quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Campanha para fazer mais uma edição da Revista Autismo







Somos um grupo de pais de pessoas com autismo. Criamos a REVISTA AUTISMO, publicação GRATUITA, impressa (e online), de circulação nacional e com 100% de voluntariado, sem ONG, sem empresa, sem governo e sem nenhum dinheiro -- veja detalhes aqui, se precisar, nos peça mais informações mais informações .

E você pode efetivamente nos ajudar a continuar este projeto! Com qualquer quantia.
O autismo não é raro como muitos podem pensar, atingindo hoje nos EUA 1 a cada 110 crianças (veja reportagem da revista). No Brasil não temos estatísticas, mas estima-se que haja 2 milhões de pessoas com o transtorno do espectro do autismo (TEA). A síndrome é mais comum em crianças do que AIDS, câncer e diabetes juntos -- exatamente: juntos, somados!. E o tratamento quanto antes for feito, melhores os resultados.
O objetivo é levar informação de qualidade também a pais que não têm acesso à internet -- além, logicamente, de atingir os "pais conectados" e também profissionais e governos para que diminua-se o preconceito e crie-se políticas públicas para atender às famílias afetadas por essa síndrome.
Como ainda não conseguimos um patrocínio para continuarmos o projeto de forma constante e segura, estamos realizando uma campanha de doações para fazer mais uma edição da Revista Autismo -- a terceira edição, a número 2 (pois começamos na edição zero).

Na edição de lançamento (número zero), pudemos imprimir 5 mil exemplares, o que durou uma semana. Com uma campanha como esta conseguimos reimprimir mais 5 mil, totalizando 10 mil exemplares. Também esgotaram-se. Fizemos a segunda edição, mas só tivemos recursos para imprimir 2,5 mil exemplares.
Esgotaram-se. A demanda é absurda por informação sobre autismo no Brasil, pois não há quase nada. A falta de informação é tão grande que nossa revista é a única na América Latina sobre o tema e a única no mundo em língua portuguesa (tivemos solicitações e enviamos algumas inclusive para Portugal e para brasileiros em outros países do mundo).
Tendo R$ 20 mil podemos fazer uma edição com 8 mil exemplares. É o que traçamos como meta -- não é o ideal, nem é o mínimo. Faremos o que pudermos com o que conseguirmos -- como nas outras edições.
Com doações, nossas ou que consigamos angariar de outros grupos, pessoas, empresas, etc., podemos fazer isso!

Temos uma conta no Bradesco somente para doações à revista (escolhi o Bradesco pois pode-se depositar em qualquer ag. de CORREIOS, que tem em todo o Brasil).
Banco: Bradesco
Agência: 2534

Conta Corrente: 8679-7

Titular: Francisco de Pa...
(quem precisar do CPF, para fazer DOC ou TED, peça por e-mail, clicando aqui por e-mail, clicando aqui , por favor)
Também pode-se doar por meio do serviço PayPal, com de cartões de crédito/débito (veja no final deste texto). 
Quem doar, não precisa enviar comprovante. A ideia é primeiro conseguirmos o montante para fazermos a revista.
Então, sugiro que além de todos que puderem doar o façam (seja a quantia que for será muito bem-vida e agradecida), fazer uma pequena campanha na sua igreja/templo/centro, empresa, comunidade. Explique a importância deste projeto e não será difícil conseguir algo para uma causa tão nobre como esta.
Sem dúvida conseguiremos, nós cremos!
Antecipadamente agradecemos o que conseguirem ou ao menos tentarem. Tudo é válido!

Mais informações: www.revistaautismo.com.br

Médicos precisam de maior treinamento para reconhecer sinais que podem atrasar o desenvolvimento infantil

Durante a consulta, o especialista precisa olhar a criança como um todo - não apenas em busca de sintomas de possíveis doenças

