Educação como ministrante em palestras, cursos e workshops. Colunista no blog CREATIVEIDEAIS - http://creativeideias.blogspot.com.br.
 
 

INVESTIMENTO: de 160,00 por R$80,00.
 
 

INSCRIÇÃO: www.creativeideias.com.br

terça-feira, 31 de maio de 2016

Importância da Psicomotricidade nas Dificuldades de Aprendizagem

Sempre que se fala em Psicomotricidade o primeiro pensamento que vem à mente relaciona-se com a capacidade que o ser humano tem para executar um movimento e, por conseguinte, o desenvolvimento do corpo, muitas vezes associada à prática do desporto e da Educação Física.

Mas, na realidade, a Psicomotricidade é uma ciência que está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas, sendo, deste modo, sustentada por três conhecimentos básicos: o movimento, o intelectoe o afeto.
A psicomotricidade é atualmente concebida como a integração superior da motricidade, produto de uma relação inteligível entre a criança e o meio. É um instrumento privilegiado através do qual a consciência se forma e se materializa.
A educação psicomotora é fundamental na vida da criança, e está refletida no histórico de vida do sujeito, podendo observar-se a PARTIR daí, o desenvolvimento da criança, o seu relacionamento com o mundo, a sua interação com as pessoas, a forma como pensa e como atua, expressando as suas sensações e sentimentos, e utilizando o corpo como instrumento rico e significativo para a comunicação.
Este trabalho inicia-se na Educação Infantil, onde as crianças ainda se encontram em fase de experimentações corporais, onde iniciam as descobertas espaciais, temporais e tónicas.
Todas as atividades devem trabalhar as bases psicomotoras, sendo estas: a tonicidade, anoção do corpo, a equilibração, a lateralidade, a estruturação espácio-temporal, a praxia global e a praxia fina. Estas devem ser inseridas e integradas de acordo com a faixa etária.
O desenvolvimento dos fatores psicomotores, permite à criança uma melhoria da postura, da dissociação dos movimentos, da coordenação global dos movimentos, da motricidade fina, do ritmo discriminação táctil, visual e auditivo, da integração das estruturas espaciais e temporais, do aumento da capacidade de atenção e concentração.
A educação psicomotora deve incidir, essencialmente, para crianças até aproximadamente os 7/8 anos de idade, sendo um período fundamental do desenvolvimento infantil, no qual a criança tem necessidade de agir e EXPERIMENTAR para adquirir o conhecimento, favorecendo a maturação psicológica por meio da motricidade, do agir e do brincar, que são a base do desenvolvimento do pensamento.
A Psicomotricidade nas Dificuldades de Aprendizagem pode trabalhar os seguintes fatores, com os seus objetivos:
  • Tonicidade: relaxação ativa e passiva;
  • Equilibração: equilíbrio estático e dinâmico;
  • Noção do corpo: conhecimento do próprio corpo e do corpo de outrem; noções espaciais do próprio corpo e do de outrem; interiorização da imagem corporal; coordenação, caligrafia, leitura harmoniosa, gestual, ritmo de leitura (frase, palavra), imitação, entre outros;
  • Lateralidade: identificação da dominância lateral; reconhecimento da direita e da esquerda; ordenação espacial, direção gráfica, ordem das letras e dos números; discriminação visual; estruturação espácio-temporal; noções espaciais e temporais; estruturação rítmica; perceção visual e auditiva; identificação de ruídos e sons; identificação e combinação de letras e números (modalidades visuais, auditivas e cinestésicas); noções de esquerda e direita, alto e baixo (b / p; n / u; ou / on), dentro e fora (espaço para escrita: progressão/grandeza, classificação/seriação, orientação/cálculos);
  • Praxia global e fina: perturbações do grafismo (motora fina); manipulação / preensão.
No que se refere à aprendizagem da leitura e da escrita, as relações existentes, entre estas e o aumento do potencial psicomotor da criança proporcionam condições favoráveis às aprendizagens escolares.
A aprendizagem da escrita é especialmente, um processo de relação preceptivo-motora, pois os sinais gráficos devem ser transcritos para o papel de forma organizada, seguindo o tempo e o espaço.
Pode-se concluir, portanto, que as contribuições da psicomotricidade na aquisição da pré-escrita estão relacionadas com o domínio do gesto, com a estruturação espacial e a orientação temporal que são os três fundamentos básicos da escrita, os quais supõem: uma direção gráfica (escrevemos horizontalmente da esquerda para a direita); noções de cima e baixo (n e u); de esquerda e direita e de oblíquas e curvas (g); e noção de antes e depois.
A realização de exercícios de pré-escrita e de grafismo são necessários para a aprendizagem das letras e dos números, com a finalidade de permitir à criança atingir o domínio do gesto e do instrumento, a perceção e a compreensão da imagem a reproduzir. Esses exercícios são desenvolvidos através de atividades puramente motoras ou de grafismo.
“Brincar com a criança não é perder tempo, é ganha-lo; se é triste vê-los sem escola, mais triste ainda é vê-los, sentados e enfileirados, em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do Homem.” Drummond

