domingo, 10 de junho de 2018

Práticas em Mediação Escolar - Autismo


 
 
 
DATA: 26 e 27 de outubro e 2018
 
LOCAL:* Estácio - Sala 504 - Av. Engenheiro Armando de Arruda Pereira, 673, Jabaquara, São Paulo - SP (próximo a estação Conceição do Metrô L1-Azul) (como chegar - mapa)​

 

Carga Horária do certificado de participação*: 15 horas.
 
 
 
INFORMAÇÕES:
Telefone: (21) 2577 8691 ou (21) 980684462 (Somente WhatsApp) Atendimento de segunda a quinta, das 9h às 17h. Sexta a Domingo não há atendimento!
 

 

PÚBLICO-ALVO:
Mediadores (Estagiários, Monitores e/ou Facilitadores), Professores, Pedagogos, Terapeuta Ocupacional, Psicólogos, Psicopedagogos, Fonoaudiólogos, Estudantes de Graduação e/ou Pós, que já trabalhem na área ou que já tenham algum conhecimento sobre mediação escolar.

CRONOGRAMA:
sexta, 26 de outubro
15h às 16h - Credenciamento;
16h às 20h - Nivelamento

sábado, 27 de outubro
8h às 8h30 - Credenciamento
8h30 às 10h30 - Nivelamento
10h30 às 10h40 - Intervalo
10h40 às 12h30 - Dinâmicas, Práticas e/ou Estudos de Caso
12h30 às 13h30 - Almoço Livre (não incluso no valor)
13h30 às 18h - Dinâmicas, Práticas e/ou Estudos de Caso


CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
NIVELAMENTO:
* Neurodesenvolvimeto;
* Linguagem /Aprendizagem;
* Potencialidades/Habilidades (visão global do sujeito);
* Avaliação e Práticas Mediadoras;
* Leis;
* O Papel do Mediador;
* Material Adaptado.

PRÁTICAS:
* Dinâmicas;
* Estudos de Caso;
* Material Adaptado.


FACILITADORES:

 

Mônica Marques - Fonoaudióloga da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de janeiro; Diretora da Clínica Psyassociadas - Psicólogia e Fonaudiologia LTDA; Co-fundadora do projeto Comunique-se, voltado para crianças autistas, crianças com alterações no desenvolvimento da linguagem. Pós-Graduação em Psicomotricidade; Atualização profissional em Neuropsicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Atualização profissional em Práticas Clínicas pelo CEFAC; Docente da AVM Faculdade Integrada (UCAM).

Thiago Araújo - Brinquedista formado pela Brinquedoteca do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) e pela Abbri (Associação Brasileira de Brinquedoteca); Certificado em Autismo pela Extensão da PUC-Rio; Mediador Escolar pela Associação de Apoio à Pessoa Autista (AAPA) e Movimento Uniforme; Pós-Graduando em Psicopedagogia pela AVM/UCAM; Bacharel em Marketing; Formado em Artes Cênicas pela FAETEC; Arte Educador; Voluntário da Brinquedoteca do HUPE/UERJ; Sócio Diretor da Creative Ideias.

OBSERVAÇÃO: Se, por motivo de doença, falecimento ou outro fator impeditivo, qualquer um dos palestrantes contratados para o curso não puder apresentar-se, fica ajustado que a comissão organizadora providenciará a substituição por outro profissional, ou a remarcação do módulo.
 

INVESTIMENTO (para pagamento até a data limite e sujeito a lotação do auditório, o que ocorrer primeiro):

 

ATÉ 10/07/18 - de R$ 400,00 por:

R$ 250,00 - individual (cartão) em até 3x sem juros;
R$ 220,00 - individual (depósito) - ou 1a. parcela no depósito de R$ 100,00 e mais 2 parcelas no boleto de R$ 60,00;
R$ 200,00 - por inscrito (depósito) - ou 1a. parcela no depósito de R$ 100,00 e mais 2 parcelas no boleto de R$ 50,00 - grupo a partir de 4 pessoas* 

• NO DIA (caso ainda tenha vaga, NÃO serão aceitos pagamentos em depósito/DOC, os mesmos serão devolvidos)
R$ 400,00 - individual (cartão)

* A não comprovação das condições do desconto para grupo, e/ou caso tenha número menor ao limite mínimo, anula a inscrição com desconto, cabendo os demais inscritos complementar o valor pago individualmente.