As primeiras visitas a um consultório pediátrico giram em torno de questões básicas: amamentação correta, ganho de peso do bebê no tempo certo ou a presença de alguma doença. Muitos pediatras, porém, deixam de prestar atenção a outros aspectos importantes no desenvolvimento infantil. Nesse período, sintomas menos óbvios podem esconder problemas que trazem reflexos para a vida adulta. Estima-se que 16% da população infantil têm algum problema de desenvolvimento ou de comportamento — desde dificuldades motoras e de linguagem a problemas como autismo e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
Questões sobre o desenvolvimento normal da criança, envolvendo os aspectos sociais, emocionais e básicos, como linguagem e motricidade fina, devem estar na agenda de todos os pediatras brasileiros. Quanto mais cedo o problema for identificado, melhor será a resposta da criança para o tratamento. Sabe-se que os estímulos que as crianças recebem entre o nascimento e os três anos de idade têm capacidade de alterar curso do desenvolvimento, com influências na parte física, cognitiva e também na psicossocial. Ou seja, crianças nessa idade apresentam taxas de sucesso muito maiores do que as que foram diagnosticadas mais tarde. "Isso não significa que a criança vai deixar de ser autista, por exemplo, mas ela vai conseguir ter uma convivência melhor, um aprendizado melhor", diz Amira Figueiras, da Universidade Federal do Pará.
"Se a criança não fala até os 16 meses, por exemplo, é um sinal de alerta", diz Ricardo Halpern, presidente do departamento científico de desenvolvimento e comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Segundo ele, se até completar o primeiro aniversário, a criança não emitir gestos ou não balbuciar nenhuma palavra, é preciso investigar. "Não existe mais aquele pensamento de que 'cada criança tem seu tempo'", diz.  Confira outros sintomas na lista abaixo:

5 sinais para prestar atenção

Eles podem indicar um problema de desenvolvimento. 

Caso seu filho apresente um desses sintomas, é hora de 
procurar um pediatra.


"O diagnóstico precoce está na mão do pediatra. O problema é que passa incólume por eles", afirma Amira. Em geral, médicos que atendem o serviço público têm apenas 15 minutos por paciente — e muitas vezes o problema não é notado. Amira, que também é presidente da Sociedade de Pediatria do Pará, é responsável pela criação de um projeto de capacitação de médicos e enfermeiros de alguns estados do Brasil e de países da América Latina para perceber o atraso do desenvolvimento infantil. "Depois do treinamento, vimos que estávamos recebendo mais crianças e muito mais cedo", diz.
Ricardo Halpern concorda que os esforços devem ser direcionados para o treinamento médico. "É preciso treinar os médicos para que eles percebam estes sinais", diz. A ideia, segundo Halpern, é que a partir do próximo ano sejam realizados cursos de capacitação profissional em cada região do país.
Atenção aos pais — Halpern explica que vários fatores podem contribuir para problemas do desenvolvimento que, em geral, são uma combinação da genética com fatores ambientais. Doenças como autismo e esquizofrenia, por exemplo, são essencialmente genéticas. Outros elementos, porém, podem contribuir para comprometer o desenvolvimento infantil. Entre eles, estão crianças filhas de mães que tiveram depressão pós-parto ou que não tiveram uma orientação adequada para a amamentação, com histórico de alcoolismo na família, que vivem em um ambiente desfavorável, vítimas de maus tratos.
Segundo o pediatra, é preciso voltar a atenção para o que os pais dizem durante a consulta. Ele diz que em cada dez diagnósticos, os pais acertam em oito. "Os pais têm uma percepção muito adequada quando seu filho não está bem. Ele pode não saber o que é, mas sabe que ele não está bem", diz.

Olhar



Quando a criança evita o contato visual direto, não desenvolve empatia e não compartilha interesses.


Agressividade



Até certo ponto, a agressividade pode ser normal. Mas é preciso observar se o comportamento agressivo é frequente e em que situações ele ocorre.


Aprendizado


Quando a criança é hiperativa, tem dificuldade de parar quieta e de aprender.

Solidão



Se o seu filho é solitário e não interage com outras crianças, apresenta características melancólicas e atitudes anti-sociais, pode haver um distúrbio oculto.

Dislexia, daltonismo, problema na fala: eles tiram as diferenças de letra


Foto: Arquivo pessoal
Heloísa e o filho Bernardo: "tenho dislexia e não tenho vergonha"

O último censo do IBGE aponta que 24% dos brasileiros sofrem de algum tipo de deficiência. As crianças não escapam às estatísticas – mas a maioria dos casos compreende diagnósticos leves, de situações perfeitamente contornáveis, adaptáveis ou mesmo curáveis. Naturalmente, grande parte dos pais fica preocupadíssima ao perceber um sintoma diferente em seu filho – ele não fala como as outras crianças, enxerga cores de um jeito diferente ou tem dificuldades específicas na escola. Mas o modo de encarar o problema e a busca por soluções ou melhoria na qualidade de vida da criança é o essencial nessa hora.

