sábado, 9 de fevereiro de 2013

Inclusão de autistas, um direito que agora é lei

Autismo. Ilustração: Vilmar Oliveira e Manuela Novais

Nas últimas semanas, um tema não muito frequente tem tomado as manchetes de jornais e revistas: o autismo. As polêmicas giram em torno da Lei nº 12.764, que institui a "Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista". Sancionada em dezembro do ano passado pela presidente Dilma Rousseff, a medida faz com que os autistas passem a ser considerados oficialmente pessoas com deficiência, tendo direito a todas as políticas de inclusão do país - entre elas, as de Educação.

Pode parecer estranho criar uma lei voltada especificamente ao autismo, sabendo que já existem no Brasil diretrizes gerais para a inclusão. A medida, no entanto, faz sentido. Segundo a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), relatora do substitutivo do projeto que foi aprovado pela Câmara, "por não haver um texto específico que dissesse que os autistas são deficientes, muitos deles não podiam usufruir dos benefícios que já existem na legislação brasileira".

Falando especificamente de Educação, a lei é vista por especialistas como mais um reforço na luta pela inclusão. O texto estabelece que o autista tem direito de estudar em escolas regulares, tanto na Educação Básica quanto no Ensino Profissionalizante, e, se preciso, pode solicitar um acompanhante especializado. Ficam definidas, também, sanções aos gestores que negarem a matrícula a estudantes com deficiência. A punição será de três a 20 salários mínimos e, em caso de reincidência, levará à perda do cargo. "Recusar a matrícula já é algo proibido por lei, a medida reforça isso e estabelece a punição", comenta Mara.

As definições, é claro, têm gerado muita discussão. Entre os argumentos de quem é contra a inclusão de autistas, aparecem sempre o receio com relação à adaptação deles e a preocupação em não forçá-los a conviver com outros alunos. O próprio texto da lei trazia uma observação relativa a isso, que foi vetada pela presidente Dilma. O parágrafo deixado de lado dizia que "ficam ressalvados os casos em que, comprovadamente (...), o serviço educacional fora da rede regular de ensino for mais benéfico ao aluno com transtorno do espectro autista".

"A ideia dessa ressalva era respeitar a decisão da família de levar ou não a criança à escola", explica Mara. Abria-se, no entanto, uma brecha para que as instituições recusassem a matrícula. "Não havia nada na lei que explicasse qual profissional iria avaliar o aluno e afirmar se ele estava apto ou não. A decisão ficaria a cargo do diretor, o que daria margem à exclusão", comenta Andréa Werner Bonoli, mãe de Théo, um garotinho autista.
 
Defensora da inclusão, Andréa explica que há alguns casos mais extremos de autismo, que devem ser tratados como exceções. A grande maioria das crianças, no entanto, consegue frequentar escolas regulares e precisa desse contato com outros alunos. "A Educação Especial pode até acolher melhor e ter métodos interessantes, mas o deficiente só convive com semelhantes. O autista tem problemas com a socialização e a convivência. Ao colocá-lo em contato com outros alunos, é possível puxá-lo da zona de conforto e ajudá-lo a conviver em sociedade. Não adianta mantê-lo em uma bolha", defende ela.

A opinião é compartilhada por Rossana Ramos, professora da Universidade de Pernambuco (UPE) e autora do livro Inclusão na Prática: Estratégias Eficazes para a Educação Inclusiva. A especialista afirma que "o que faz o deficiente se desenvolver é a interação com pares diferentes dele. A criança aprende por imitação. Colocá-la em um lugar em que só há pessoas com o mesmo problema não adianta".

Mais do que leis, é preciso mudar a cultura da escola
As duas concordam, no entanto, que a inclusão não é simples e não se torna realidade apenas com a aprovação de uma lei. Por trás da discussão sobre matricular ou não crianças autistas em escolas regulares, escondem-se a falta de conhecimento sobre o problema e as dificuldades que as instituições enfrentam para lidar com a diversidade como um todo.