    INSCRIÇÕES E PAGAMENTO:

     www.creativeideias.com.br



    1º Congresso Internacional Brincar, Brinquedista, Brinquedoteca





    Informações: 21.25778691







    Curso de Qualificação em Mediação Escolar




    LOCAL: 
    Colégio Pedro II - Salão Nobre - Rua Marechal Floriano, 80 - Centro - Rio de Janeiro (Em frente a Avenida Passos; Próximo ao Metro Uruguaiana; Metro Presidente Vargas) (Como Chegar - Mapa)

     

    CARGA HORÁRIA DO CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO: 
    200 horas ( 80h aula presencial e 60h estudo bibliográfico* e mais 60h de supervisão e prática escolar**)
    * Estudo Bibliográfico é opcional!


    DURAÇÃO DO CURSO: 
    8 meses - Junho de 2018 a Fevereiro de 2019

     
     

    INFORMAÇÕES:

    Telefone: (21) 2577 8691 ou (21) 980684462 (Somente WhatsApp) - Atendimento de segunda a quinta, das 9h às 17h. Sexta a Domingo não há atendimento!
     

     

    PÚBLICO-ALVO:

    Professores, Mediadores (Estagiários, Monitores e/ou Facilitadores), Pedagogos, Psicólogos, Terapeuta Ocupacional, Psicopedagogos, Fonoaudiólogos, Estudantes de Graduação e/ou Pós, e que tenham interesse na mediação escolar.

    CRONOGRAMA:

    16 de junho de 2018 - módulo 1
    21 de julho de 2018 - módulo 2 
    18 de agosto de 2018 - módulo 3
    29 de setembro de 2018 - módulo 4
    20 de outubro de 2018 - módulo 5
    24 de novembro de 2018 - módulo 6
    26 de janeiro de 2019 - módulo 7
    23 de fevereiro de 2019 - módulo 8.
     

    HORÁRIO:

    Sábado
    8h às 9h - Credenciamento | Secretaria
    9h às 18h - Curso com intervalo para almoço.

    OBJETIVO:

    Apresentar e discutir bases teóricas e práticas que se aplicam no trabalho da inclusão escolar, mediação e seus desdobramentos. O profissional deverá ao final do curso, ser capaz de ter um olhar multidisciplinar, biopsicossocial sobre os indivíduos inclusos, dialogar com as áreas de saúde que acompanham o aluno, bem como saber elaborar materiais para o trabalho com o mesmo.

    CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:


    Módulo 1 - Neurociências - Cognição e Linuagem

    Carga Horária: 10h | Professora: Anna Carolina Miguel
    Aguardando conteúdo da Professora.

    Módulo 2 - Perspectivas, Mediação e Intervenção 1

    Carga Horária: 10h | Professora: Elaine Romero

    Desenvolvimento Infantil – Intelectual, Processos Cognitivos, Conhecimento Social, Desenvolvimento de normas e valores, Conduta Social;
    O Psicólogo Escolar;
    Fundamentos da Neuropsicologia – Funções Executivas.

    Módulo 3 - Perspectivas, Mediação e Intervenção 2

    Carga Horária: 10h | Professora: Michele Joia
    Mediação nas Escolas - Princípios Básicos;
    Educação Especial x AEE;
    Leis de Inclusão;
    Apoio Pedagógico e Institucional - Teorias da Aprendizagem;
    Currículo Estruturado.