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

COLUNA DO DIA: Intervenção não Farmacológica na Doença de Parkinson e a importância do Tratamento Fonoaudiológico





Dia 11 de Abril é o dia Mundial da Conscientização da Doença de Parkinson. Essa doença, quando chega, não vem sozinha; ou seja, quando ela chega, traz uma série de dúvidas e incertezas para a família, que precisa aprender a conviver com esse recomeço.

Lidar com o mal de Parkinson não é tarefa das mais fáceis, principalmente quando a doença acomete alguém muito próximo; alguém que faça parte do nosso convívio diário; ou alguém a quem amamos muito.

O Parkinson é uma doença neurológica, neuromuscular, degenerativa progressiva, devido diminuição da liberação do neurotransmissor chamado: Dopamina. Há degeneração de neurônios do sistema nervoso central (SNC), especificamente localizados na substância negra do mesencéfalo.

           O Parkinson é identificado pelos tremores, lentidão, rigidez muscular, desequilíbrio, instabilidade postural, caminhada em marcha, depressão e alterações na fala/deglutição e na escrita. Os sintomas, geralmente podem ser inicialmente identificados quando o paciente se queixa de que um lado do corpo não está acompanhando,  os passos tornam-se mais curtos ao caminhar a memória pode ficar mais lenta, agravada por alguns esquecimentos e além disso, depressão sem motivos aparentes.  Tais sinais começam a se manifestar em alguns anos após o início da doença. 

        Diante da presença da doença de Parkinson, o Fonoaudiólogo irá atuar com pacientes que apresentam mudanças na voz, na fala, na deglutição, dentre outras alterações; pois a doença afeta os músculos da laringe (garganta), das pregas vocais e da boca (língua, bochechas, lábios, céu da boca), entre outras; logo, quanto antes estas mudanças puderem ser tratadas melhor e mais duradouros serão os resultados.

As medidas não-farmacológicas compreendem uma série de hábitos e medidas de valor especial à doença de Parkinson. Elas minimizam algumas de suas complicações. Mas é preciso esclarecer: preventivamente, estas medidas atenuam a gravidade da doença, porém, não impedem sua progressão. Elas mantém o indivíduo melhor preparado para enfrentar as alterações típicas desta enfermidade por mais tempo.

A Reabilitação Fonoaudiológica visa a otimização da coordenação pneumo-fono-articulatória,  a melhora de problemas ocasionados na Voz, na Fala e na Deglutição. Na maioria dos casos, a deglutição é comprometida, isso ocorre devido à rigidez muscular da laringe, falta de coordenação dos movimentos e lentidão. Os pacientes podem apresentar dificuldades em engolir líquidos, inclusive a água; o mesmo ocorre na deglutição de saliva que acumula na boca, geralmente nos cantos, conhecida popularmente por “baba”. O acumulo de saliva pode também comprometer a emissão correta dos sons e a compreensão da fala.

Nesse processo, os pacientes não conseguem engolir os comprimidos ou mastigar biscoitos, causando incômodos e, muitas vezes gerando tosses, manifestação clássica após a aspiração, que é um mecanismo de defesa natural para eliminação do objeto aspirado, devido a  obstrução da passagem total ou parcial do ar, ocasionando engasgos e/ou falta de ar. Posteriormente esses problemas poderão evoluir para possíveis broncoaspirações; que é a aspiração do conteudo alimentar, saliva ou secreção, que faz o percurso errado, em vez de ir do esôfago para o estômago, penetra na laringe, passando pelas pregas vocais, traquéia e chega aos pulmões, podendo desenvolver pneumonias de repetição, o que é uma das maiores causas de óbito nos idosos com doenças degenerativas neurológicas.


