sexta-feira, 27 de abril de 2012

Applied Beravior Analysis - Análise Aplicada do Comportamento

De acordo com o Departamento de Saúde do Estado de Nova Yorque, procedimentos derivados da análise do comportamento são essenciais em qualquer programa desenvolvido para o tratamento de indivíduos diagnosticados com autismo. A academia nacional de ciências dos EUA, por exemplo, concluiu que o maior nº de estudos bem documentados utilizaram-se de métodos comportamentais. Além disso, a Associação para a Ciência do Tratamento do Autismo dos Estados Unidis, afirma que ABA é o único tratamento que possui evidência científica suficiente para ser considerado eficaz.

O tratamento ABA envolve o ensino intensivo e individualizado das habilidades necessárias para que o indivíduo possa adquirir independência e a melhor qualidade de vida possível. Dentre as habilidades ensinadas incluem-se comportamentos sociais, tais como contato visual e comunicação funcional; comportamentos acadêmicos tais como pré-requisitos para leitura, escrita e matemática; além de atividades da vida diária como higiene pessoal. A redução de comportamentos tais como agressões, estereotipias, autolesões, agressões verbais, e fugas também fazem parte do tratamento comportamental, já que tais comportamentos interferem no desenvolvimento e integração do indivíduo diagnosticado com autismo.

Durante o tratamento comportamental (ABA), habilidades geralmente são ensinadas em uma situação de um aluno com um professor via a apresentação de uma instrução ou uma dica, com o professor auxiliando a criança através de uma hierarquia de ajuda (chamada de aprendizagem sem erro). As oportunidades de aprendizagem são repetidas muitas vezes, até que a criança demonstre a habilidade sem erro em diversos ambientes e situações. A principal característica do tratamento ABA é o uso de consequências favoráveis ou positivas (reforçadoras). Inicialmente, essas consequências são extrínsicas (ex. uma guloseima, um brinquedo ou uma atividade preferida). Entretanto o objetivo é que, com o tempo, consequências naturais (intrínsecas) produzidas pelo próprio comportamento sejam suficientemente poderosas para manter a criança aprendendo. Durante o ensino, cada comportamento apresentado pela criança é registrado de forma precisa para que se possa avaliar seu progresso.

O uso da Análise Comportamental Aplicada voltada para o autismo baseia-se em diversos passos: 1- avaliação inicial, 2- definição de objetivos a serem alcançados, 3- elaboração de programas/procedimentos, 4- ensino intensivo, 5- avaliação do progresso. O tratamento comportamental caracteriza-se, pela experimentação, registro e constante mudança. A lista de objetivos a serem alcançados é definida pelo profissional, juntamente com a família com base nas habilidades iniciais do indivíduo. Assim, o envolvimento dos pais e de todas as pessoas que participam da vida da criança é fundamental durante todo o processo.

Concluindo, ABA consiste no ensino intensivo das habilidades necessárias para que o indivíduo diagnosticado com autismo ou transtornos invasivos do desenvolvimento se torne independente. O tratamento baseia-se em anos de pesquisa na área da aprendizagem e é hoje considerado como o mais eficaz.


Caio Miguel,

Ph.D, Psicólogo, doutor em análise do comportamento pela Western Michigan Universit.

Artigo publicado no BAB - Boletim Autismo Brasil n.2, de junho de 2005.






Quem pode se beneficiar com ABA?
O tratamento com Aba tem beneficiado todo o tipo de aprendiz em todas as idades, com muita ou pouca habilidade, em várias questões diferentes. No começo dos anos 60, começou-se a se trabalhar com a análise do comportamento em crianças autistas e com outras desordens do desenvolvimento. Desde aquela época, uma grande variedade de técnicas de ABA tem sido desenvolvida para construir o aprendizado em crianças autistas de todas as idades. Essas técnicas são usadas tanto em situações mais estruturadas e formais como nas situações mais naturais, tipo as situações do dia-a-dia e tanto na situação de 1 pra 1, como nas instruções em grupo.
O uso dos princípios e técnicas da ABA para ajudar pessoas com autismo terem uma vida mais feliz e produtiva se expandiu rapidamente nos últimos anos. Hoje, ABA é amplamente reconhecido como seguro e efetivo no tratamento do autismo.