    Módulo 4 - Perspectivas, Mediação e Intervenção 3

    Carga Horária: 10h | Professor: Elaine Romero
    Trantornos do Desenvolvimento - Atrasos Maturativos, Deficiência Intelectual e Mental, Paralisia Cerebral e outras alterações motoras, Transtornos Psiquiátricos;
    Necessidade de Apoio Generalizado;
    Subjetividade e Construção de Possibilidades.

    Módulo 5 - Mediação Escolar na Perspectiva DIR Floortime

    Carga Horária: 10h | Professora: Helena Gueiros
    Reconhecer as diferenças individuais no ambiente escolar;
    Como são as capacidades regulatórias do aluno;
    Reconhecer os níveis de desenvolvimento do aluno;
    Estrategias para auxiliar na regulação;
    Adaptação da rotina, do ambiente, do conteúdo nos diferentes perfis de aluno;
    Adaptação da nossa forma de agir para facilitar a rotina escolar;
    Como lidar com as birras e crises da criança na escola;
    Como usar o interesse da criança para desenvolver as atividades escolares;
    Como analisar se o conteúdo que estamos apresentando é o adequado, se ele entende e se há significado para o aluno..

    Módulo 6 - Perspectivas, Mediação e Intervenção 4

    Carga Horária: 10h | Professora: Michele Joia
    Desenvolvimento Cognitivo;
    Dificuldades de Aprendizagem x Transtornos de Aprendizagem;
    Adaptações para Dislexia, Discalculia, Disortografia, Disgrafia e TDAH.

    Módulo 7 - Perspectivas, Mediação e Intervenção 5

    Carga Horária: 10h | Professora: Elaine Romero
    A Família de crianças com deficiência;
    Diagnóstico, Laudos, e Pareceres - Para que serve?;
    Elaboração de Relatório Escolar para a área de saúde.

    Módulo 8 - Perspectivas, Mediação e Intervenção 6

    Carga Horária: 10h | Professora: Michele Joia
    Autismo – Técnicas de Manejo, Aporte Pedagógico, Teoria da Mente, Apoio de Interação, Momentos Pedagógicos;
    Adaptação de Espaço e Conteúdo;
    PEI;
    Material para Manutenção Pedagógica.

    *Módulo Intermediário – Estudo Bibliográfico (opcional)

    Carga Horária: 60h

    Para complementar a formação do Curso de Qualificação em Mediação Escolar, é necessário ler os livros e entregar uma resenha descritiva de cada livro e vídeo até o módulo 7, impresso em folha A4, com no mínimo 2 laudas, em Times New Roman, tamanho 12. O aluno que não entregar todo o conteúdo do Módulo Intermediário, não irá receber as 60h correspondente ao módulo. NÃO SERÃO ACEITOS trabalhos entregues via e-mail ou em pendrive. O trabalho entregue em qualquer outra formatação será devolvido!

    ATENÇÃO: Os valores dos livros não estão inclusos no valor do curso, é necessário adquiri-los.

    - Silva, Michele Joia da. A inclusão de crianças na escola - O papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 1ª Edição: Rio de Janeiro – RJ: Wak: 2018.
    - Relvas, Marta. Neurociência e Transtornos de Aprendizagem: As múltiplas eficiências para uma educação inclusiva. 5ª Edição: Rio de Janeiro – RJ: WAK Editora
    - Maia, Heber (Org.). Neurociência e Desenvolvimento Cognitivo. 2ª Edição: Rio de Janeiro – RJ: WAK Editora: 2012.
    - Rodrigues, Janine Marta Coelho e Spencer, Eric. A Criança Autista. Rio de Janeiro – RJ: WAK: 2013.
    - Fatores que influenciam o aprendizado - Suzana Herculano-Houzel - Clique aqui e assista diretamente ao vídeo
    - Inclusão Escolar - Programa Especial - Clique aqui e assista diretamente ao vídeo

    **Módulo Supervisão e Prática de Medição Escolar

    Carga Horária: 60h | Supervisora: Elaine Romero e/ou Michele Joia
    Prática de Mediação Escolar opcional realizada em escolas parceiras de 2 a 3x na semana, dentro do turno da manhã ou tarde, acompanhado de supervisão, afim de aprimorar o conteúdo disponibilizado pelo curso. Essa parte do curso não condiciona a indicação de emprego, e nem constitui contrato empregatício, nem honorários.