*  A voz pode ficar mais baixa, portanto, não peçam a todo o momento para que repitam o que falou e/ou falem mais alto; por vezes, reclamando que a voz é baixa. Isso é muito frustrante para ele. Aproxime-se deles quando quiserem conversar;
*  Estimule-o a beber bastante água, já que esta auxilia no bom funcionamento e hidratação das pregas vocais;
*  Estimule-o a fazer atividades cognitivas, tais como: fazer a lista do supermercado / palavras cruzadas / ler manchetes de jornal. Importante manter o interesse intelectual e realizar atividades que agrade a eles;
*  Respeite o tempo para o paciente executar as tarefas de vida diária. Devido o tremor e a lentidão dos movimentos voluntários (bradicinesia), as ações ficarão mais lentas, não o apresse.

Dicas de cuidados na alimentação tais como:

*  O paciente deve estar bem acordado, desperto, confortável e sempre na posição sentado, ou com a cabeceira do leito elevada em ângulo de 90°;
*  Após a refeição, não deite o paciente; deixe-o aguardando sentado por, no mínimo, 45min, assim o alimento desce por completo do esôfago para o estômago;
*  A colher não deve estar nem muito cheia, nem muito vazia; dê preferência à utilização de colher de sobremesa;
*  O paciente deve comer sem pressa para que não aconteçam engasgos, nem tosses e riscos de aspirações;
*  Caso, o paciente apresente “voz molhada” pedir para raspar a garganta e engolir; essa voz é uma alteração que indica secreção nas cordas vocais, que costuma ocorrer após o engasgo.
*  Enquanto o paciente é alimentado devem ser evitados variados distrativos, tais como: televisão, rádios, conversas entre outros;
*  Caso o paciente utilize prótese dentária, importante verificar se ela está firme. Caso esteja solta, esta deve ser retirada durante as refeições e, se necessário, procure um dentista para a avaliar a necessidade de fazer outra.

         Sinais de Alerta

• Engasgos;
• Tosse antes, durante e apos a alimentação
• Sensação de bolo parado na garganta;
• Pigarro;
• Febre de causa desconhecida

Lembre-se: em caso da maioria dos sintomas listados acima, o paciente precisa o quanto antes da ajuda do Profissional , para avaliação e/ou tratamento Fonoterápico urgente.

 
Até a próxima!

Maria Paula Costa Raphael
CRFa 7364-RJ
Fonoaudióloga, Socioterapeuta,Sociopsicomotricista Ramain-Thiers, Docente da AVM  Faculdade Integrada, cursos de pós graduação (UCAM), Eventos em Educação presencial e on-line, Supervisora na Formação em Sociopsicomotricidade Ramain-Thiers, Palestrante em eventos de educação e saúde.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Dicas para estimular crianças com síndrome de Down a escrever

Muitas crianças com síndrome de Down têm dificuldade para escrever. A hipotonia, ligamentos mais frouxos e falta de força nas mãos contribuem para isso. Há diversas maneiras de preparar a criança para essa tarefa, e que também contribuirão para outras que a levarão à autonomia, como vestir-se sozinho, por exemplo. Veja abaixo algumas dicas, que servem tanto para a escrita em letra bastão ou cursiva, assim como para o desenho:

ANTES DE ESCREVER:
– Escrever com letras grandes na areia. Passar a mão por cima, caminhar por cima das letras.
– Desenhar e fazer linhas e círculos com esponjas e pincéis num papel grande, jornal, quadro ou cavalete.
– Colocar contas num fio – começar com contas maiores, e ir diminuindo o tamanho e a espessura do fio, conforme a criança for melhorando a habilidade.
– Colar adesivos em lugares definidos – também no começo maiores, e ir reduzindo com o tempo.
– Andar na posição carrinho de mão – com as mãos no chão e alguém segurando os pés, para desenvolver a força muscular dos ombros e braços.
– Fazer construções com Lego.
– Fazer castelos com areia molhada.