ABA tem sucesso com autistas adultos?
Sim. Documentos de pesquisa mostram que várias técnicas de ABA são efetivas em construir habilidades em crianças, adolescentes e adultos com autismo e disordens relacionadas. E ainda, os métodos de ABA são úteis em ajudar as famílias a lidar com muitos comportamentos difíceis que podem acompanhar o autismo, sem os efeitos colaterais de drogas. Nos EUA muitos desses indivíduos adultos com acompanhamento de ABA aprenderam a desenvolver alguma atividade voltada pro trabalho e a ter uma ótima participação em suas comunidades.

Fonte: Autismo em Foco



quinta-feira, 26 de abril de 2012

Tratamento experimental reduz sintomas do autismo em cobaias

Um tratamento experimental reduziu dois dos três grandes distúrbios do autismo em ratos de laboratório - o comportamento repetitivo e a falta de socialização -, apontou um estudo realizado nos Estados Unidos e divulgado nesta quarta-feira.

A molécula denominada GRN-529, criada pelo grupo farmacêutico americano Pfizer, se concentra no glutamato, principal neurotransmissor presente em todo o cérebro e que tem um papel-chave na ativação dos neurônios, as células do cérebro.

Os cientistas, cujo estudo foi publicado na revista médica americana Science Translational Medicine, pensam que esta molécula atua sobre um receptor específico do glutamato e mingua sua ação sobre os neurônios.

A molécula atualmente passa por um teste clínico com pacientes que sofrem da síndrome do X frágil, principal causa de retardamento mental hereditário, que apresenta certas similaridades com distúrbios do espectro do autismo.

O fato de que esta molécula já tenha passado por um teste clínico para sintomas dos quais alguns são similares aos do autismo aumenta as possibilidades de agir sobre estes distúrbios. "Os resultados destas experiências em ratos levam a crer que é possível considerar uma estratégia que consista em desenvolver um único tratamento para tratar vários simtomas", explicou Jacqueline Crawley, do Instituto Nacional Americano de Saúde Mental (NIMH).

"Uma grande quantidade de casos de autismo é provocada por mutações nos genes que controlam os processos em curso de desenvolvimento, como a formação e a maturidade das sinapses que unem os neurônios entre si", acrescentou. "Se os defeitos nestas conexões entre neurônios não forem estruturais, os principais distúrbios do autismo poderiam ser tratados com medicamentos", afirmou a cientista.


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Educação e Alfabetização na perspectiva ABA


Educação e Alfabetização na perspectiva
da Análise Aplicada do Comportamento (ABA)
para crianças com desenvolvimento atípico


Dia: 16/06/2012
Horário: 08h às 17h30
Local: Centro Universitário Newton Paiva - Campus Carlos Luz - Auditório Nominato - Av. Presidente Carlos Luz, 220 - Caiçara - Belo Horizonte - MG
E-mail: contato@creativeideias.com.br
Telefone: (21) 2577 8691 | (21) 3246 2904 | (21) 8832 6047 | (31) 8636 1392

PÚBLICO ALVO:
Pais, Parentes, Mediadores, Estagiários, Monitores, Facilitadores, Psicólogos, Psicopedagogos, Professores, Fonoaudiólogos, Pedagogos, Terapeuta Ocupacional, Estudantes de Graduação e/ou Pós e demais interessados no assunto.

OBJETIVO:
Fornecer técnicas e estratégias para facilitar a alfabetização de alunos com TGD (Transtorno Global do Desenvolvimento).

PALESTRANTE:
Luiz Alexandre Barbosa de Freitas - Psicólogo formado pela Universidade Federal de São João Del Rei, Mestre em Análise do Comportamento pela Universidade Estadual de Londrina e com curso de Intervenção Precoce para Desenvolvimento Atípico no Núcleo Paradigma – SP. Ministra aulas no ensino superior e realiza intervenções utilizando a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) em crianças e adolescentes com desenvolvimento atípico. CRP 01714 MT


CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:


  • Conceitos básicos da Análise do Comportamento e a forma desta abordagem sobre a Educação;
  • A Construção de pré-requisitos no ambiente individualizado como base para a Inclusão Escolar;
  • Reforçamento Positivo e Motivação: pilares da intervenção individualizada e social;
  • Análise Funcional Descritiva: Miminização de Comportamentos Disruptivos e Maximização comportamentos pró-sociais;
  • Alfabetização e Análise Aplicada do Comportamento;
  • A noção de Equivalência de Estímulos: relações arbitrárias entre estímulos auditivos visual-textuais;
  • Estabelecendo controle por unidades verbais mínimas da língua (sílabas/letras) e os comportamentos de leitura e escrita;
  • Dicas de material adaptado;
  • Perspectivas além da alfabetização em direção ao prosseguimento para o ensino fundamental.