"Leis não vão resolver nada, a menos que existam ações voltadas à capacitação do professor e à mudança da escola", defende Rossana. É preciso rever a formação de modo a ajudar os docentes a lidar com as limitações e as dificuldades de cada aluno, com ou sem necessidades especiais. "A consciência é o que nos ajuda a incluir, e só se chega a ela por meio do conhecimento", explica a especialista.

A inclusão não deve ser apenas um desafio do professor, mas sim de toda a escola e da rede de ensino. "Os autistas têm gestos e atitudes diferentes, e incluí-los dá trabalho", comenta Andréa. "Os educadores têm de entender o autismo, compreender que aquele aluno processa as informações de maneira diferente, tem resistência a mudanças, pode ser mais sensível ao barulho. Cada uma dessas especificidades exige adaptações na rotina", complementa. É preciso, então, criar uma rede de apoio em que o professor da turma regular, o profissional do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e o coordenador pedagógico atuem em conjunto. Há que se mobilizar, também, diretores, funcionários, pais e alunos, de modo a envolvê-los em um projeto de escola inclusiva, na qual as diferenças são respeitadas e utilizadas em prol da aprendizagem.

Para que a inclusão ocorra, portanto, é preciso mais do que a aprovação de uma lei. Deve-se rever as políticas públicas atuais de modo a garantir aos educadores os conhecimentos, o tempo e a formação necessária para que os alunos não só sejam matriculados, mas também tenham garantido seu direito de aprender.

Fonte: Revista Nova Escola/Gestão Escolar




“10 dos melhores filmes sobre doenças mentais“


John Nash (Russell Crowe) é um gênio da matemática que, aos 21 anos, formulou um teorema que provou sua genialidade e o tornou aclamado no meio onde atuava. Mas aos poucos o belo e arrogante John Nash se transforma em um sofrido e atormentado homem, que chega até mesmo a ser diagnosticado como esquizofrênico pelos médicos que o tratam. Porém, após anos de luta para se recuperar, ele consegue retornar à sociedade e acaba sendo premiado com o Nobel.

A deficiência mental é tratada com delicadeza nesta comédia dramática com pitadas românticas. O argumento inspira-se em uma personagem real, com quem a produtora Alexandra Rose conviveu na infância. Carla Tate (Juliette Lewis) é uma moça de 24 anos, com leve deficiência, que volta para casa cheia de sonhos e ambições, sua necessidade de realização pessoal se expressa de maneiras que sua mãe é incapaz de aceitar. Quando se apaixona pela primeira vez, Carla desafia a mãe para provar que, apesar das aparências, ela tem capacidade de ser uma mulher adulta responsável, que merece amar e ser amada. Em sua jornada de autodescobrimento, Carla e o namorado encontrarão suas próprias soluções para alguns dos maiores desafios da vida e provarão que, às vezes, uma vida simples pode ser extraordinária.

Art Jeffries (Bruce Willis), um renegado agente do FBI, combate inescrupulosos agentes federais para proteger Simon, um garoto autista de 9 anos, que desvendou um “indecifrável” código secreto. Ele consegue ler o Mercury, um avançado código criptográfico do governo americano, tão facilmente, quanto outros garotos lêem inglês. Essa habilidade, torna vulnerável esse código de 1 bilhão de dólares, especialmente se os inimigos do governo descobrirem Simon e o capturarem. Nick Kudrow (Alec Baldwin), chefe do projeto Mercury, ordena que a “ameaça” seja eliminada, sem imaginar que Jeffries está envolvido. Perseguido por assassinos implacáveis, Jeffries logo percebe que não pode confiar em ninguém. Agora o tempo está correndo e ele descobre que a única chance de sobreviver é usar a habilidade de Simon para levar seus adversários à justiça.

A história se passa numa cidadezinha de interior idílica, onde vive Gilbert Grape, um adolescente aparentemente comum (Depp) que sustenta a família desde a morte do pai. O peso não é para qualquer um: além das irmãs excêntricas, do irmão deficiente mental (Leonardo DiCaprio), inclui a mãe obesa, que não pára de comer desde a morte do marido. Mas a chegada de uma jovem forasteira (Juliette Lewis) dará a Gilbert, a possibilidade de pela primeira vez fazer suas escolhas.

