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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Cursos de Atualização 2017: Psicomotricidade, Alfabetização de Autistas, DEL (Distúrbio Específico de Linguagem), Neurociência e Transtornos de Aprendizagem e Mediação Escolar e DIR/Floortime




LOCAL:
Colégio Pedro II - Sala de Audiovisual - Rua São Francisco Xavier, 204/208 - Tijuca

INFORMAÇÕES:
E-mail: contato@creativeideias.com.br
Telefone: (21) 25778691 ou 98068-4462 (WhatsApp)

CERTIFICADO:
Carga horária do certificado de participação (cada curso): 8h


PÚBLICO ALVO:
Profissionais e Estudantes de Graduação e/ou Pós da área da saúde e da educação, Familiares, e demais interessados no assunto.


CRONOGRAMA:
9h às 10h - Credenciamento
10h às 12h30 - Aula
12h30 às 13h30 - Almoço
13h30 às 17h - Aula
17h - Encerramento


PROGRAMA DO CURSO:

- Psicomotricidade e Desenvolvimento Infantil;
- Aspectos do Desenvolvimento Motor;
- Desenvolvimento Psicomotor da Criança;
- Exercícios Psicomotores;
- A Psicomotricidade no Processo de Aprendizagem;
- A Avaliação Psicomotora;
- Atividades Psicomotoras.



PALESTRANTE:

Fátima Alves - Fonoaudióloga, Sócio-terapeuta Ramain-Thiers, Psicomotricista titulada pela SBP. Mestre em Ensino de Ciências da Saúde e do Ambiente, UNIPLI. Docente da Pós-graduação presencial e da Licenciatura a distância em Pedagogia da Faculdade Unyleya. Orientadora de monografia dos cursos de Psicomotricidade e Arteterapia da AVM/UCAM. Professora Convidada dos cursos de pós-graduação em Psicopedagogia e Educação Inclusiva da FAMESP. Professora convidada na formação em Arteterapia no Ateliê de Marise Piloto. Docente e orientadora de TCC da Laureate International Universities IBMR Centro Universitário. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Psicomotricidade, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, psicomotricidade, inclusão e down. Presidente da ABP, gestão 2008/2010. Conselheira da ABP. Autora dos livros da WAK Editora: “Psicomotricidade: corpo, ação e emoção”; “Inclusão: muitos olhares, vários caminhos e um grande desafio”; “Como aplicar a Psicomotricidade: uma atividade multidisciplinar com Amor e União”, “Para Entender a Síndrome de Down”, “A Psicomotricidade e o Idoso: uma educação para a saúde” e “A Infância e a Psicomotricidade: A pedagogia do corpo e do movimento”. Participante de eventos nacionais e internacionais em Psicomotricidade e Educação como ministrante em palestras, cursos e workshops. Colunista no blog CREATIVEIDEAIS - http://creativeideias.blogspot.com.br.







PROGRAMA DO CURSO:

Aguardando mais informações fornecidas pela palestrante.


PALESTRANTE:

Rita Thompson - Membro da diretoria da ABENEPI – Associação de Neurologia e Psiquiatria Infantil; Membro da SOPERJ – Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro; Mestre em Educação; Graduada em Pedagogia e em Psicomotricidade; Pós-graduada em Psicomotricidade GAE-ISRP Paris e em Psicopedagogia; Docente na Universidade Estácio de Sá; Coordenadora do atendimento a crianças com TEA, TDAH e Deficiência Intelectual no Instituto de Pesquisas Neuropsiquiatricas SUAV; Membro da Sociedade Brasileira de Psicomotricidade - SBP, e autora de diversos artigos científicos (em livros de psicomotricidade, neuropsicologia, neuroeducação e educação).







PROGRAMA DO CURSO:

Distúrbio Específico de Linguagem (DEL):

1. Conceito

2. Classificação

3. Fatores etiológicos

4. Sintomatologia

5. Perfil Linguístico-cognitivo


Avaliações fonoaudiológicas em linguagem oral:

1. Exame Fonético-Fonológico

2. Processamento Fonológico: Consciência Fonológica (Pamplona e Capovilla); acesso lexical (nomeação automatizada rápida); memória operacional (alça fonológica: spam de dígitos ITPA, repetição de pseudopalavras; esboço visuo-espacial: memória seqüencial visual ITPA).

3. ABFW

4. PEABODY

5. ADL

6. Pragmática: PROC

7. Narrativa de Relato e História
Estratégias terapêuticas em linguagem oral:

1. Reorganização do sistema fonológico – recepção e expressão; ambientes facilitadores; zona de desenvolvimento proximal.