QUANDO A CRIANÇA JÁ ESTIVER COMEÇANDO A ESCREVER
– Desenhar linhas em labirintos impressos no papel.
– Escrever no ar.
– Dizer para a criança para escrever rápido e não se importar com a letra. Com o tempo e a repetição, a grafia vai melhorando.
– Tão logo possível, começar a ensinar a criança a escrever palavras, que despertam mais interesse do que simples letras.
– Permitir que a criança fique em uma posição confortável para ela, pelo menos de início. Algumas crianças procuram apoio da outra mão ou até do queixo ou da bochecha para firmar o lápis. Com o tempo ela vai encontrando seu próprio jeito.
– Usar canetas com tinta lavável pra ficar mais fácil de limpar a bagunça
– Sempre dizer para a criança escrever algo à mão livre também, não apenas exercícios e tracejado, porque é lá que queremos chegar.
– É importante elogiar o trabalho, mesmo quando ele não está muito bom.
– Tudo bem se o trabalho não ficar muito bom no começo, porque, com o tempo e a prática, as letras vão tomando uma forma mais consistente, tornando-se a escrita pessoal de quem escreve.
– Quadros brancos com pincéis atômicos são mais fáceis para escrever.


Lápis e canetas mais grossos são mais fáceis de usar. Foto: Paula Moreira Fotografia
Canetas mais grossas são mais fáceis de usar.
Foto: Paula Moreira Fotografia


– Lápis e canetas mais grossos são mais fáceis de usar.
– Usar pedaços bem pequenos de giz também é bom para desenvolver o movimento de pinça com os dedos.
– É importante o assento estar numa altura adequada em relação à mesa e que, para melhorar a estabilidade, os pés fiquem pousados no chão ou em um repouso para os pés (pode ser um banco, um pedaço de madeira ou alguns livros grossos envolvidos em papel).
– Procure bons motivos para a criança escrever, como por exemplo um cartão de aniversário, lista de supermercado, uma relação de seus brinquedos favoritos.
– A hipermobilidade, comum em crianças com síndrome de Down, é mais um fator complicador que dificulta a escrita.
– Uma carteira inclinada, daquelas de antigamente, é melhor para a escrita do que uma mesa plana.


APOIO
– Algumas crianças se beneficiam de adaptações no lápis ou que ajudem o punho ou braço a permanecerem na posição para escrever.
– Lápis triangulares são mais anatômicos .
– Enrolar um elástico de borracha, ou mesmo esparadrapo, no lápis, para que fique mais “gordinho”, pode ser favorável.
– Ajudar colocando a mão sobre a mão da criança. Fique por trás dela, para que entenda a posição correta para escrever.
– Segurar levemente a mão, cotovelo ou braço, até ela conseguir permanecer na posição sozinha.
– Dirigir o traçado corrigindo levemente a empunhadura da mão da criança.
– Dirigir oralmente o desenho ou a escrita da letra (faz um traço, um círculo, uma barriga…)
– Sentar-se ao lado dela, fazer a posição de segurar o lápis e dizer para ela fazer a mesma posição.
– Mostrar fotos de crianças empunhando o lápis corretamente.
– Interromper o desenho antes que ela comece a rabiscar muito o papel.
– Usar pincel atômico largo dá estabilidade e a criança fica feliz em conseguir tracejar mesmo sem ter força na mão.


MOVIMENTOS
Os movimentos são o mais importante para aprender a escrever – e não o resultado. Assim, uma criança não deve ser obrigada a copiar ou tracejar as letras (seguir pontinhos com o lápis). Escrever não é desenhar. Se a criança aprende o movimento para escrever, sua letra irá gradualmente desenvolvendo a fluência e legibilidade. Por isso é importante que, para cada letra, o professor comece a ajudar o aluno colocando sua mão sobre a mão dele e reduzindo gradualmente a orientação até que a criança ganhe mais confiança.


Exemplo de letra cursiva facilitada. Imagem: blog Educar para a Vida
Exemplo de letra cursiva facilitada.
Imagem: blog Educar para a Vida



FALTA DE COORDENAÇÃO
É importante lembrar que não ter coordenação adequada não impede a criança de começar a escrever.

