domingo, 27 de setembro de 2015

Melhores livros de Neurociência para começar a estudar

Veja a lista completa com os melhores livros para estudar a neurociência, todos eles de fácil compreensão. 
Olá amigos!
A neurociência é uma área relativamente nova que estuda o cérebro e o sistema nervoso. Muitas pessoas desejam saber mais sobre esta fascinante área de estudos e, então, frequentemente recebo emails e comentários sobre quais seriam os melhores livros de neurociência para começar a estudar.
Abaixo, listo os livros que considero fundamentais para um primeiro contato. Evidentemente, a produção na área é incessante e a toda hora vemos novos publicações surgirem, desde livros básicos a livros muito avançados, para especialistas.
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O nosso objetivo aqui é indicar o começo, ou seja, por onde começar, ok?

Melhores livros de neurociências para começar a estudar




A Fórmula da Felicidade, de Stefan Klein

Como as recentes descobertas das neurociências podem ajudar você a produzir emoções positivas, harmonia e bem-estar. 
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Klein realizou um trabalho pioneiro ao reunir esses valiosos conhecimentos que até agora estavam dispersos em documentos de difícil acesso e até inéditos. A parte desta leitura inteligente, bem-humorada e de fácil compreensão, temos a oportunidade de desvendar um mundo fascinante de informações sobre como o funcionamento do cérebro determina as nossas relações diante dos acontecimentos e dar um passo fundamental em direção à verdadeira felicidade.

Neurociências, Desvendando o Sistema Nervoso, de Autor: Mark F. Bear; Barry W. Connors; Michael A. Paradiso

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Escrito especificamente para estudantes de graduação, Neurociências, 3ª edição, tem por objetivo estimular o pensamento crítico. Os livros-texto típicos de neurociências partem do pressuposto de que seus leitores já possuem amplo conhecimento prévio de biologia, química e física, enquanto os textos de fisiologia psicológica geralmente são mais superficiais quando cobrem a neurobiologia necessária para entendimento das funções do encéfalo. Neurociências: desvendando o sistema nervoso equilibra perfeitamente esses aspectos, com um estilo de redação claro e leve que facilita a compreensão e a fixação até mesmo dos mais difíceis princípios neurobiológicos.

Princípios de Neurociências, de Eric Kandel; James Schwartz; Thomas M. Jessell; Steven Siegelbaum; A.J. Hudspeth

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Decifrar a relação entre o encéfalo e o comportamento humano sempre foi um dos maiores desafios da ciência. Escrito por importantes pesquisadores da área, incluindo Eric R. Kandel, vencedor do Prêmio Nobel em 2000, este clássico absoluto apresenta uma visão atualizada da disciplina de neurociências, refletindo a pesquisa mais recente que transformou o conhecimento na última década.

Cem Bilhões de Neurônios – Conceitos Fundamentais de Neurociência, de Roberto Lent 

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Dentro das Ciências Biomédicas, o termo Neurociência é relativamente recente. O seu emprego atual, adotado neste livro, corresponde à necessidade de integrar as contribuições das diversas áreas da pesquisa científica e das ciências clínicas para a compreensão do funcionamento do sistema nervoso. Os atuais estudiosos do seu órgão máximo, o cérebro, por exemplo, sabem que para compreendê-lo há que derrubar as barreiras das disciplinas tradicionais, a neuroanatomia, a neurofisiologia, a neurologia, a psicologia, para mencionar apenas algumas das divisões que foram sendo criadas, em grande parte, para caracterizar os métodos de estudo.
Essa tendência fica muito evidente nas obras científicas recentes, que tratam das funções mais complexas desse órgão, como as emoções e a consciência, nas quais seus autores sentem a necessidade de apoiar os principais conceitos em evidências provenientes de diversas áreas. Com esse mesmo espírito, o Professor Roberto Lent adotou o conceito de Neurociência p ara este livro-texto, Cem Bilhões de Neurônios, dirigido ao aprendizado do sistema nervoso em nível de graduação. No conteúdo de seus capítulos, o leitor irá verificar a preocupação que o autor teve para com a aplicação do princípio da multidisciplinaridade do tema, entendendo-se como tal não a mera descrição de informações provenientes de diversas disciplinas, mas a cuidadosa tessitura de dados que se inter-relacionam para permitir que o conhecimento brote.