Nell (Jodie Foster) é uma jovem que nunca entrou em contato com a sociedade, que vive apenas com sua mãe eremita e fala um dialeto próprio. Após a morte da mãe, Nell é encontrada por Jerome Lovell (Liam Neeson), um médico que a ajudará a se integrar na sociedade, ao mesmo tempo que demonstra seu fascínio pela sua descoberta. Indicado ao Oscar de Melhor Atriz, para Jodie Foster.

Comédia romântica inspirada na vida de duas pessoas com a Síndrome de Asperger, uma forma de autismo, cujas disfunções emocionais ameaçam sabotar seu recém-iniciado romance. Donald é um cara legal, porém um motorista de táxi sem sorte que ama os pássaros e tem uma habilidade fora do comum com os números. Como muitos portadores da Síndrome, ele gosta de padrões e rotinas. Mas quando a bela mas complicada Isabelle se junta ao seu grupo de ajuda aos autistas, sua vida – e seu coração – ficam de cabeça para baixo.

Conta a história de Lars Lindstrom, um jovem tímido que mora isolado do mundo na garagem da casa seu irmão mais velho Gus e de sua cunhada Karen , até que recebe a “visita” de Bianca: uma linda missionária religiosa, meio dinamarquesa, meio brasileira. O problema é que Bianca na verdade é uma boneca inflável( de tamanho natural ) que na qual Lars fantasia em sua cabeça que ela é real,desde então começa uma história com uma mistura profunda de sensibilidade e uma boa dose de humor conduzida com competência por Craig Gillespie (Em pé de guerra) e uma atuação comovente Ryan Gosling .

Sam Dawson (Sean Penn) é um homem com deficiência mental que cria sua filha Lucy (Dakota Fanning) com uma grande ajuda de seus amigos. Porém, assim que faz 7 anos Lucy começa a ultrapassar intelectualmente seu pai, e esta situação chama a atenção de uma assistente social que quer Lucy internada em um orfanato. A partir de então Sam enfrenta um caso virtualmente impossível de ser vencido por ele, contando para isso com a ajuda da advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), que aceita o caso como um desafio com seus colegas de profissão.

Quando o pai de Charlie Babbitt (Tom Cruise) morre, ele deixa uma fortuna em dinheiro para um irmão autista (Dustin Hoffman) que ele desconhecia ter. Os dois então viajam pelo país conhecendo-se e aprendendo a conviver, passando, claro, por inúmeras dificuldades. Vencedor do Oscar de Melhor Filme.

Forrest Gump (Tom Hanks) é um jovem problemático, de QI bem inferior ao resto da população. Por conta do acaso, ele participa dos fatos mais importantes da história dos Estados Unidos em um período de 40 anos.

IV Seminário Mineiro sobre Autismo



IV Seminário Mineiro sobre Autismo


Dia: 23/03/2013
Horário: 08h às 17h
Local: Auditório Nominato - Av. Presidente Carlos Luz, 220 - Caiçara - Belo Horizonte - MG
E-mail: contato@creativeideias.com.br
Telefone: (21) 2577 8691 | (21) 3246 2904 | (21) 8832 6047 | (31) 8636 1392


PÚBLICO ALVO:
Familiares, Mediadores (Estagiários, Monitores e/ou Facilitadores), Professores, Advogados, Nutricionistas, Psicólogos, Psicopedagogos, Fonoaudiólogos, Pedagogos, Terapeuta Ocupacional, Estudantes de Graduação e/ou Pós e demais interessados no assunto, além de profissionais das áreas de educação e saúde.


PALESTRANTE:
Psicopedagogia Aplicada ao Autismo
Cristina B. Silveira - Psicanalise: FAFICH-UFMG, Arte-terapia: UNAR-SP, Educação Inclusiva-UEMG, Artes plásticas-UEMG e Psicopedagoga.

