segunda-feira, 21 de abril de 2014

Comissão aprova lei para desconto em torpedos enviados por pessoas com deficiência auditiva

Celular com imagem de carta na tela
A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática aprovou projeto (PL 3554/12, do Senado) que assegura desconto nos planos de mensagem de texto por celular para pessoas com deficiência de audição ou fala. 
Hoje, as operadoras já são obrigadas a oferecer esses planos especiais, mas a determinação é feita por meio de resolução da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O projeto torna essa medida expressa em lei.
O relator do projeto na comissão, deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC), disse que a resolução não tem garantido o direito para essa população. 
 "As pessoas que têm procurado esse tipo de atendimento, não conseguem. Por lei, aí sim, [as operadoras] teriam que obrigatoriamente atender a essas pessoas."
O parlamentar modificou o texto original do projeto para determinar que o custo desse desconto seja coberto por recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Ele afirmou que, com isso, ficará garantido o financiamento do benefício.
 
Comunicação
 
A deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) chamou a atenção para a importância que o serviço de torpedos tem para os deficientes de fala e audição, que só podem se comunicar a distância por escrito. Ela também defendeu que seja facilitado o acesso dessa parcela da população à internet.
O sindicato que reúne as operadoras de celular informa que já são oferecidos planos especiais às pessoas com deficiência de audição ou fala, desde que sejam apresentados um exame audiométrico ou a carteirinha de uma associação de surdos.
 
Tramitação
 
A proposta tramita em caráter conclusivo e foi aprovada pela Comissão de Ciência e Tecnologia em março passado. O projeto já passou pela Comissão de Seguridade Social e Família e ainda precisa ser votado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Se for aprovado o texto modificado pela Câmara dos Deputados, o projeto volta ao Senado para nova análise.
 

Espaço Itaú de Cinema oferece tecnologia de acessibilidade a partir de smartphones e tablets

Logotipo do Whatscine
O Whatscine, que está sendo usado pela primeira vez no Brasil, ficará disponível somente no complexo Frei Caneca, na exibição do filme “Hoje eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, que estreou na quinta, dia 10 de abril.
 
O aplicativo é gratuito e transmite recursos de audiodescrição, interpretação em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e subtitulação – conteúdo acessível produzido pela OSCIP Mais Diferenças.
Em parceria com a OSCIP Mais Diferenças, o Espaço Itaú de Cinema e a Vitrine Filmes lançam no cinema o Whatscine: aplicativo que transmite recursos de audiodescrição, interpretação em LIBRAS e subtitulação a smartphones e tablets, permitindo a inclusão de pessoas com deficiência
O programa tem estreia exclusiva no cinema brasileiro com o filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, do diretor Daniel Ribeiro. O aplicativo estará disponível gratuitamente, a partir da próxima quinta-feira, 10 de abril, no Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca, em São Paulo.
O Whatscine, tecnologia desenvolvida pela Universidad Carlos III, de Madri, oferece acessibilidade a pessoas com deficiência em smartphones e tablets. 
Isso é possível graças aos recursos de (a) audiodescrição via fones de ouvidos; (b) imagens nas telas dos dispositivos de intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS); (c) e subtítulos também nos visores. 
Sua utilização não gera desconforto aos espectadores sem deficiência, pois possui baixa luminosidade e o áudio não é transmitido por alto falante. O aplicativo oferece ainda opções de interatividade e publicidade aos espectadores, trazendo novas opções de entretenimento.
O objetivo do Espaço Itaú de Cinema e do Whatscine é promover a inclusão, o lazer compartilhado e o acesso à cultura para todos, equiparando oportunidades e incorporando novo público ao cinema. 
O Whatscine foi lançado recentemente na Europa,e sua introdução no Brasil mostra a importância do nosso país no cenário de inclusão das pessoas com deficiência”, comenta Luis Mauch, um dos idealizadores da iniciativa.
 
Sobre Recursos de Acessibilidade
 
Audiodescrição: A audiodescrição, informação falada de imagens, é um recurso de acessibilidade que possibilita ao cego captar o que é visual numa cena. É um detalhamento do que está na imagem. A audiodescrição consiste em descrever cenários, personagens, posições, formas, cores, situações e detalhes para que as pessoas com deficiência visual tenham acesso aos bens e produtos culturais.
 