O Cérebro Que Se Transforma, de Norman Doidge

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O cérebro se modifica. Ele é um órgão plástico, vivo e pode de fato transformar as suas próprias estruturas e funções, mesmo em idades avançadas. A neuroplasticidade promete derrubar a noção ultrapassada de que o cérebro adulto é rígido e imutável. Este livro apresenta casos que detalham o progresso surpreendente de pacientes, como uma mulher que nasceu com apenas metade do cérebro, mas que conseguiu se adaptar e levar uma vida normal; uma pessoa rotulada como doente mental, que curou suas deficiências e agora ajuda outros a fazerem o mesmo; cegos que voltaram a enxergar e dificuldades de aprendizagem curadas.

O Homem que Confundiu Sua Mulher com um Chapéu, de Oliver Sacks

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O cientista e neurologista Oliver Sacks é também um excelente narrador, dono do raro poder de compartilhar com o leitor leigo certos mundos que de outro modo permaneceriam desconhecidos ou restritos aos especialistas. Em ‘O homem que confundiu sua mulher com um chapéu’ estamos diante de pacientes que, imersos num mundo de sonhos e deficiências cerebrais, preservam sua imaginação e constroem uma identidade moral própria. Aqui, relatos clínicos são intencionalmente transformados em artefatos literários, mostrando que somente a forma narrativa restitui à abstração da doença uma feição humana, desvelando novas realidades para a investigação científica e problematizando os limites entre o físico e o psíquico.

Fantasmas no cérebro, de V. S. Ramachadran

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Em Fantasmas No Cérebro, são relatados casos ocorridos no consultório do neurologista e neurocientista indiano Vilayanur Ramachandran, diretor do Centro do Cérebro e da Cognição, na Universidade da Califórnia, em San Diego, onde ousa buscar no cérebro explicações para situações que seriam mais facilmente atribuídas a misticismo, excentricidade, ou simplesmente loucura.
A partir de casos como o de uma mulher parcialmente cega que vê personagens de desenhos animados sentarem no colo do médico à sua frente, de um atleta que perdeu o braço mas sente dores horríveis no “fantasma” da sua mão amputada ou de uma professora que insiste que o lado paralisado de seu corpo ainda se movimenta. Ramachandran utilizava diferentes terapias e métodos investigativos para cada paciente. De um detetor de mentiras e sofisticado equipamento de ressonância magnética até um cotonete, ou um espelho, as particularidades intrigantes de cada paciente vão surgindo no decorrer da investigação.
E acabam por permitir a Ramachandran uma visão – hipotética, mas não por isso menos interessante – de como o cérebro produz nossas sensações, sentimentos e, por que não, a consciência. Com prefácio de Oliver Sacks, autor do best seller Tempo de Despertar, Fantasmas No Cérebro foi escrito após insistentes pedidos de estudantes e colegas de Ramachandran.
Para a publicação da obra, recebeu ajuda da premiada jornalista científica Sandra Blakeslee, que ao longo dos últimos dez anos vem demonstrando sua competência e estilo, escrevendo sobre neurociências para o jornal The New York Times. Um livro surpreendente sobre os segredos da mente e sobre um cientista que ousou ultrapassar os limites da ciência e da razão. “Este é um livro esplêndido.” – Francis Crick, Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina “É um dos livros de neurologia mais originais e acessíveis da nossa geração.” – Oliver Sacks, M.D., autor de Tempo de despertar “Fascinante não só por sua clara e eloqüente descrição de fenômenos neurológicos (…) mas também pelo retrato de Ramachandran, o entusiasta na busca dos segredos da mente humana.” – The New York Times Book Review