2. Desenvolvimento do campo semântico-lexical e semântico-pragmático.

3. Desenvolvimento da narrativa de relato e história – microestrutura (nível morfossintático) e macroestrutura narrativa – sequências lógicas e recontagem de histórias.


PALESTRANTE:

Gladis dos Santos - Fonoaudiologia pelo Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação (1986), pós-graduação em psicomotricidade e mestrado em Tecnologia Educacional nas Ciências da Saúde pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006). Atualmente é professora assistente da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Fonoaudiologia, com ênfase em Linguagem, fundamentando abordagem clínica pela neuropsicologia e psicomotricidade, atuando principalmente nos seguintes temas: transtornos da linguagem oral e escrita, metacognição, reorganização cognitiva / psicomotora (atenção, percepção, memória, fala, pensamento e movimento).







PROGRAMA DO CURSO:

- Diferenciar os conceitos de Transtornos, Dificuldades de Aprendizagem;
- Reconhecer as bases neurobiológicas e neuropsicológicas dos transtornos e dificuldades da aprendizagem/ comportamento;
- Reconhecendo o cérebro hiperativo e recriando estratégias pedagógicas na sala de aula;
- Distúrbio da Atenção, Distúrbios de Memória, Distúrbios de Linguagem. Depressão, Transtorno Obsessivo Compulsivo. Neurobiologia do Estresse. Bullying, Psicobiologia do Medo e Fobias escolares.



PALESTRANTE:

Marta Relvas - Bióloga, Neurobióloga, Psicopedagoga, Membro da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento, Pós graduada em Anatomia Humana, Especialista em Fisiologia Humana, Bioética Aplicada e Didática do Ensino Superior, atua ainda como Pesquisadora na área de Biologia Cognitiva e Aprendizagem. Mentora do Curso de Pós Graduação de Neurociência Pedagógica da Universidade Cândido Mendes - Faculdade Integrada AVM; Autora dos livros: "Fundamentos Biológicos da Educação - Desenvolvendo inteligência e afetividade na aprendizagem"; "Neurociência e os Transtornos de Aprendizagem"; "Neurociência e Educação - Gêneros e potencialidades na sala de aula"; dentre outros livros e DVD pela WAK Editora.







PROGRAMA DO CURSO:

- Reconhecer as diferenças individuais no ambiente escolar;
- Como são as capacidades regulatórias do aluno;
- Reconhecer os níveis de desenvolvimento do aluno;
- Estrategias para auxiliar na regulação;
- Adaptação da rotina, do ambiente, do conteúdo nos diferentes perfis de aluno;
- Adaptação da nossa forma de agir para facilitar a rotina escolar;
- Como lidar com as birras e crises da criança na escola;
- Como usar o interesse da criança para desenvolver as atividades escolares;
- Como analisar se o conteúdo que estamos apresentando é o adequado para aquele aluno, se ele entende e se há significado para o aluno.



PALESTRANTE:

Helena Gueiros - Terapeuta DIR/Floortime C2 pelo ICDL Institute; Certificada em Integração Sensorial - Mentorship 1 pela SPD Foundation; Fisioterapeuta; Psicomotricista; Coordenadora da pós-graduação em Desenvolvimento Infantil da Faculdade Redentor e Docente da Graduação da Faculdade Redentor. CREFITO-2: 113320-F.


OBSERVAÇÃO: Se, por motivo de doença, falecimento ou outro fator impeditivo, qualquer um dos palestrantes contratados para o evento não puder apresentar-se, fica ajustado que a comissão organizadora providenciará a substituição por outro profissional. Caso haja algum problema operacional em relação ao local do evento, fica ajustado que a comissão organizadora providenciará a substituição por outro local.




INVESTIMENTO:



GRUPOS*:
A partir de 5 pessoas em cada curso matriculado - forma de pagamento em depósito - R$ 60,00 por integrante do grupo.


ATENÇÃO: Caso após o preenchimento e finalização da ficha de inscrição, o participante queira mudar de curso, é necessário preencher uma nova ficha e verificar se há disponibilidade do mesmo.



PAGAMENTO E INSCRIÇÃO: www.creativeideias.com.br


terça-feira, 7 de junho de 2016

Filme: "Como Estrelas na Terra"



O jovem Ishaan tem muita dificuldade para se concentrar nos estudos, e mal consegue escrever o alfabeto. Depois de diversas reclamações da escola, o pai, que acredita que Ishaan não faz as tarefas por falta de comprimisso, decide levá-lo a um internato, o que leva o menino a entrar em depressão. 