Tratamento Nutricional
Dra. Geórgia Regina Meneses Fonseca - Médica com residência em Pediatria e Desenvolvimento Infantil. Pós graduação em Homeopatia pelo IHB/ RJ. Especalização em Homeopatia nos Distúrbios Mentais pela SOHERJ/RJ. Formação em saúde Mental pela FIOCRUZ/RJ. Membro Diretor da Federação Brasileira de Homeopatia. Professora do Curso de Pós -Graduação em Homeopatia da FHB/RJ. Pediatra e Homeopata da Secretaria Estadual de saúde do RJ. Coordenadora do Ambulatório de Autismo da FHB. Primeiro prêmio Orgulho Autista Brasil 2005 na categoria Medicina Alternativa. Autora do primeiro trabalho mundial relacionando autismo e homeopatia com avaliação por PEP_R.


Direitos da Pessoa com Deficiência
Juiz Michel Curi - Graduado em Direito pela PUC/MG; Procurador-geral da Holding denominada Sistema Usiminas de 1992 a 1997; Ingressou na Magistratura em 1997, sendo eleito o Orador da turma de juízes; Professor Universitário desde 2002; Foi Indicado pela Câmera dos Deputados para o cargo de Ministro do CNJ em 2007; Foi diplomado pela Fundação Getúlio Vargas e pela UFMG em dezenas de cursos, incluído o de Filosofia do Direito. Atualmente ocupa os cargos de: Juiz de Direito da Comarca de BH; Coordenador da Central de Apoio Jurisdicional do Fórum de BH; Membro do Comitê de Avaliação de Cooperação Jurisdicional da Corregedoria-Geral de Justiça; Secretario Geral da Associação dos Magistrados Mineiros - AMAGIS. Agraciado com o título de Comendador (Colar Alferes Tiradentes), em Ouro Preto no dia 15/11/2012; É Articulista voluntário dos jornais Estado de Minas e Correio Brasiliense desde 2006 e Escritor com 126 artigos publicados.


Currículo Funcional Natural
Isadora Adjuto - Mestranda em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Graduada em Psicologia pela Universidade FUMEC. Trabalha com psicologia clínica, atendendo através da abordagem cognitivo-comportamental crianças, adolescentes e adultos. Experiência em intervenções com crianças portadoras de Síndrome de Asperger e Autismo utilizando-se do método ABA (Análise do Comportamento Aplicada) e Treinamento de Pais.


INVESTIMENTO:
• ATÉ 22/02/13 - de R$ 80,00 por:
R$ 70,00 - individual (cartão)
R$ 60,00 - individual (depósito)
R$ 50,00 - grupo (depósito) - cada inscrito a partir de 4 pessoas


• ATÉ 20/03/13 - de R$ 80,00 por:
R$ 80,00 - individual (cartão)
R$ 70,00 - individual (depósito)
R$ 60,00 - por inscrito (depósito) - grupo a partir de 4 pessoas


INSCRIÇÃO: www.creativeideias.com.br


Inclusão e Mediação Escolar 2013




Inclusão e Mediação Escolar 2013
Criando alternativas para alunos com deficiência


Dia: 06/04/2013
Local: Colégio Faria Brito - Av. Jean Paul Sartre, 600 - Condomínimo Santa Mônica - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro (exibir mapa)

Carga Horária do certificado de participação: 10 horas.


PÚBLICO ALVO:

Professores, Mediadores (Estagiários, Monitores e/ou Facilitadores), Pedagogos, Psicólogos, Psicopedagogos, Fonoaudiólogos, Terapeuta Ocupacional, Estudantes de Graduação e/ou Pós, Familiares e demais interessados no assunto.