O erro de Descartes – Antonio Damásio

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Para pensar bem e tomar decisões corretas é preciso manter a cabeça fria e afastar todos os sentimentos e emoções, certo? Errado. Neste livro surpreendente e polêmico, António Damásio, que dirige um dos principais centros de estudos neurológicos dos Estados Unidos, mostra como, na verdade, a ausência de emoção e sentimento pode destruir a racionalidade. Utilizando-se das mais recentes descobertas da neurobiologia, Damásio desafia os dualismos tradicionais do pensamento ocidental — mente e corpo, razão e emoção, explicações biológicas e explicações culturais — para oferecer uma visão científica e integrada do ser humano e sugerir hipóteses inovadoras sobre o funcionamento do cérebro humano.

O cérebro de Buda, de Rick Hanson

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Com explicações claras acerca da estrutura e do funcionamento do cérebro, os autores de ‘O Cérebro de Buda’ demonstram que é possível condicionar a mente para obter mais felicidade e sabedoria no dia a dia através de práticas meditativas simples e rápidas. Sempre fundamentado em estudos científicos, o livro mostra como modificar e treinar o fluxo de pensamentos para ativar respostas positivas, com calma e compaixão, em vez de reações negativas, cheias de raiva e angústia.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

COLUNA DO DIA: Atuação Fonoaudiológica no Alzheimer





  A população idosa no mundo aumenta de forma progressiva e no Dia Mundial da Doença de Alzheimer celebra-se em 21 de setembro, prestando assim uma homenagem àqueles que, em todas as partes do mundo, divulgam e sensibilizam para esta patologia.


  A data tem como objetivo melhorar a prestação de serviços a pessoas que sofrem de demência e aos seus cuidadores. e nos conscientiza que a doença atinge cerca de dois milhões de pessoas só no Brasil.


 A doença ataca o sistema nervoso e é irreversível e não conhece barreiras econômicas, sociais, étnicas, raciais ou geográficas e a idade em que a doença de Alzheimer começa a desenvolver-se é muito variável e a sua evolução pode ser lenta ou rápida.


 A doença de Alzheimer caracteriza-se, de uma forma resumida, por alterações neuropsicológicas com predominância das perturbações de memória, linguagem, reconhecimento e da escrita, assim como alterações do comportamento, ansiedade, depressão, agressividade e alucinações.


 É uma doença neurodegenerativa progressiva, com múltiplas etiologias e que converge para a perda neuronal.


  Está dividida em 3 estágios, Inicial (leve), Intermédio (moderado) e Final (grave):




Geralmente o alerta é dado com a presença das falhas de memória, que familiares e amigos mais próximos detetam. No entanto, as alterações podem ser tão subtis que a família atribui o esquecimento à idade. As alterações linguísticas (como afasia) e ao nível da alimentação (como disfagia e/ou a presença de apraxia bucofacial), são atividades da área de intervenção do fonoaudiólogo.


  A nível da Linguagem, a pessoa com Alzheimer começa a ter dificuldades na procura de alguma palavra durante o discurso espontâneo e, quando solicitada, apresenta dificuldade em nomear objetos e ações. A conversação mostra-se vazia ao nível do conteúdo, em parte porque a amnésia reduz a quantidade de informação disponível e também porque as alterações semânticas apenas permitem  um pensamento concreto. Além destas alterações evidencia-se também uma fraca capacidade de manter um mesmo tópico de conversação e alterações ao nível da compreensão. Apesar de a leitura em voz alta se mantenha até fases mais avançadas, a compreensão da leitura altera-se precocemente.  Em alguns casos a comunicação verbal se faz de forma muito restringida, chegando mesmo ao mutismo. Por isso é muito importante:

  • ·        manter a comunicação direta com a pessoa com DA,
  • ·        contato visual constante,
  • ·        falar de forma clara e objetiva, explicando tudo que for realizar, oferecer, etc.
  • ·         Use sempre frases motivacionais, elogie tudo que conseguir realizar;
  • ·        estimular com sons, músicas, diálogos que ela goste e assuntos do dia a dia, coisas que estão acontecendo naquele exato momento.
  • ·        privilegiar as vias sensoriais, é um excelente estímulo, olfato, paladar, tato, audição e visão.
  • ·        E não esqueça jamais, de respeitar o tempo da pessoa, cada dia é um dia diferente.