  • INVESTIMENTO:

    •    ATÉ 11/05
    R$ 80,00 - individual (cartão)
    R$ 70,00 - individual (depósito)
    R$ 60,00 - cada inscrito - grupos a partir de 6 pessoas (depósito)


    •    ATÉ 01/06
    R$ 90,00 - individual (cartão)
    R$ 80,00 - individual (depósito)
    R$ 70,00 - cada inscrito - grupos a partir de 6 pessoas (depósito)

     
    •    APÓS 01/06
    R$ 100,00 - individual (cartão)
    R$ 90,00 - individual (depósito)
    R$ 80,00 - cada inscrito - grupos a partir de 6 pessoas (depósito)



    INSCRIÇÕES: http://www.creativeideias.com.br/

    sexta-feira, 20 de abril de 2012

    Estudo liga falha genética no cérebro a déficit de atenção

    O TDAH é uma desordem psiquiátrica comum, mas complexa, com sintomas como desatenção, comportamento impulsivo e hiperatividade
    O TDAH é uma desordem psiquiátrica comum, mas complexa, com sintomas como desatenção, comportamento impulsivo e hiperatividade (Polka Dot/Thinkstock)

    Um estudo americano relaciona a descoberta de alterações em genes específicos envolvidos em importantes vias de sinalização do cérebro ao transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Publicado na versão on-line do periódico Nature Genetics, o levantamento abre portas para o desenvolvimento de drogas que possam agir especificamente nessas vias -- oferecendo, assim, novas opções de tratamento para o problema.

    O TDAH é uma desordem psiquiátrica comum, mas complexa, com ocorrência estimada em 7% das crianças em idade escolar e em uma porcentagem pequena nos adultos. Existem diferentes subtipos de TDAH, com sintomas como desatenção, comportamento impulsivo e hiperatividade. Suas causas ainda são desconhecidas, mas o transtorno tende a permanecer na família e, acredita-se, que seja influenciado pela interação de diversos genes. O tratamento medicamentoso nem sempre é eficaz, particularmente em casos mais graves.

    Variação genética - “Ao menos 10% dos pacientes com TDAH da nossa amostra têm essa variação genética”, diz Hakon Hakonarson, coordenador do estudo e diretor do Centro de Genética Aplicada do Hospital da Criança da Filadélfia. “Os genes envolvidos afetam o sistema de neurotransmissores do cérebro implicados no TDAH. Agora temos uma explicação genética para essa ligação, que se aplica a um subconjunto de crianças com a desordem.”

    A equipe de pesquisadores fez uma análise do genoma inteiro de 1.000 crianças com TDAH recrutadas no Hospital da Criança da Filadélfia, comparadas com 4.100 crianças sem a desordem. Os pesquisadores procuraram por variações no número de cópia (CNVs), que são deleções ou duplicações da sequência de DNA. Em seguida, eles avaliaram os resultados iniciais em vários grupos independentes, que incluíam perto de 2.500 casos com TDAH e 9.200 sujeitos de controle.

    Entre esses grupos, os pesquisadores identificaram quatro genes com um número alto significativo de CNVs em crianças com TDAH. Todos os genes eram membros da família de genes receptores de glutamato, com o resultado mais forte no gene GMR5. O glutamato é um neurotransmissor, uma proteína que transmite sinais entre neurônios no cérebro. “Membros da família de genes GMR, juntamente com os genes com que interagem, afetam a transmissão nervosa, a formação de neurônios e as interconexões no cérebro. Então, o fato de que crianças com TDAH são mais suscetíveis a terem alterações nesses genes reforçam as evidências de que o GMR é importante no TDAH”, diz Hakonarson.

    quinta-feira, 19 de abril de 2012

    Dislexia



    Reportagem no Fantástico sobre Dislexia, Transtorno específico de leitura que interfere em toda a escolaridade - Março de 2008.