     

    COORDENAÇÃO DO CURSO:


    Michele Joia Pedagoga, Psicopedagoga Clínica e Institucional, Educadora Especial, Especialista em  Autismo, Qualificada em ABA (Análise do Comportamento Aplicada).  Professora e Oientadora de Pós-Graduação na áreas de educação inclusiva; Palestrante na Área de Saúde e Educação; Supervisora de estágios em Psicopedagogia; Atua em consultório com crianças com dificuldades especiais desde o ano de 2010; Coordenadora do SOP- Serviço de Orientação Psicopedagógica do LABESCRI; Autora do Livro: Inclusão com a inclusão de crianças em escola particular; Gestora das empresas CITV e Criar Recriar – Prevenção e Promoção de Saúde na Educação. 

    PROFESSORES:


    Anna Carolina Miguel - Fonoaudióloga formada pela UFRJ desde 2006, Mestranda em Diversidade e Inclusão - UFF; Especialista em Saúde Mental e Desenvolvimento Infanto Juvenil (Santa Casa de Misericórdia RJ), Especialista em Neurociências Aplicadas a Aprendizagem (IPUB/UFRJ), atua na área da Linguagem (clínica) e da Fonoaudiologia Educacional (consultoria). Volta seus estudos para interface entre Neurociências e a Fonoaudiologia, a fim de maiores aprofundamentos no entendimento dos Transtornos da Aprendizagem e do Desenvolvimento em prol de intervenções inclusivas mais eficazes. Realiza atividades multidisciplinares de pesquisa, ensino e divulgação científica em Neurociências.

    Elaine Romero - Psicóloga Clínica com experiência na área de Saúde Mental. Especializanda em Psiquiatria e Psicanálise com crianças e adolescentes – UFRJ; Especializanda em Neuropsicologia e Reabilitação-UCL; Atende em consultório e Clínica particular; Atua com orientação a pais, familiares e educadores; Atua como psicóloga no SOP- Serviço de Orientação Psicopedagógica em escola particular, Responsável Técnica da Criar Recriar - Prevenção e Promoção de Saúde na Educação.

    Michele Joia Pedagoga, Psicopedagoga Clínica e Institucional, Educadora Especial, Especialista em  Autismo, Qualificada em ABA (Análise do Comportamento Aplicada).  Professora e Oientadora de Pós-Graduação na áreas de educação inclusiva; Palestrante na Área de Saúde e Educação; Supervisora de estágios em Psicopedagogia; Atua em consultório com crianças com dificuldades especiais desde o ano de 2010; Coordenadora do SOP- Serviço de Orientação Psicopedagógica do LABESCRI; Autora do Livro: Inclusão com a inclusão de crianças em escola particular; Gestora das empresas CITV e Criar Recriar – Prevenção e Promoção de Saúde na Educação. 

    Helena Gueiros Formação Técnica em Integração sensorial pela SPD Foundation, módulos 1 e 2. Terapeuta DIR/Floortime Advanced provider. Graduada em Fisioterapia pela Universidade Estácio de Sá (2006). Pós- graduada em Psicomotricidade. Área de atuação é neuropediatria, com grande enfoque no tratamento de crianças dentro do espectro autistas e desordens correlatas. Coordenadora da pós-graduação em Desenvolvimento Infantil da Faculdade Redentor e Docente da Graduação da Faculdade Redentor. CREFITO-2: 113320-F.

    OBSERVAÇÃO: Se, por motivo de doença, falecimento ou outro fator impeditivo, qualquer um dos palestrantes contratados para o curso não puder apresentar-se, fica ajustado que a comissão organizadora providenciará a substituição por outro profissional, ou a remarcação do módulo.
     