 

  As alterações na Alimentação começam a aparecer quando, para pessoa com Alzheimer, não faz sentido ingerir alimentos. O não reconhecimento dos alimentos aliado à dificuldade em utilizar os talheres/copo podem levar a um risco de desnutrição e desidratação. Além disso, ocorrem frequentemente episódios de esquecimento de ingestão de alimentos e de dificuldades de deglutição/mastigação. Estas dificuldades aparecem pelo fato de permanecerem com o alimento na boca por muito tempo sem saberem o que devem de fazer com ele e como o engolir. Por estas questões a pessoa pode manifestar perda de interesse na alimentação sendo necessária a monitorização por parte dos cuidadores e profissionais de saúde envolvidos.


 Torna-se fundamental a orientação fonoaudiológica quanto a Higiene oral, orientações durante e após a alimentação e assim ficar atentos a sinais de alerta:


·        Seguir as orientações que o fonoaudiólogo irá orientar, quanto a realização dos exercícios de lábio, língua e bochecha.


·        1) Higiene Oral:

·        A higiene oral deve ser realizada todos os dias, limpando bem a língua, céu da boca, bochechas, gengivas e dentes;

·        caso ela engasgue com a água, realizar a higiene oral com gaze enrolada no dedo ou espátula, umedecida com água;

·        Em caso de dentadura, retirá-la para limpeza;

·        A higiene oral é importante também para retirar partículas de alimentos da cavidade oral  que posteriormente o paciente pode aspirar.


·        2) Durante a alimentação:

·        O paciente deve estar bem acordado, confortável e posicionado sentado ou com a cabeceira do leito elevada o máximo para 90°;

·        Só usar a prótese dentária caso ela esteja firme, se ela estiver solta, retirá-la durante as refeições , caso contrário, procure um dentista para avaliar a possibilidade de fazer outra;

·        Oferecer o alimento sem pressa, aguardar o paciente engolir quantas vezes forem necessárias antes de oferecer a próxima colherada;

·        Caso sobrem restos de alimento na boca pedir para limpar com a língua e engolir;

·        A colher não deve estar muito cheia e nem muito vazia;

·        Usar apenas os utensílios recomendados pelo fonoaudióloga;

·        Caso apresente voz "molhada" pedir para raspar a garganta e engolir;

·        Em caso de tosse ou engasgo, parar a oferta do alimento e comunicar a fonoaudióloga;

·        Quando houver indicação do uso de espessante para alimentos e líquidos, seguir corretamente a indicação das proporções e quantidades;

·        Seguir corretamente a consistência e quantidade indicada pela fonoaudióloga para a oferta da dieta;

·        Seguir as manobras e posturas indicadas pela fonoaudióloga;

·        Evitar fatores distrativos como televisão, rádio, conversas com o paciente, entre outros.


·        3) Após a Alimentação:

·        Manter a cabeceira do leito elevada ou o paciente sentado por mais ou menos 45 minutos.


·        4) Sinais de Alerta:

·        Engasgos;

·        Tosse antes, durante e após a alimentação;      

·        Sensação de bolo parado na garganta;

·        Pigarro;

·        Febre de causa desconhecida                                    





   Neste árduo caminho que a pessoa com Alzheimer e suas famílias atravessam, o Fonoaudiólogo, pode ser um aliado para a reabilitação de capacidades que a pessoa tem vindo a perder, assim como para atuar preventivamente, de forma retardar o aparecimento de sintomas.