Mas, um professor substituto de artes, Nikumbh, logo percebe o problema de Ishaan, e entra em ação com seu plano para devolver a ele a vontade de aprender e, sobretudo, viver.

Assista:

Estratégias na sala de aula para crianças Déficit de atenção ou TDAH

Déficit de atenção
1-      Incrementar a imediata correlação entre prêmios e consequências.
2-      Quando não se comporta adequadamente na sala de aula, recomenda-se que se dê um tempo para meditar sobre o que fez (time out).
3-      Aconselha-se supervisão nos recreios e horários livres.
4-      Tentar evitar críticas e “sermões”. É preferível chamar-lhe a atenção de uma forma prudente e calma quando ela não tiver se comportando corretamente.
5-      Reforçar seu comportamento positivo com cumprimentos, reconhecimentos, etc.
6-      Sentá-la próximo da professora ou de algum colega que possa ser visto como um líder positivo.
7-      Firmar um “contrato de comportamento positivo” com ela, incluindo aquelas condutas que estão ao seu alcance.
8-      Motiva-la quando consegue reprimir um impulso, por exemplo, na sala de aula, quando consegue levantar a mão para responder ao invés de responder impulsivamente.
9-      Orientar a atenção da criança que tem Déficit de atenção para a tarefa que será iniciada. É importante ajuda-la a descobrir e selecionar a informação mais importante, organizá-la e sistematizá-la.
10-  É necessário dar a ela regras consistentes sobre o que deve fazer; as instruções devem ser parceladas. Em alguns casos é conveniente enumerar as instruções para que seja mais fácil para elas segui-las.
11-  As rotinas de trabalho devem ser claras. Devem ser evitadas, na medida do possível, variações imprevistas.
12-  Não é conveniente fazer atividades com limites de tempo. Isto pode favorecer condutas impulsivas.
13-  Permitir um tempo extra para completar seus trabalhos.
14-  Encurtar períodos de trabalho de modo a coincidirem com seus períodos de atenção.
15-  Dividir os trabalhos que lhes sejam dados em partes menores de modo que elas possam completá-los.
16-  Entregar os trabalhos um de cada vez.
17-  Reduzir a quantidade de deveres de casa.
18-  Dar instruções tanto orais como escritas.
19-  Estabelecer sinais secretos entre a criança e o professor para poder fazê-lo notar quando está começando a se distrair.
Déficit de atenção
20-  É importante que estas crianças que têm Déficit de atenção ou TDAH estejam em ambientes de trabalho motivadores, com tarefas que sejam significativas para elas. Deve-se atrair o seu interesse e apresentar a ela tarefas que sejam desafiantes. Existia a crença que seria conveniente que crianças com Déficit de atenção ou TDAH estivessem em ambientes de trabalhos com poucos estímulos porque tudo lhes chamava a atenção; no entanto, agora se sabe que é importante proporcionar-lhes uma estimulação adequada, num ambiente que seja estimulante para estas crianças.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Importância da Psicomotricidade nas Dificuldades de Aprendizagem

Sempre que se fala em Psicomotricidade o primeiro pensamento que vem à mente relaciona-se com a capacidade que o ser humano tem para executar um movimento e, por conseguinte, o desenvolvimento do corpo, muitas vezes associada à prática do desporto e da Educação Física.