CRONOGRAMA:

8h às 9h - Credenciamento
9h às 10h30 - Selma Inês Campbell
10h30 às 12h - Glória Maria Barros Vargas
12h às 13h - Almoço Livre
13h às 14h30 - Lúcia Helena da Cunha Lima Maia
14h30 às 15h50 - Fátima Alves
15h50 às 16h - Intervalo
16h às 18h - Carolina Rizzotto Schirmer
18h - Encerramento com sorteio de brindes





PROGRAMAÇÃO:
Atuação do Educador na Inclusão

Selma Inês Campbell - Especialização em Docência do Ensino Superior pela Universidade Cândido Mendes; Habilitação ao Magistério Séries Iniciais do Ensino Fundamental; Tutora Online - Curso de Redação de Textos Acadêmicos pela CECIERJ; Curso de Qualificação de Professores na Área de Deficiência Visual pelo Instituto Benjamin Constant; Licenciatura em Letras Português/Literaturas pela UFF. Graduada em Economia pela UFRJ. Autora dos livros: "Múltiplas Faces da Inclusão", "Projeto Político-Pedagógico" e "Reunião de Pais e Mestres", todos editados pela WAK.


Intervenções Pedagógicas para Alunos com Deficiência Intelectual

Glória Maria Barros Vargas - Extensão e Aperfeiçoamento nas áreas de linguagem e inclusão. Pedagoga - pela UERJ; Professora Recursista; Atualmente atua como Gestora de Unidade Escolar Municipal - Petrópolis. Co-autora do livro "Neuroeducação e Ações Pedagógicas".


Inclusão escolar dos alunos com deficiências múltiplas

Lúcia Helena da Cunha Lima Maia - Professora Especialista em Educação Especial Inclusiva (UCAM); Especialização Educação Especial na Deficiência Mental (UNIRIO); Pós-graduação Psicopedagogia Institucional (UCAM); Educação Especial e Atendimento Educacional Especializado (UFU). Atualmenre integra a equipe pedagógica da APAE Petrópolis.


Para Entender Síndrome de Down

Fátima Alves - Fonoaudióloga, Sócio-terapeuta Ramain-Thiers, Psicomotricista titulada pela SBP. Mestre em Ensino de Ciências da Saúde e do Ambiente. Docente da Pós-graduação presencial e da Licenciatura a distância em Pedagogia da AVM Faculdade Integrada. Orientadora de monografia dos cursos de Psicomotricidade e Arteterapia da AVM Faculdade Integrada. Professora Convidada dos cursos de pós-graduação em Psicopedagogia e Educação Inclusiva da FAMESP. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Psicomotricidade, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, psicomotricidade, inclusão e down. Presidente da ABP, gestão 2008/2010. Autora dos livros da WAK Editora: “Psicomotricidade: corpo, ação e emoção”; “Inclusão: muitos olhares, vários caminhos e um grande desafio”; “Como aplicar a Psicomotricidade: uma atividade multidisciplinar com Amor e União” e “Para Entender a Síndrome de Down”. Autora, coordenadora, tutora e professora do Curso Para Entender a Síndrome de Down da GPEC - Educação a Distância - Formação e Aperfeiçoamento.


Comunicação Alternativa

Carolina Rizzotto Schirmer - Fonoaudióloga (Instituto Metodista de Educação e Cultura/RJ), Mestre em Medicina e Ciências da Saúde (PUCRS). Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação (UERJ). Atua na área de Fonoaudiologia, com ênfase em Fonoaudiologia Clínica, principalmente nos seguintes temas: linguagem, psiconeurodesenvolvimento, crianças, educação inclusiva, comunicação alternativa e tecnologia assistiva. Sub-coordenadora do Laboratório de Tecnologia e Comunicação Alternativa - UERJ.





INVESTIMENTO:



• ATÉ 29/03/2013

R$ 60,00 - individual (cartão)

R$ 50,00 - individual (depósito)

R$ 40,00 - por inscrito (depósito) - grupo a partir de 4 pessoas





INSCRIÇÃO: www.creativeideias.com.br


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Estado vai indenizar jovens autistas por maus tratos

O Estado de São Paulo foi condenado a indenizar, por danos morais e materiais, dois jovens autistas que sofreram maus tratos durante o período em que estiveram internados na Casa de David — uma instituição que presta sérvio terapêutico, em regime de internação, por meio de convênio. O valor da indenização é de R$ 15 mil a cada um dos jovens. A Defensoria Pública de São Paulo, responsável pela ação, pretende recorrer por considerar baixo o valor fixado.