Interpretação em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS): Tradução do conteúdo e do contexto do texto falado. É um recurso de acessibilidade que possibilita que as pessoas com deficiência auditiva ou surdas tenham acesso às informações sonoras através da interpretação na Língua Brasileira de Sinais.
 
Subitulação: Legendas escritas que apresentam, além dos diálogos, os elementos narrativos não verbais, como sons, músicas, efeitos sonoros e indicação de personagens. Este recurso de acessibilidade é destinado aos espectadores com deficiência auditiva ou surdez, promovendo o acesso a informações que auxiliam no entendimento da obra
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HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO 
Origem: Brasil, 2013
Duração:96 min 
Censura: 12 anos   
Direção: Daniel Ribeiro   
Elenco: Ghilherme Lobo, Tess Amorim, Fabio Audi   
Sinopse: Leonardo é um adolescente cego em busca de sua independência. Seu cotidiano, a relação com a melhor amiga, Giovana e a sua forma de ver o mundo ganham novos contornos com a chegada de Gabriel um menino que vai fazê-lo descobrir coisas que ele nem imagina.  
Distribuição: Vitrine
Fonte: Portal de Tecnologia Assistiva
 
 

Um tabu impede que se discuta a maldade infantil. Mas ela existe. E pode esconder transtornos graves.

por Martha Mendonça
Aos 7 anos, T. convenceu seus pais, profissionais liberais de Belo Horizonte, a demitir duas empregadas domésticas. O motivo alegado: elas batiam nele. As duas negaram as agressões, mas o menino chegou a apresentar uma marca roxa no braço. Um ano depois, nova queixa sobre outra empregada. Revoltado, o casal decidiu colocar câmeras escondidas. O que viram foi uma surpresa: T. era o agressor, com pontapés e atirando brinquedos. No fim de uma semana, perguntaram se a empregada havia batido nele novamente. Choroso, T. respondeu que havia sido surrado na cozinha – onde as imagens não mostravam nada. Diante das sucessivas mentiras, foi castigado. 

Três anos depois, reincidiu. Com os pais já separados, adquiriu o costume de tirar dinheiro da carteira dos dois, dizendo ao pai que era a mesada da mãe, e vice-versa. Os pais só descobriram a farsa durante uma discussão sobre dinheiro. Pouco antes, uma empregada fora mandada embora da casa da mãe depois do sumiço de R$ 50. T. disse que a vira pegar a nota. Diante disso, os pais concluíram que o menino precisava de tratamento. Poucas sessões depois, o diagnóstico foi duro: ele apresentava o chamado transtorno de conduta, nome formal para a velha “índole ruim”. 

“Não é fácil a sociedade aceitar a maldade infantil, mas ela existe”, diz Fábio Barbirato, chefe da Psiquiatria Infantil da Santa Casa, no Rio de Janeiro. Ele explica que a criança ou adolescente que tem essa patologia pode se transformar, na vida adulta, em alguém com a personalidade antissocial – o termo usado hoje em dia para o que era chamado de psicopatia. “Essas crianças não têm empatia, isto é, não se importam com os sentimentos dos outros e não apresentam sofrimento psíquico pelo que fazem. Manipulam, mentem e podem até matar sem culpa”, diz Barbirato. Por volta da década de 70 do século passado, teorias sociais e psicanalíticas tentaram vincular esse comportamento perverso à educação e à sociedade. Nos últimos anos, porém, os avanços da neurologia sugerem a existência de um fenômeno físico: imagens mostram que, nas pessoas com personalidade antissocial, o sistema límbico, parte do cérebro responsável pela empatia e pela solidariedade, está desconectado do resto. 