    INVESTIMENTO

    (para pagamento até a data limite e sujeito a lotação do auditório, o que ocorrer primeiro):

     

    ATÉ 14/06/18 - de R$ 900,00 por:

    R$ 700,00 - individual (cartão) em até 10x sem juros;
    R$ 580,00 - individual (depósito) - ou 1a. parcela no depósito de R$ 130,00 e mais 6 parcelas no boleto de R$ 75,00;
    R$ 480,00 - por inscrito (depósito) - ou 1a. parcela no depósito de R$ 120,00 e mais 6 parcelas no boleto de R$ 60,00/cada inscrito no grupo a partir de 3 pessoas* 


      *Parcelas pré-datadas a cada 30 dias, fixada todo dia 15 de cada mês, subsequente ao pagamento da 1ª parcela. A partir da 2ª parcela, o pagamento será realizado em boleto bancário, que será enviado para o e-mail cadastrado no formulário de inscrição!** Caso o grupo seja desfeito por qualquer motivo, e não atinja o número mínimo de 3 pessoas durante o curso, a inscrição dos demais participantes serão consideradas como individual, e será cobrado a diferença do valor da inscrição.

       

      INSCRIÇÕES E PAGAMENTO: www.creativeideias.com.br



      terça-feira, 6 de março de 2018

      Artyara traz brinquedos educativos à ABRIN 2018




      Aliar diversão e aprendizado. Esta é a proposta de brinquedos como o Trenzinho e Blocos de Letras que a Artyara destaca em seu estande.

      Entre os seus lançamentos, ainda chamam atenção quatro modelos de quebra-cabeças das linhas Magic e Summer, com tamanho final de 38,5 x 31 cm, além da Coleção Cidade. A ideia é que a criança crie a sua própria paisagem a partir de um carrinho, oito peças em madeira, duas lousas e giz. As opções são: castelo, bombeiro, fazenda e polícia.

      Na linha do “faça você mesmo”, a criança é convidada a montar e pintar aviões e carrinhos, enquanto a coleção Descolados consiste em um quebra-cabeça em que várias peças de formatos diferentes são encaixadas em bases com pinos fixos, formando veículos diversos.

      domingo, 14 de janeiro de 2018

      Pesquisadores identificam padrões de gênero em casos recorrentes de autismo entre irmãos



      Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, divulgaram um estudo em que identifica padrões de gênero em casos recorrentes de transtornos do espectro autista (TEA) entre irmãos.

      Embora as razões ainda não sejam conhecidas, o estudo reforçou a visão de que se um casal tem um filho ou uma filha com autismo, é maior a chance da segunda criança também o desenvolver, e que meninos são muito mais suscetíveis ao autismo que meninas.

      A pesquisa consiste no cálculo dos riscos cruzados em que se verifica se o gênero do primogênito diagnosticado com autismo de alguma forma se traduz em uma maior ou menor chance de que seu irmão ou irmã também tenha o transtorno. Para isso, os pesquisadores analisaram dados de mais de oito anos de pedidos de reembolsos feitos por clientes de uma grande empresa americana de seguro de saúde.

      Ao todo, foram identificadas quase 1,6 milhão de pares de irmãos nos dados da empresa, ou cerca de 3,2 milhões de crianças. Destas crianças, aproximadamente 39,5 mil em 37,5 mil foram diagnosticadas com autismo – o equivalente a 1,25% do total –, sendo identificada uma razão de 4,10 meninos com o distúrbio para cada menina.

      Já em relação à recorrência entre irmãos, os pesquisadores tiveram como base 21 mil famílias com dois filhos em que a criança mais velha foi diagnosticada com TEA. Segundo os cálculos, o maior risco está em pares menina-menino, com 16,7% do filho mais novo ser autista se sua irmã mais velha também for. Em pares menino-menino o risco diminui para 12,9%. Já no caso menina-menina está em 7,6% e menino-menina é de 4,2%.