  A realização de exercícios diários de estimulação da cognição e da memória ajuda os doentes de Alzheimer a retardarem a perda das suas capacidades cognitivas e, consequentemente, a sua autonomia.



Até a próxima !



Maria Paula C. Raphael

CRFa 7364-RJ

Fonoaudióloga, Sociopsicomotricista Ramain-Thiers, Docente da AVM  Faculdade Integrada, cursos de pós graduação (UCAM), Eventos em Educação presencial e on-line, Supervisora na Formação em Sociopsicomotricidade Ramain-Thiers, Palestrante em eventos de educação e saúde.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

COLUNA DO DIA: Recomendações para estimulação desenvolver linguagem e fala nas crianças






Assim que os filhos nascem, um dos momentos mais esperados pelos pais é a primeira palavra da criança, e com certeza, torcem para que seja “papa” ou “mama”. O é bastante comum, por tratarem-se de palavras que iniciam com fonemas bilabiais (anteriores) e bem visivéis no momento que articulamos; tais como o /b/ e o /m/.Isso é o maior exemplo de que a criança aprende a partir da imitação, suas tentativas em imitar todos os sons que emitimos quando falamos com elas, acontecem nos primeiros meses de vida com o balbucio. 

Portanto, os pais e cuidadores, podem ajudar no desenvolvimento da fala e da linguagem de uma criança por ser o dia-a-dia, muito rico em situações que favorecem a comunicação e o desenvolvimento da linguagem. Os pais precisam saber como aproveitar essas oportunidades.

Mas, sem saber, muitos, podem também, atrapalhar o caminho natural da criança rumo à fala. Antes mesmo do seu filho começar a emitir os primeiros sons, algumas atitudes devem ser evitadas.      A seguir , descrevo algumas dicas gerais, e quais são os principais erros cometidos que os pais não devem evitá-los.
 