Um obstáculo para o tratamento de crianças com sinais de transtorno de conduta é o próprio tabu da maldade infantil. O senso comum afirma que as crianças são inocentes – uma crença que resulta da evolução histórica da família. Até o século XVII as crianças eram consideradas pequenos adultos e muitas nem sequer eram criadas pelos pais. No século XVIII, isso mudou. A família burguesa fechou-se em si mesma, dentro de casa. O lar virou um santuário e a criança o centro dos cuidados e das atenções. Foi o nascimento do sentimento de infância, dentro de um grupo que agora tinha como laços o afeto e o prazer da convivência. Se a criança é o eixo do sentimento moderno de família, ela não pode ser má. Eis o tabu. 

Foto: Renato Rocha Miranda/Divulgação TV Globo
NÃO PODE
A atriz mirim Klara Castanho como Rafaela, a criança manipuladora de 
Viver a vida. A justiça não quer que ela seja má


Desde que a novela das 9 da TV Globo, Viver a vida, foi ao ar, em 2009, o Ministério Público do Rio de Janeiro acompanhou de perto a personagem Rafaela. A menina, vivida pela atriz mirim Klara Castanho, de 9 anos, desagradou à Justiça. O autor, Manoel Carlos, foi notificado. No documento, um pedido para que ele tenha “cuidado ao elaborar a personalidade de personagens cujos atores são menores de idade”. Na trama, Rafaela é uma menina mimada, que, para defender seus interesses, faz chantagem com uma amiga de sua mãe. Rafaela não pratica a maldade sem motivações concretas ou demonstra curiosidade mórbida. Ainda assim, o Ministério Público considera a personagem pouco adequada. Criança, aparentemente, não pode ser vilã. 

As escolas, porém, desmentem isso: elas costumam ser o palco diário das maldades das crianças com transtorno de conduta. A psiquiatra carioca Ana Beatriz Barbosa Silva, autora do best-seller Mentes perigosas, diz que crianças e adolescentes com esse distúrbio costumam estar por trás dos casos mais graves de bullying. Em maio, ela lançará Bullying – Mentes perigosas nas escolas, com foco na maldade infantil. “É típico do jovem com transtorno de conduta saber mentir e manipular para que os outros levem a culpa”, afirma. Barbirato faz uma ressalva. “Pequenas maldades e mentiras são absolutamente comuns na infância. De cada 100, cerca de 97 têm comportamento normal e, ao amadurecer, saberão diferenciar o certo do errado e desenvolverão a empatia”, diz. 

Mas, e os 3% que faltam? Serão obrigatoriamente personalidades antissociais na vida adulta, seres sem empatia? Os especialistas são taxativos ao afirmar que não se cura transtorno de conduta. Ele será, no máximo, amenizado se tratado a tempo e houver sempre algum tipo de vigilância. Na maior parte dos casos, porém, isso não acontece. E o resultado de ninguém ter notado esses sinais durante a infância aparece de forma trágica. “Essa criança poderá ser um político corrupto, um fraudador, até um torturador físico ou emocional, chegando a um assassino em série”, diz Ana Beatriz. 

Os especialistas afirmam que não se cura transtorno de conduta, mas ele pode ser amenizado
No último domingo, um exemplo extremo ocorreu na Pensilvânia, Estados Unidos. Jordan Brown, de apenas 11 anos, deu um tiro na nuca da namorada do pai, grávida de oito meses. O menino chegou a conseguir enganar a polícia dizendo que uma caminhonete preta havia entrado na propriedade da família. Mas a arma foi encontrada em seu quarto. A polícia não entendeu a motivação do crime. “Há casos em que a explicação é simplesmente uma curiosidade mórbida”, afirma Ana Beatriz. “Todos nós, quando pequenos, temos essa curiosidade. Mas, por volta de 4 ou 5 anos, começamos a ter a percepção do outro. O que não acontece com quem tem o transtorno de conduta.” A falta de tratamento dessas crianças é, muitas vezes, consequência da ignorância ou da falta de recursos. Mas não só. A estrutura familiar de hoje, com pais trabalhando fora o dia todo e com tendência a dar poucos limites aos filhos, favorece o desenvolvimento do transtorno de conduta. Qualquer criança que não é repreendida pelo pais sobre seus erros tende a crescer pouco civilizada. Se ela tem uma tendência antissocial, não haverá amarras para esse comportamento. 