Mas, na realidade, a Psicomotricidade é uma ciência que está relacionada ao processo de maturação, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas, sendo, deste modo, sustentada por três conhecimentos básicos: o movimento, o intelectoe o afeto.
A psicomotricidade é atualmente concebida como a integração superior da motricidade, produto de uma relação inteligível entre a criança e o meio. É um instrumento privilegiado através do qual a consciência se forma e se materializa.
A educação psicomotora é fundamental na vida da criança, e está refletida no histórico de vida do sujeito, podendo observar-se a PARTIR daí, o desenvolvimento da criança, o seu relacionamento com o mundo, a sua interação com as pessoas, a forma como pensa e como atua, expressando as suas sensações e sentimentos, e utilizando o corpo como instrumento rico e significativo para a comunicação.
Este trabalho inicia-se na Educação Infantil, onde as crianças ainda se encontram em fase de experimentações corporais, onde iniciam as descobertas espaciais, temporais e tónicas.
Todas as atividades devem trabalhar as bases psicomotoras, sendo estas: a tonicidade, anoção do corpo, a equilibração, a lateralidade, a estruturação espácio-temporal, a praxia global e a praxia fina. Estas devem ser inseridas e integradas de acordo com a faixa etária.
O desenvolvimento dos fatores psicomotores, permite à criança uma melhoria da postura, da dissociação dos movimentos, da coordenação global dos movimentos, da motricidade fina, do ritmo discriminação táctil, visual e auditivo, da integração das estruturas espaciais e temporais, do aumento da capacidade de atenção e concentração.
A educação psicomotora deve incidir, essencialmente, para crianças até aproximadamente os 7/8 anos de idade, sendo um período fundamental do desenvolvimento infantil, no qual a criança tem necessidade de agir e EXPERIMENTAR para adquirir o conhecimento, favorecendo a maturação psicológica por meio da motricidade, do agir e do brincar, que são a base do desenvolvimento do pensamento.
A Psicomotricidade nas Dificuldades de Aprendizagem pode trabalhar os seguintes fatores, com os seus objetivos:
  • Tonicidade: relaxação ativa e passiva;
  • Equilibração: equilíbrio estático e dinâmico;
  • Noção do corpo: conhecimento do próprio corpo e do corpo de outrem; noções espaciais do próprio corpo e do de outrem; interiorização da imagem corporal; coordenação, caligrafia, leitura harmoniosa, gestual, ritmo de leitura (frase, palavra), imitação, entre outros;
  • Lateralidade: identificação da dominância lateral; reconhecimento da direita e da esquerda; ordenação espacial, direção gráfica, ordem das letras e dos números; discriminação visual; estruturação espácio-temporal; noções espaciais e temporais; estruturação rítmica; perceção visual e auditiva; identificação de ruídos e sons; identificação e combinação de letras e números (modalidades visuais, auditivas e cinestésicas); noções de esquerda e direita, alto e baixo (b / p; n / u; ou / on), dentro e fora (espaço para escrita: progressão/grandeza, classificação/seriação, orientação/cálculos);
  • Praxia global e fina: perturbações do grafismo (motora fina); manipulação / preensão.
No que se refere à aprendizagem da leitura e da escrita, as relações existentes, entre estas e o aumento do potencial psicomotor da criança proporcionam condições favoráveis às aprendizagens escolares.
A aprendizagem da escrita é especialmente, um processo de relação preceptivo-motora, pois os sinais gráficos devem ser transcritos para o papel de forma organizada, seguindo o tempo e o espaço.
Pode-se concluir, portanto, que as contribuições da psicomotricidade na aquisição da pré-escrita estão relacionadas com o domínio do gesto, com a estruturação espacial e a orientação temporal que são os três fundamentos básicos da escrita, os quais supõem: uma direção gráfica (escrevemos horizontalmente da esquerda para a direita); noções de cima e baixo (n e u); de esquerda e direita e de oblíquas e curvas (g); e noção de antes e depois.
A realização de exercícios de pré-escrita e de grafismo são necessários para a aprendizagem das letras e dos números, com a finalidade de permitir à criança atingir o domínio do gesto e do instrumento, a perceção e a compreensão da imagem a reproduzir. Esses exercícios são desenvolvidos através de atividades puramente motoras ou de grafismo.
“Brincar com a criança não é perder tempo, é ganha-lo; se é triste vê-los sem escola, mais triste ainda é vê-los, sentados e enfileirados, em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do Homem.” Drummond

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Coluna do dia: Maria Paula Raphael - A Fonoaudiologia colaborando nas situações adversas na Educação





O ingresso das crianças nas escolas esta acontecendo cada vez mais cedo e sua permanência tem ocupado um significativo espaço em seu dia. A escola, desta forma, tem desempenhado um papel muito importante em seu processo de amadurecimento de habilidades e competências cognitivas, ou seja, a escola torna-se peça fundamental para um desenvolvimento harmonioso dessas crianças. 


Nesta perspectiva, muitas são as situações que podem afetar diretamente e/ou indiretamente seus (das crianças) processos de aprendizagem causando alterações nos comportamentos em geral. Consequentemente, haverá alterações nas condutas disciplinares, em seus rendimentos e em suas relações interpessoais (aluno-aluno, professor-aluno, aluno-escola). Logo, é preciso atenção aos comportamentos iniciais baseadas na linguagem não-verbal.


Com essa demanda cada vez mais antecipada das crianças dentro do ambiente escolar, a escola passou a se preocupar em demonstrar que, ali, as crianças terão um aconchego semelhante aos seus lares. A questão afetiva ganha relevância e, em consequência, cresce os inúmeros questionamentos sobre determinados comportamentos ‘fora do padrão’; e ampliam-se os espaços de trabalho da equipe multidisciplinar nas escolas e também a busca por especializações relacionadas aos distúrbios ou transtornos de aprendizagem.