Luccas dos Anjos e Leandro Moras têm autismo e deficiência intelectual. Os tratamentos terapêuticos são custeados pelo Estado de São Paulo. Em novembro de 2008, após determinação judicial, ambos os jovens foram internados na Casa de David, para que o tratamento multidisciplinar adequado ao autismo fosse prestado. A entidade foi indicada pelo Judiciário por ser a única conveniada com o Estado a oferecer esse tipo de acompanhamento.

Entretanto, pouco tempo após a internação dos jovens, suas mães perceberam que a Casa de David não era especializada no atendimento de pessoas com autismo, e passaram a questionar seus diretores, bem como denunciar fatos ocorridos a autoridades competentes, solicitando que eles fossem transferidos para local adequado. Segundo elas, após os questionamentos, a direção da Casa de David limitou o horário de visita aos filhos e restringiu o acesso delas às dependências locais. As mães procuraram a Defensoria Pública, que passou a pleitear a transferência dos dois jovens para outras instituições.

Após atuação da Defensoria, no final de 2009, o Tribunal de Justiça de São Paulo fez uma inspeção judicial na Casa de David, com a presença de representantes do Judiciário, da própria Defensoria Pública, do Ministério Público e da Secretaria de Estado da Saúde. Três laudos técnicos foram produzidos e apontaram diversas irregularidades. A "sala de emergência não tinha instalações e equipamentos adequados ao seu funcionamento, na farmácia da enfermaria havia uma geladeira em que se guardavam medicamentos e alimentos, também havia medicamentos vencidos e armazenados em condições inadequadas, entre outras irregularidades”, segundo a Defensoria.

Diante do estado de saúde de Luccas e Leandro — que foram diagnosticados com desnutrição, micose cutânea e piolhos — e por considerar que o Estado foi omisso quanto ao seu dever de fiscalizar o atendimento prestado pela Casa de David, a Defensoria Pública ajuizou o pedido de indenização por danos morais e materiais, julgado parcialmente procedente. Com informações da Assessoria de Imprensa da Defensoria Pública de São Paulo. 


Crianças com Síndrome de Down: O desafio da inclusão nas escolas

O desafio da inclusão nas escolas
(imagem com fotos coloridas de uma menina com síndrome de down com seu sorriso 
e o carinho dos que a cercam - está com seus familiares) Foto: Henrique Garcia

De acordo com a lei 7.853, de 1989, os PESSOAS COM DEFICIÊNCIA ( Não são "portadores de necessidades especiais" e a lei que os protege atualmente, devemos informar à mídia e os leitores é o DECRETO 6949/2009 - A CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA) têm direito àinclusão social *(e ESCOLAR). E no que diz respeito à educação, os representantes de instituições que negarem a matrícula dessas pessoas podem ser punidos com reclusão de um a quatro anos e multa. Mas na prática o acesso ao ensino não é tão claro assim.



Matricular uma criança especial em escolas regulares exige muita dedicação e paciência, uma vez que não são todas as instituições que abrem os braços para esses alunos. Os motivos para algumas recusas, conforme explica a coordenadora pedagógica do Colégio Global, Dulce Mendes, se deve à estrutura e qualificação profissional.

Ela defende que escola precisa disponibilizar pessoal, equipamentos e recursos especializados. "Tudo isso tem um custo alto, mas ninguém informa ou determina quem arcará com ele. Será justo que seja repassado à anuidade escolar cobrada de todos os demais alunos?", pensa. "A obrigação do atendimento, sobretudo gratuito, é do Estado, do poder público, conforme prevê a Constituição Federal, artigo 205. O direito é de todos, mas o dever é do Estado e da família e não de outra pessoa física ou jurídica."


Outra barreira vista por Dulce é a identificação real das possibilidades do aluno e do tipo de trabalho a ser realizado com ele. "Por mais informações que tenhamos sobre a Síndrome de Down, cada indivíduo traz um bio histórico, reflexo do tipo de estimulação que teve ou da falta dele e, muitas vezes, a família não aceita as condições apresentadas pela escola", argumenta.