      Ainda que não tenham encontrado uma razão que explique essa incidência, os pesquisadores alertaram que, apesar dos riscos, a ocorrência de autismo é relativamente rara.  “Mesmo no grupo de maior risco, meninos com irmã mais velha autista, as chances são de cinco para uma de que a criança não seja afetada”, explicou Nathan Palmer, instrutor de informática biomédica da Escola de Medicina de Harvard e principal autor do estudo.


      segunda-feira, 6 de novembro de 2017

      'O tempo das crianças é outro', diz antropóloga Adriana Friedmann

      Olhar o mundo a partir dos olhos das crianças, de suas descobertas, perspectivas e sentimentos: tarefa tão desafiadora para o adulto, quanto necessária ao propósito de educar uma criança. Escutar a criança, nesse sentido- coloca-se como um pilar nesse processo.
      "Essa escuta da qual falamos não é um interrogatório, não é encher a criança de perguntas", coloca Adriana Friedmann, pesquisadora, autora, consultora nas temáticas da infância, e realizadora do Mapa da Infância Brasileira, sua principal atividade dos últimos anos, em entrevista ao Catraquinha.
      Afinal, que escuta é essa? Qual é a sua importância? Como ela pode se dar nas relações entre adultos e crianças? A seguir, confira um pouco das reflexões da especialista sobre essa temática e outras, como protagonismo, educação, brincadeira, tecnologia e sentimentos na infância:
      Escutar a criança
      "Afinal, quem escuta as crianças? Essa escuta da qual falamos não é um interrogatório, não é encher a criança de perguntas. Quando você faz uma pergunta para uma criança, ela é tão esperta que vai te responder aquilo que você quer ouvir, não necessariamente aquilo que corresponde à verdade dela.
      Créditos: iStock


      "O tempo inteiro a criança está descobrindo o mundo e se expressando, se colocando"
      Para mim, a ideia da escuta não é escutar apenas com os ouvidos, mas também você poder entender o que a criança está expressando e colocando no mundo através das suas atividades de criança,  o brincar, as artes, o movimento, o corpo, a música, a escrita, a palavra. O tempo inteiro a criança está descobrindo o mundo e se expressando, se colocando.
      Mas o que está por trás disso tudo? Em primeiro lugar, dar espaço para que a criança respire, seja mais autônoma, tenha tempo livre para ser criança. Em segundo lugar, poder entender quem é essa criança e podermos entender, enquanto pais, educadores e gestores, podermos repensar o que estamos propondo para elas.
      É nessas brechas que aparecem as mensagens, pérolas, a partir das quais você vai entender melhor o que essa criança tem interesse, dificuldade, medo, o que ela gosta, quais são os desejos e fantasias. Muitas coisas ela reproduz quando  brinca, desenha e se movimenta. Ela reproduz como vê o mundo, coisas que vive em casa, medos e frustrações".
      A criança protagonista
      "A criança é protagonista o tempo inteiro. O temHá escolas interessantíssimas, que dão espaço para esse protagonismo, que colocam a criança nesse espaço de protagonista de verdade, ouvindo de verdade. O protagonismo acontece o tempo inteiro. Está acontecendo no recreio, quando você dá uma atividade livre para criança, está acontecendo quando o professor vira as costas e as crianças já estão ali, com sinais e códigos entre elas".
      O adulto, a brincadeira e a criança
      "Há uma ilusão de que poderemos controlar um filho o tempo todo. Há uma pressão tamanha na vida da criança que inconscientemente ela percebe. E não há espaço para respirar, e isso é ruim para seu desenvolvimento. Ela tem que ter autonomia, seu espaço de controle.
      Créditos: iStock

      "Há uma ilusão de que poderemos controlar um filho o tempo todo. Há uma pressão tamanha na vida da criança que inconscientemente ela percebe."