O relato de um psiquiatra do Rio Grande do Sul mostra quanto é difícil pais assumirem a necessidade de tratamento dos filhos. Em 2008, ele teve como paciente R., de 11 anos. A menina colocara fogo na mochila de uma colega de turma. Repreendida por professores e pais, teve como reação apenas rir. No ano anterior, fizera o mesmo com o rabo do cachorro de uma prima. Questionada, disse apenas que a prima não merecia ter um cachorro. Durante o tratamento, R. afirmou ao psiquiatra que não nutria nenhum sentimento especial em relação aos pais.“Ela tinha um olhar frio e uma ironia extremamente precoce para sua idade. Não sentia culpa. R. me tratava como um empregado”, diz o psiquiatra. Depois de um ano de tratamento, os pais acharam que ela estava melhor e poderia interromper as sessões. “Ela os manipulou – e disse a mim, explicitamente, que fingiria estar melhor e conteria seus atos. Contei a eles, mas não acreditaram em mim”, afirma. R. jamais voltou a seu consultório. 

Fonte: Revista Época

II Seminário Internacional sobre Transtornos e Distúrbios de Aprendizagem


 
 
II Seminário Internacional sobre
Transtornos e Distúrbios de Aprendizagem



Dia: 24/05/2014
Horário: 08h às 18h
Local: Estácio - Avenida Nossa Senhora de Sabará, 765 - Chácara Flora, São Paulo - SP (estacionamento gratuito no local)
E-mail: contato@creativeideias.com.br
Telefone: (21) 2577 8691 | (21) 3025 2345 | (21) 98832 6047 (oi) | (21) 98189 1109 (Tim)
Carga Horária do certificado de participação: 10 horas.

PÚBLICO ALVO:
Professores, Psicólogos, Psicopedagogos, Fonoaudiólogos, Pedagogos, Terapeuta Ocupacional, Familiares, Mediadores (Estagiários, Monitores e/ou Facilitadores) e Estudantes de Graduação e/ou Pós e demais interessados no assunto, além de profissionais das áreas de saúde e educação.


CRONOGRAMA (sujeito a alterações):

8h às 9h - Credenciamento
9h às 10h30 - Palestra
10h30 às 10h40 - Intervalo
10h40 às 12h20 - Palestra
12h20 às 14h - Almoço Livre
14h às 15h40 - Palestra
15h40 às 16h - Intervalo
16h às 18h - Palestra
18h - Encerramento com entrega de certificado


PALESTRANTE:

Avaliação Neuropsicopedagógica em Crianças com Dificuldades de Aprendizagem
Fabíola Dobrillovich - Neuropsicopedagoga clínica com especialização em saúde mental e educação inclusiva; Pós graduada em Psicopedagogia clínica, com graduação em Pedagogia pela Universidade São Marcos; Atualização profissional em Neuropsicologia Infantil pela Escola Paulista de medicina(UNIFESP); Especialista em Psicomotricidade.




Adequações Curriculares para pessoas com autismo
Andrea Lungwitz Cleto - Pedagoga; Pós graduada em Saúde Mental com ênfase em TEA - Transtornos do Espectro Autista; Especialista em Educação Especial; Coordenadora Pedagógica da APAE de Sorocaba.


A Psicomotricidade no processo de Aprendizagem
Fátima Alves - Fonoaudióloga (CRFa. 1547 RJ). Socioterapeuta Ramain-Thiers. Psicomotricista titulada pela SBP. Mestre em Ensino de Ciências da Saúde e do Ambiente. Docente da Pós-Graduação presencial e da Licenciatura a distância em Pedagogia da AVM Faculdade Integrada. Professora convidada dos cursos de pós-graduação em Psicopedagogia e Educação Inclusiva da FAMESP. Experiência na área de Educação, com ênfase em Psicomotricidade, atuando principalmente nos temas de educação, Psicomotricidade, inclusão e síndrome de Down. Autora dos livros: “Psicomotricidade: corpo, ação e emoção”; “Inclusão: muitos olhares, vários caminhos e um grande desafio”; “Como aplicar a Psicomotricidade: uma atividade multidisciplinar com Amor e União”; e “Para Entender a Síndrome de Down”, todos publicados pela Wak Editora. Participante de eventos nacionais e internacionais, ministrando palestras, cursos e workshops. Autora, coordenadora, tutora e professora do Curso Para Entender a Síndrome de Down da GPEC – Educação a Distância – Formação e Aperfeiçoamento.