Uma vez observada precocemente qualquer alteração, é possível detectar e evitar futuros problemas na aprendizagem que provavelmente aparecerão na classe de alfabetização. Ou seja, essa alteração não será percebida, necessariamente, com o início da oralização da criança: primeiro, são os balbucios; e, depois, os sons intencionais, por volta dos 10/18 meses. Ou sejam a criança ignorada em sua fase não verbal apresentará dificuldades de aprendizagem em sua fase escolar. A criança que não recebe a atenção devida em sua formação linguística inicial estará propensa a desenvolver intensas alterações comportamentais na fase adulta, como indecisão, insegurança, incapacidade de escolhas, instabilidade profissional, ausência de autonomia e uma grande imaturidade emocional. 


A antecipação da entrada da criança na escola abre oportunidade de agravamento das dificuldades e transtornos de aprendizagem, já claramente observados nos dias atuais.


Diante de tantas perdas, a criança (aluno) se encontra em uma espiral decadente e sem pontos de superação, quando, na verdade, deveria estar em um processo de evolução cognitiva, emocional e, mesmo, física. Ou seja, a criança vive uma fase de conflitos, pois as suas relações tornam-se menos assertivas e tendem a levá-la a um caminho social desfavorável, com forte possibilidade de introduzi-la, por exemplo, no uso abusivo de drogas (álcool, cigarro e outros), ou a um total desinteresse das relações em geral, ou, mesmo, no abandono dos estudos, este último item sendo a base do chamado ‘fracasso escolar’.


A perspectiva de se evitar a dificuldade de aprendizagem pela prevenção precisa ser conscientizada, principalmente, em ambiente familiar. E nesse caso, a ajuda de um fonoaudiólogo torna-se muito importante, assim como o acompanhamento dos demais profissionais. Por meio de exercícios psicomotores, e sensoriais, o fonoaudiólogo ajuda a criança a lidar com essas dificuldades, além de orientar a família e os professores, já que esses distúrbios podem afetar a autoestima da criança e dificultar a convivência com os colegas. 


A indicação de um fonoaudiólogo é necessária se/quando a criança:

  •   Tem 02 anos e não fala ou se expressa muito pouco;

  •   Não emite nenhum som ou letra com 01 ano;

  •   Tem diferenças percebidas pelas pessoas que convivem com ela diariamente;

  •   Não acompanha com a cabeça e o olhar os objetos sonoros (fonte sonora) tais como chocalhos, chamar pelo nome etc.;

  •   Tem dificuldades em compreender o que lhe é dito;

  •   Não faz contato visual e não demonstra qualquer interesse em interagir e comunicar-se;

  •   Esta constantemente com a boca aberta;

  •   Apresenta rouquidão constante e por um longo tempo;

  •   Prefere alimentos pastosos e tem dificuldades ou rejeitam os alimentos sólidos;

  •   Tem mais de quatro anos e gagueja;

  •   Faz tratamento ortodôntico e/ou faz uso de de aparelho devido a presença de maus hábitos orais ou uso prolongado de chupeta ou chupar o dedo);

  •   Esta na escola e apresenta dificuldades de aprendizagem.



Caso o educador tenha conhecimento sobre as fases de desenvolvimento de linguagem da criança e o que esperar de seus alunos em cada fase etária, poderá identificar as dificuldades manifestadas no âmbito escolar e encaminhá-los aos profissionais habilitados. A suspeita quanto a presença, por exemplo, de portadores de distúrbios ou mesmo de dificuldades intelectuais de aprendizagem, em sala de aula, oferece a chance de o profissional da educação apropriar-se de métodos de ensinagem mais atualizados e eficientes e estes auxiliarão a evolução da aprendizagem das crianças.



Até a próxima.





Maria Paula Costa Raphael

Fonoaudióloga, Sociopsicomotricista Ramain-Thiers, Fonoaudióloga e Supervisora de Fonoaudiologia do Projeto Escola na SPB  de 1991 / 1997, Docente da AVM  Faculdade Integrada, cursos de pós graduação (UCAM), Eventos em Educação,  Supervisora na Formação em Sociopsicomotricidade Ramain-Thiers, Palestrante em eventos de educação.

A coluna da Maria Paula Raphael é publicada quinzenalmente, sempre revezando com a da Fátima Alves.