OUTROS RECURSOS:
– Letras cortadas de revistas
– Carimbos de letras
– Letras de plástico
– Letras adesivas
– Decalque de letras (daqueles que passamos a caneta por cima e a letra aparece, ou os que são transferidos para o papel com água)
– Letras magnéticas
– Letras de massinha
– Letrinhas de macarrão de sopa de letrinhas
– Letras de gel
– Letras recortadas em lixa, que ajudam também a desenvolver a noção espacial da letra através do tato

EXEMPLOS DE EXERCÍCIOS

Exemplos de exercícios pra treinar letra cursiva. Fonte: Goodoc.net




Exemplos de exercícios para treinar letra cursiva.
Fonte: Goodoc.net 




Fonte: Leonora Samuel, Alexa Beale, Tricia Fareys, do grupo DS-UK.
Tradução e adaptação: Patricia Almeida 



quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Estimulação psicomotora utilizada em crianças com atraso no desenvolvimento

estimulacao-psicomotora
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O termo “dificuldade de aprendizagem” começou a ser usado na década de 60 e até hoje é confundido por pais e professores com uma simples desatenção em sala de aula.

Mas a dificuldade, na verdade, é um distúrbio que pode ser gerado por uma série de problemas cognitivos ou emocionais, afetando crianças em época escolar. Para prevenir problemas na aprendizagem infantil, surgiu a psicomotricidade, uma ciência que atua no desenvolvimento do indivíduo em todas suas fases, englobando os campos da Neurologia, da Psicologia e da Pedagogia. Isso acontece porque a psicomotricidade, preocupando-se com a relação entre o indivíduo e o seu corpo, considera não só aspectos motores, mas os cognitivos e sócio-afetivos que constituem o sujeito.

Para a terapeuta ocupacional Lígia Barbosa de Oliveira e a fisioterapeuta Patrícia de Fátima Silva, estimulação psicomotora é a possibilidade de se oferecer à criança acesso a todas as etapas de aprendizagem necessárias no processo de alfabetização, por meio de experiências psicomotoras que criam facilitadores no caminho de aquisições, até estar apta a integralizar esses aprendizados. Tanto que a psicomotricidade pode atuar em crianças com prematuridade e bebês de alto risco, crianças com dificuldades e atrasos no desenvolvimento global, pessoas com deficiência sensoriais, motoras, mentais ou psíquicas, dificuldades de aprendizagem, entre outros.

Dentro do processo de reabilitação, a terapia ocupacional e a fisioterapia têm se tornado importantes aliadas na atuação sobre esses distúrbios, pois utilizam como um dos recursos terapêuticos a estimulação psicomotora, o que contribui para um desenvolvimento harmônico do indivíduo. “É necessário que a criança passe por todas as etapas de seu desenvolvimento. A criança que pula etapas do desenvolvimento, independente de sua causa, com certeza, estará mais propícia a apresentar alguma dificuldade no processo de alfabetização”, revela a terapeuta ocupacional Lígia Barbosa.

A profissional destaca que a fase importante para trabalhar com todos os aspectos do desenvolvimento motor, intelectual e socioemocional é até oito anos.

“É nesse período que se instalam as principais dificuldades em todas as áreas de relação com o meio e que, se não forem exploradas e trabalhadas a tempo, certamente trarão prejuízos como dificuldades na escrita, na leitura, na fala, na socialização, entre outros. Após esse período há um refinamento de suas capacidades básicas, possível apenas com a boa integridade de suas condutas motoras, intelectuais, emocionais e que, aqui, consideramos como condutas psicomotoras”, esclarece.

Ou seja, a estimulação psicomotora atua tanto na prevenção e tratamento das dificuldades quanto para a exploração do potencial ativo de cada um. “O desenvolvimento psicomotor é de suma importância na prevenção de problemas da aprendizagem e na reeducação do tônus, da postura, da lateralidade, do ritmo utilizando como instrumento brinquedos, jogos e brincadeiras que proporcionam maior disponibilidade das crianças em realizar as atividades psicomotoras com qualidade”, explica Lígia.
 
 
PARTICIPE DO CURSO "AVALIAÇÃO PSICOMOTORA"  COM A FGA. FÁTIMA ALVES.