Discalculia
Rafael Silva Pereira - Especialista em Dislexia e Dificuldades de Aprendizagem; Professor; Doutor em: Novos Contextos de Intervenção Psicológica em Educação, Saúde e Qualidade de Vida. A sua formação de base é Bacharel do 1º Ciclo do Ensino Básico pela Escola Superior de Educação de Santarém. Licenciou-se em 1998 pela Escola Superior de Educação Almeida Garret em 2º Ciclo do Ensino Básico na variante de Português, História e Ciências Sociais. No ano de 2004, concluiu o Mestrado em Didática das Línguas na vertente de Língua Não Materna, pela Universidade de Aveiro. Concluiu sua Tese de Doutoramento na Universidade da Extremadura, na Espanha.



INVESTIMENTO:

• ATÉ 09/05/2014 - de R$ 120,00 por:
R$ 90,00 - individual (cartão)
R$ 80,00 - individual (depósito)
R$ 70,00 - por inscrito (depósito) - grupo a partir de 4 pessoas

INSCRIÇÕES: www.creativeideias.com.br


sexta-feira, 28 de março de 2014

Mãe pergunta como será vida do filho com Síndrome de Down. Portadores respondem em vídeo emocionante

Uma mãe, ainda grávida, descobriu que seu filho seria portador da Síndrome de Down.

Com medo do futuro, ela enviou um e-mail para uma organização de apoio à Síndrome de Down, a CoorDown, com a seguinte pergunta: Que tipo de vida meu filho vai ter?

Foi então que para dar uma resposta a mãe e ainda celebrar Dia Internacional da Síndrome de Down, uma agência de publicidade produziu o vídeo abaixo. São 15 portadores da síndrome respondendo a pergunta da mãe.

Aperte o play e se emocione (comigo aconteceu em 26 segundos). Dica: ative as legendas em português no canto inferior direito se necessário.


sexta-feira, 7 de março de 2014

Relation Play



     O Relation Play foi desenvolvido em Inglaterra entre 1950 e 1990 por Veronica Sherbone. Este método é particularmente vantajoso quando aplicado em crianças com dificuldades de aprendizagem, deficiências físicas e distúrbios emocionais e comportamentais. Por exemplo, tem sido aplicado em indivíduos com PEA, Síndrome de Down e deficiência mental. 

     Este método tem como objetivos gerais desenvolver autoconfiança, autoconhecimento, consciencialização corporal e espacial, promover interação social e a comunicação entre os participantes. Pode ser aplicado individualmente ou em grupo, em todas as idades (embora seja mais direcionado para crianças). 
       O Relation Play foi desenvolvido com base na teoria e filosofia de movimento humano de Rudolf Laban. Os trabalhos de Laban influenciaram fortemente Sherborne durante um período de mais de 30 anos (inicialmente quando ela trabalhava com crianças com dificuldades de aprendizagem severas e posteriormente quando extendeu a sua abordagem para pessoas com todas as idades e para todo o tipo de necessidades especiais). Atualmente, a  Fundação Internacional Sherborne tem membros em diversos países tais como: Bélgica, Inglaterra, Canadá, Noruega, Finlândia, etc. (http://www.sherbornemovementuk.org/about-sherborne-developmental-movement.html).

     Nas PEA existem três grandes áreas comprometidas: comunicação/linguagem, interacção social e comportamento. Estudos provam a eficácia da aplicação do Relation Play nas crianças com esta perturbação. Ocorrem melhorias significativas, por exemplo, ao nível da interação social e na capacidade de manter contacto ocular (Konaka, 2006). Contudo, nem todas crianças alcançam os objetivos pretendidos (Mello,2001). No Relation Play é particularmente importante estimular a comunicação não-verbal. Devem estar sempre presentes a linguagem corporal, mímica, expressões faciais, contacto ocular e o toque nas atividades.  Este método também permite trabalhar a defesa táctil (reação exagerada e aversiva ao toque), muito característica nas crianças com esta perturbação.