    Cientistas revertem autismo severo em ratos

    Cientistas revertem autismo severo em ratos
    Clique no link abaixo para ver uma entrevista aos investigadores (em inglês)
    Esta notícia tem conteúdo multimédia, clique aqui para visualizar
     
    Cientistas da Escola de Medicina da Universidade da Virginia (EUA) conseguiram reverter, em ratos, os sintomas de um dos tipos mais severos de autismo: a síndrome de Rett. O tratamento, divulgado este mês no site da revista Nature, baseia-se em transplantes da medula óssea e no reforço do sistema nervoso dos doentes.
    O Síndrome de Rett resulta de uma anomalia no gene mecp2 que causa desordens de ordem neurológica que eliminam as capacidades motoras e intelectuais dos doentes, atingindo sobretudo crianças do sexo feminino. Os doentes do sexo masculino costumam falecer com apenas alguns meses de idade. As pacientes do sexo feminino sobrevivem até à idade adulta mas necessitam de vigilância 24 horas por dia. 
    Até agora não havia qualquer tipo de tratamento ou medicação para este tipo de autismo, mas a descoberta destes cientistas traz nova esperança para as famílias destes doentes.
    Os investigadores da Virgínia desconfiavam que as células micróglias – da família das células glias e responsáveis pela defesa do sistema nervoso – apresentavam uma deficiência nos indivíduos portadores da doença. Examinando o papel destas células na doença de Rett, o investigador Jonathan Kipnis desenvolveu uma nova forma de combater esta devastadora síndrome neurológica.
    Para testarem a teoria, Kipnis e a sua equipa trataram ratos portadores da síndroma de Rett com uma radiação que matou as suas células micróglias doentes, efetuando depois um transplante de células de medula óssea para dar origem a novas células micróglias reforçanco assim a defesa do sistema nervoso dos alvos (ver vídeo explicativo acima - em inglês).

    Os ratos submetidos ao tratamento começaram a respirar melhor, adquiriram uma maior mobilidade e aumentaram a sua massa corporal. O tratamento funcionou tanto em ratos do sexo feminino como em ratos do sexo masculino embora os resultados tenham sido mais evidentes nas fêmeas.
    "Se conseguirmos provar que o sistema imunitário desempenha um papel fundamental nos doentes com Rett e se conseguirmos substituí-lo de forma segura podemos vir a desenvolver terapias bem-sucedidas no futuro", disse Jonathan Kipnis, o investigador principal, à revista Nature.com.

    Clique AQUI para aceder a um comunicado do Rett Syndrome Research Trust (em português), que patrocinou a investigação.

    Menina que nasceu sem as mãos vence concurso de caligrafia nos EUA

    Anne Clark usa os braços para escrever (Foto: AP) 
    Anne Clark, de 7 anos, usa os braços para prender o lápis e poder escrever (Foto: AP)
    A menina Anne Clark, estudante da primeira série da escola Wilson Christian Academy, em West Mifflin, na Pensilvânia, ganhou um concurso de caligrafia para estudantes com deficência de escolas dos Estados Unidos. Anne, de 7 anos, nasceu sem as mãos e prende o lápis entre os braços para poder escrever.

    A categoria faz parte do 21º Concurso Anual de Caligrafia dos Estados Unidos. O prêmio para alunos com deficiência foi criado no ano passado com o nome de um estudante (Maxim Nicholas) que também não tinha as mãos e usava o antebraço para escrever. Nicholas impressionou os juízes o suficiente para que eles criaram uma nova categoria para alunos com deficiência.

    Anne foi premiada na categoria de letras de forma/imprensa. O vencedor de melhor caligrafia em letra cursiva foi Remiel Colwill, estudante da quinta série da escola St. Mary Magdalene, em Eastlake, Ohio. Remiel tem uma deficiência visual. Ele e Anne ganharam um troféu e um prêmio de US$ 1 mil para cada.

    Fonte: Do G1, com informações da Associated Press