Formar uma equipe multiprofissional, com o intuito de organizar um planejamento pedagógico, e preparar as pessoas que conviverão com estas crianças aumentam a lista de exigências que levam escolas particulares a recusar alunos especiais. "Além disso, deve haver um projeto dirigido a esses alunos, composto por representantes de diferentes áreas, como fonoaudiólogos, neuropsicólogos, neurologistas, terapeutas ocupacionais dentre outros, além de representantes pedagógicos da escola", acrescenta Dulce.


Mesmo com todos esses empecilhos, quem não mediu esforços para garantir o direito da filha aos estudos foram Pérsio Kohatsu e Cristina Kohatsu. Pai de Naomi Kohatsu, de seis anos, portadora de Síndrome de Down, eles conseguiram matricular a menina numa escola particular em Santos, litoral sul de São Paulo. Ele conta que a maioria das escolas tinha os mesmos discursos e alegava não ter estrutura ou pessoal qualificado.


"Algumas delas nem quiseram conhecer a minha filha. Eu fiquei chateado, pois não queria tirar o direito de Naomi de estudar, de se socializar como uma criança normal. Percebo que falta uma boa proposta pedagógica e uma pitada de boa vontade e conhecimento por parte das escolas", declara Pérsio. "Os profissionais acham que ela dá trabalho, que eles terão que fazer tudo por ela, até levar ao banheiro. E não é assim. Naomi faz tudo sozinha. Sem contar que conhece letras, cores e números, poderia ser alfabetizada como as demais crianças".

As quatro primeiras escolas recusaram Naomi. Na quinta tentativa a criança foi acolhida e até passou por uma avaliação com uma psicopedagoga. O exame concluiu que ela poderia ingressar direto na primeira série, cujas aulas começam agora em fevereiro. Além da escola regular, Naomi também frequenta a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), que se encarrega de dar um suporte pedagógico.

Esta não é será a primeira experiência de Naomi num ambiente escolar regular. Dos dois aos cinco anos ela frequentou uma escola particular, numa sala composta por outros 10 alunos. Pérsio conta que eles a adoravam. Sabiam que ela precisava de ajuda e rapidamente a acolhiam, a chamavam para brincar. "A integração social era excelente. Havia, inclusive, um aluno hiperativo na sala dela e ele acabou ajudando e sendo ajudado pela minha filha. Tanto é que Naomi foi a única da classe a ser convidada para o aniversário dele", lembra Pérsio.

No ano passado, por questões financeiras, Naomi precisou ir para uma escola municipal. Tanto Pérsio e Cristina sentiram diferenças. Até a professora tinha certa dificuldade em lidar com a menina. "Naomi não tinha mais os amiguinhos da escola, mas no final acabou se saindo bem e desenvolveu um bom relacionamento com os demais alunos e com a docente".

Quando o assunto é preconceito, Pérsio afirma: "Ele se faz presente apenas entre os adultos. As crianças são puras, não viam minha filha como uma coitadinha. Brincavam, a ajudavam sempre que necessário. Os pais que eram mais abertos conversavam conosco, comentavam que seus filhos gostavam muito de Naomi", lembra.




A intenção de Pérsio agora é fazer com que Naomi permaneça na mesma escola até o Ensino Médio. Querem que ela não apenas se socialize, mas crie seu círculo de amigos. "Não sei quanto tempo ainda ela vai ficar na APAE, mas penso que um dia vamos faltar e ela vai precisar aprender se virar. E acredito que essa convivência vai ajudá-la bastante", finaliza Pérsio.

por Juliana Falcão (MBPress)

Dislexia


Dislexia não tem cura e o aluno terá sempre alguma dificuldade em absorver conteúdos.

Porém o tratamento com um psicopedagogo, fonoaudiólogo e outros profissionais, diminuem consideravelmente os sintomas, fazendo com que o aluno assimile e aprenda.