     Existem dois objetivos fundamentais a atingir neste tipo de abordagem: consciência do “eu” (ao experimentar os diferentes movimentos que realiza) e consciência do outro (ao promover a interação, através das experiências de movimento encoraja-se o desenvolvimento do indivíduo, construindo relações baseadas na confiança e segurança). Através do ensino do movimento consciente, as crianças conseguem criar uma relação consigo mesmas e com os outros (Klinta, 2002). Os movimentos utilizados nestas atividades são simples e a criança movimenta-se naturalmente.

     Existem quatro tipos de atividades com objetivos distintos:
      - Desenvolver a consciência corporal (O que movimentamos? Como movimentamos?): para que uma criança se possa sentir segura é fundamental que possa experimentar e explorar o seu corpo.  É importante proporcionar à criança oportunidades de movimento dinâmicas. As atividades no chão (como por exemplo, arrastar-se) são particularmente benéficas para a construção da imagem corporal. É importante que a criança desenvolva a consciência do tronco, pois, desta forma, promove-se a coordenação de movimentos em todo o corpo (por exemplo, pedir à criança para se enrolar sobre si mesma). 

      -Desenvolver a consciência do espaço (Onde e como nos movimentamos?): é importante que a criança se sinta segura em explorar e movimentar-se no espaço. As actividades de chão, em que a criança faz mudanças de direção no espaço, são benéficos para construir a consciência do meio envolvente. O chão dá segurança e estabilidade.
     -  Desenvolver sentimento de segurança e estabelecer uma relação com o outro (Com quem nos movimentamos?): através da interação entre elementos num jogo promove-se o desenvolvimento das capacidades de comunicação (verbal e/ou não verbal). A qualidade da relação que se estabelece com o outro é muito importante.  Quando a criança experimenta o seu corpo na cooperação com o parceiro, a consciência corporal e a sua autoconfiança aumentam. Estabelece-se um tipo de comunicação corporal, em que cada um precisa de conhecer e compreender os sinais do outro. Nas atividades de Sherborne existem três tipos de movimentos e jogos de relacionamento: com, partilhado e contra. 

      .Nos jogos de relacionamento “com” o elemento passivo recebe os cuidados do elemento ativo (ex.o parceiro ativo senta-se no chão e balança o outro nos braços). 
      .Nos jogos de relacionamento “partilhado” os movimento são realizados em conjunto. (ex.os dois elementos sentam-se no chão virados um para o outro de costas e depois tentam levantar-se em conjunto). Pretende-se que todos aprendam a compreender, confiar e a cooperar.
      .Nos jogos de relacionamento “contra” ambos provam a sua força, sem que haja um vencedor (ex. sentam-se de costas voltadas e tenta-se mudar o outro de lugar). A criança centra-se no seu corpo, foca toda a sua energia na execução da atividade. Pretende-se que a criança aprenda a ajustar a sua força à do outro e a ser sensivel, para que saiba quando deve desistir da atividade.
      - Desenvolver o sentimento de segurança e estabelecer relações em grupo (Quais são as pessoas com que nos movimentamos?): nestas atividades três pessoas, no mínimo, trabalham em conjunto.




     EXEMPLOS DE ATIVIDADES RELATION PLAY:

Jogos individuais: Têm como objetivo experimentar o corpo e explorar as suas possibilidades. Assim, a criança pode desenvolver a autoconfiança e consciência corporal
1.      No chão, deita-te de barriga para baixo no chão. Tenta balancear-te em diferentes posições (Depois, faz o mesmo exercício mas de costas voltadas para o chão);
2.      Corre com passos grandes e pequenos, com as pernas esticadas e dobradas;
3.      Deita-te de costas e experimenta o espaço à tua volta. Estica os braços e as pernas o mais que conseguires;
4.      Senta-te e gira em redor com os pés levantados;
5.      Vamos fazer caretas: primeiro põe os teus olhos arregalados e depois muito apertados; põe a tua boca muito aberta e depois muito fechada.
 