      Há uma pressão, um direcionamento o tempo todo, e se acha ainda, apesar de tantos estudos, que o tempo livre de brincar, da criança fazer o que bem tem vontade, é perda de tempo. Na verdade, é um grande ganho para o desenvolvimento da criança, para a sua descoberta e compreensão do mundo.
      Hoje temos um adulto muito mais vigiando do que propiciando situações de brincadeira livre
      Brincar junto também é um elo de comunicação com a criança. É interessante brincar junto em alguns momentos, mas não ficar querendo ensinar à criança como se faz".
      O tempo da infância
      "As crianças brincam de faz de conta: imitam ou ressignificam a vida real. Você pode propiciar o tempo, o espaço e objetos. Quando você deixa a criança, ela constrói uma narrativa na brincadeira. A gente, por conta do tempo, acaba interrompendo essas narrativas da brincadeira. Eu sempre falo para os professores que, de uma forma inconsciente, a gente acaba podando violentando processos que a gente não acompanha. A brincadeira acabou por que o relógio diz, mas o tempo das crianças é outro"
      Emoção e sentimentos
      "Acho que nossa atitude de controle, de querer ensinar o tempo todo, também tem a ver com as doenças que as crianças tem tido, físicas e psíquicas, como hiperatividade. A criança que tem muita energia, agressiva, que não para um minuto, muitas vezes é medicada.
      Por que será que essa criança está a mil por hora? Muitas vezes ela está pedindo socorro. Ela está agressiva por que não sabe lidar com suas emoções de outro jeito.
      Em vez de encaixotá-la e medicá-la, já colocar uma tarja dizendo que ela é assim ou assado’, crie situações em que ela possa colocar energia para fora. Não é preciso ser psicólogo para isso. É claro que muitas vezes as crianças precisam ser encaminhadas para um especialista, mas esse não é o primeiro recurso".
      Criança, publicidade e consumo
      "É difícil falar não, mas por trás dessa fala e desse desejo [da criança, que pede coisas] há um 'presta atenção em mim'. Se a criança fica chacoalhando o adulto e pedindo algo, é porque quer o adulto com ela. O brinquedo é muito mais uma desculpa. Mas, claro, também há uma influência subliminar da propaganda nesse gesto de pedir".
      Telas e desenvolvimento infantil
      "Até um ano de vida, a criança vai descobrir o mundo através dos sentidos. É uma fase que precisamos oferecer espaços de experimentação: para a criança levar coisas à boca, cheirar, tocar, pisar, cair e levantar.
      Créditos: iStock
      "A criança fica hipnotizada pela tela, mas o corpo não se mexe, e cria uma grande ansiedade quando o adulto chega e diz que acabou"

      Estamos vendo os bebês sentados nos carrinhos sempre com uma tela na frente, e com pouco contato com a natureza. E isso é uma coisa nossa, de adultos, de sociedade. A criança fica hipnotizada pela tela, mas o corpo não se mexe, e cria uma grande ansiedade quando o adulto chega e diz que acabou.
      Nos primeiros anos de vida essa exposição é pouco indicada porque a criança ainda não tem maturidade cognitiva. Com as telas, ela está numa concentração mental, e o corpo está parado. Sempre coloco assim: telas para os bebês, nem pensar".
      A cultura, as origens e as singularidades de cada criança
      "A gente acha que conhece as crianças, mas a verdade é que a gente não conhece. De repente, você está ali com 2 ou 3 filhos, criados na mesma família, e cada um é um mundo. Não só a criança já tem um repertório cultural, familiar, mas tem um repertório próprio. Cada criança tem um jeito único, uma essência única. Mas é também quando falamos de potência: cada criança tem uma potência única que a faz única. 
      Você vê muito as escolas e os educadores buscando modelos lá fora. Eu digo que os modelos podem ser inspiradores, mas temos a nossa cultura. Não podemos deixar de considerar quem é essa criança, sua família, a diversidade cultural do nosso país.  Todos somos únicos, temos uma história ancestral que é unica".