  • dar um bom modelo de linguagem articular bem as palavras, usar ritmo normal de fala, voz natural e audível.
  • usar palavras pequenas e frases curtas, ou seja,  linguagem filtrada ao nível de compreensão da criança.
  • não utilizar com frequência palavras no diminutive, nem usar fala ou voz infantilizadas
  • quando a criança apontar um objeto, nomeá-lo para que ela armazene auditivamente o som e começe associar ao seu nome.
  • gratificar qualquer som que a criança emitir, elogiar incentivar os novos sonhos que ela produzir.
  • conversar bastante com a criança, mesmo que ela parece não entender; dar oportunidade dela se expresser, demostrar interesse em ouvi-la e sempre que possível converse com a criança de frente para ela e verbalize as ações enquanto as realiza.
  • fazer correção indireta da fala, ou seja, repetir corretamente fases curtas, as palavras que criança falar errado. Agindo assim, o adulto estará dando a  criança o modelo correto, além estar enriquecendo seu vocabulário.
  • a estimulação deve ser feita por curtos períodos, já que geralmente a criança tem dificuldade em fixar atenção por muito tempo.
  • não reprimir a criança por ela não poder se expressar, não achar graça em ficar impaciente com suas dificuldades.
  • nomear objetos utilizados na vida diária, falar sobre suas funções e características principais.
  • levar a criança para passeios de observações, falar o nome dos lugares, dos objetos enquanto  ela esta vivendo a situação, tais com Festas aniversário, clube, cinemas etc.
  • dar jogos criativos, que desenvolvam o raciocínio, a compreensão, a coordenação e as percepções. Exemplos: jogos de encaixe, de percepção visual, fantoches etc.
  • fazer com que a criança adquira o hábito de ouvir e cantar músicas infantis ou histórias, cd’s e livros, assistir a desenhos animados na TV.
  • ler histórias infantis para crianças utilizando livros que tem figuras grandes e coloridas.
  • estimular a criança conhecer o seu corpo falar os nomes das partes do corpo e suas funções para criança ouvir enquanto ela utiliza. Exemplo: hora do banho, hora da limitação, durante brincadeiras, etc.
  • levar a criança prestar atenção nos sons que ouve e brincar de identificação. Exemplo: Som da campainha, de liquidificador, do telefone, do aspirador de pó, de instrumentos de sons variados, etc.
  • estimular a criatividade e a condenação motora através de atividades tais como: como desenhar,  colorir, recortar, colar, pintar, manusear materiais diversos, tais como; como massinha, areia/etc.
  • dar ordens simples e depois mais complexas para crianças executar. Exemplo: Abra a porta, acenda a luz, vá ao seu quarto e pegue seu travesseiro, etc.
  • ensinar e incentivar a criança a ser independente nas atividades de vida diária. (comer, vestir, tomar banho, etc).
  • a sucção e a mastigação preparam a musculatura para fala. Se a criança não puder ser alimentada no seio, oferecer a mamadeira com bico ortodôntico e furo pequeno, para que a criança tenha que fazer força para sugar; aos poucos a mamadeira deve ser substituida pelo copo de canudo(antes dos dois anos de idade).
  • caso a criança faça uso de chupeta, compre a de bico ortodôntico e eviteque ela sugue o dedo; eutilize com moderação e deve ser retirada lentamente, sem forçar, se possível, antes da criança completar dois anos  de idade a fim de não prejudicar a arcada dentária.
  • é normal que as crianças que estão adiquirindo linguagem, demorem a pronunciar as palavras ou repitam os sons.(gaguejam).Os pais não devem chamar atenção da criança ou terminar a frase por ela ou mandar que ela “fale logo” ou “fale devagar”. Os pais devem agir o mais naturalmente possível,  sem demonstrar ansiedade ou nervosismo.
  • exercício com os orgãos de articulação ( lábio, língua, palato,etc), são úteis para que crianças se conscientize de seus orgãos e os utilize corretamente. Sugestã:  Estalar a língua(som do cavalo), gargarejar, dar beijos estalados, soprar velas, apitos, língua de sogra, etc.
  • fazer com que a criança tenha contato com as criança da mesma idade é fundamental, isto fará com que ela tenha a oportunidade ouvir outras crianças falando, isto fará com que ela tenha a oportunidade de ouvir outras crianças falando, o que estimulará a sua vontade de se comunicar; dai a importância da criança frequenter a Creches ou Escolas. O maternal  ou o Jardim de Infância é uma etapa muito importante para o future desenvolvimento escolar da criança, por esse motivo os pais devem importarsse com seus objetivos: socialização, desenvolvimento perceptive e da coordenação motora, enriquecimento do vocabulário etc.
  • estas recomendações, sabemos que são seguidos pelos profissionais que lidam com a crianças, porém, devem ser seguidos por todos os adultos que convivem com ela diariamente, poi o desenvolvimento da fala e da liguagem de uma criança, depende em grande parte, da quantidade e qualidade de estimulação que ela recebe do meio ambiente, e os familiares são as pessoas que tem as melhores condições e oportunidades para fazer uma boa estimulação.
  • os pais não devem preocupar-se exageradamente se seus filhos falarem errado, o mais importante é que a compreensão e a estruturação de frase esteja de acordo com a sua idade. O “falar “errado, só deve preocupar, se prejudicar a comunicação da criança ou se persistir além dos três anos de idade. Neste caso, leve seu filho para que um fonoaudiólogo avalie se é necessário que seja feito tratamento.

        Até a próxima!

Maria Paula C. Raphael
CRFa 7364-RJ
Fonoaudióloga, Sociopsicomotricista Ramain-Thiers, Docente da AVM  Faculdade Integrada, cursos de pós graduação (UCAM), Eventos em Educação presencial e on-line, Supervisora na Formação em Sociopsicomotricidade Ramain-Thiers, Palestrante em eventos de educação e saúde.