Jogos de 2 elementos: Têm como objetivo experimentar relações positivas com o outro (respeito, confiança, compreensão)
1.      Um deita-se no chão e outro fica em pé. Segura nos tornozelos do teu colega e puxa-o calmamente no chão em diferentes direções;
2.      Sentem-se de costas um para o outro. Façam força um contra o outro;
3.      Deitem-se de costas e juntem os vossos pés (as plantas dos pés ficam juntas). Façam movimentos em conjunto;
4.      Um elemento põe as mãos e os joelhos no chão e o outro deita-se de costas nas suas costas. Depois, quem está no chão anda devagar, para a frente/trás e para os lados;
5.      De costas um para o outro, empurrem e andem em diferentes direções, sem perder o equilíbrio;
6.      Deitem-se no chão, cabeça contra cabeça. Segurem as mãos um do outro, e rolem em conjunto.
   
 
Jogos em grupo
1.      Formem todos um túnel. O ultimo da fila gatinha dentro do túnel e posiciona-se no fim do túnel, e assim sucessivamente;
2.       Sentem-se todos em fila. Encostem-se calmamente para trás e relaxem;
3.      Duas pessoas sentam-se de frente uma para a outra, e uma pessoa senta-se no meio delas. Calmamente, balancem-na de um lado para o outro (coloquem as mãos nos seus ombros);
4.      Deitem-se todos de costas, bem juntinhos. Alternadamente, uma pessoa rola e arrasta-se por cima das que estão deitadas;
5.      Um pessoa deita-se no chão, e as outras seguram-na pelos pulsos e tornozelos, balanceando-a para a frente e para trás. (Nota: Este jogo exige no mínimo 5 pessoas. É necessário força, cooperação e coordenação entre todos os elementos);
6.      Deitam-se todos de barriga para baixo, bem juntinhos. Um elemento deita-se de barriga em cima dos outros. Quando o grupo se vira e rola, o elemento que está por cima  vira-se e rola ao mesmo tempo.

sábado, 1 de março de 2014

Autismo na sala de aula - Bahia | Salvador




AUTISMO NA SALA DE AULA
Alternativas para alunos autistas





Dia: 26/04/2014
Local: Centro Universitário Estácio da Bahia - Campus Gilberto Gil - Rua Xingu, 179 - Jardim Atalaia/STIEP - Salvador
Carga Horária do certificado de participação: 8 horas

INFORMAÇÕES:
Telefone: (21) 3025 2345 | (21) 2577 8691 | (21) 98832 6047

PÚBLICO ALVO:
Professores, Mediadores (Estagiários, Monitores e/ou Facilitadores), Pedagogos, Psicólogos, Psicopedagogos, Fonoaudiólogos, Terapeuta Ocupacional, Estudantes de Graduação e/ou Pós, Familiares e demais interessados no assunto.

CRONOGRAMA (sujeito a alterações):

8h às 9h - Credenciamento
9h às 10h50 - Palestra
10h50 às 11h - Intervalo
11h às 12h30 - Palestra
12h30 às 13h30 - Almoço Livre
13h30 às 14h30 - Palestra
14h30 às 14h40 - Intervalo
14h40 às 16h - Palestra


PROGRAMA DO CURSO:
  • Habilidades pré-acadêmicas para alfabetização de alunos com autismo;
  • Avaliação psicopedagógica;
  • Métodos eficientes no processo de alfabetização;
  • Técnicas passo-a-passo.



PALESTRANTE:
Dayse Serra - Mestre em Educação Especial pela UERJ; Doutora em Psicologia Clínica pela PUC; Pós-doutoranda em Medicina Preventiva pela UNFESP - Escola Paulista de Medicina; Professora Adjunta da Universidade Federal Fluminense; Psicopedagoga especializada em autismo.

INVESTIMENTO: (para pagamento até a data limite e limitado a capacidade total do auditório)

• ATÉ 28/03/14 - de R$ 120,00 por:

R$ 90,00 - individual (cartão)
R$ 80,00 - individual (depósito) 

R$ 70,00 - por inscrito (depósito) - grupo a partir de 4 pessoas


INSCRIÇÕES: www.creativeideias.com.br