A fonoaudióloga Renata Tramontina Ceribelli, especializada em crianças, diz que é comum pais e filhos chegarem ao consultório receosos e, em questão de minutos, abraçarem completamente o tratamento de fala.

“Muitas pessoas demoram a procurar um fonoaudiólogo quando percebem a dificuldade na fala dos filhos. Muito porque os pediatras não estimulam, acreditando sempre que ‘vai passar’. Mas, na maioria dos casos, as crianças são bem mais rapidamente auxiliadas quando chegam cedo ao especialista”, diz Renata.

Com exercícios de voz, no espelho e muitos jogos, o bom profissional da área logo conquista a atenção da criança – e, não raro, elas adoram fazer as sessões, pois percebem a própria melhora. Isso porque, nos primeiros anos de escola, é comum que os amigos notem e corrijam a criança que troca letras ou gagueja, por exemplo. “E esse é um motivo a mais para procurar ajuda: os pais também devem aprender a auxiliar o filho sem corrigi-lo seriamente a todo instante, o que pode prejudicar o tratamento”, lembra a fonoaudióloga.



Foi uma das coisas que aprendeu a dona de casa Regina Cunha, mãe de Raissa, 4 anos, e Nadine, 12 anos. A caçula vem, há algumas semanas, tratando com sessões de fonoaudiologia as onze trocas de letras – um volume alto para a idade – que produzia ao falar. A professora da menina, Carla, por exemplo, vira “Caila” – uma troca séria para a faixa etária de Raissa. “A escola sinalizou o problema e decidimos procurar logo um especialista para que ela não virasse motivo de gozação entre os amiguinhos”, conta Regina.

A previsão é que o tratamento de Raissa leve de seis a oito meses. Mas ela nem liga. Semanalmente vem a pergunta em casa: “mãe, hoje tem fono?”.“Acredito que a química entre a criança e quem a atende é determinante”, diz Regina. Raissa ama as sessões porque sua terapeuta inventa toda sorte de brincadeiras para mostrar a ela as correções.

Bernardo e a almofada de pancadas
Bernardo, de 12 anos, já sabe por exemplo que tem direito a mais tempo para resolver uma prova. O menino tem dislexia e, por conta disso, passou momentos difíceis até pais e professores perceberem o problema. “Bernardo tinha 8 anos quando fomos chamados na escola por causa do rendimento dele”, conta a mãe, a médica veterinária Heloísa Pappalardo Collet. Ele “comia” letras ao ler e escrever e tinha sérios problemas para ser alfabetizado. Todos achavam Bernardo “lento, imaturo”. A própria mãe, com grande sinceridade, conta que ela e o marido invariavelmente brigavam com o menino por causa das notas baixas e o obrigavam a estudar nos fins de semana.

Com a ajuda da ABD, Associação Brasileira de Dislexia, Bernardo ganhou vida nova. Alegre, muitíssimo criativo e cheio de amigos, ele hoje comemora quando vai bem em uma prova e, com a nota alta em mãos, costuma lembrar a mãe: “hoje é dia de bater na almofada!”. A tal almofada foi confeccionada por Heloísa (“uma coisa feiosa que eu fiz em preto e laranja com a palavra ‘dislexia’ bordada”) – e quando Bernardo se sai bem, ganha licença para “esmurrar a dislexia”.

“Nós aprendemos a lidar com o problema e ele mais ainda”, diz Heloísa. O garoto frequenta um colégio puxado em São Paulo e, apesar de ter um problemão para aprender alemão, no inglês ele vai muito bem graças às aulas de conversação. “Tenho dislexia e não tenho vergonha", diz orgulhoso para quem quiser ouvir.



Foto: Arquivo pessoal

Enzo é daltônico: "tenho que avisar na escola e nem ligo"

Enzo e os mapas escolares
Esconder uma condição não é algo que as crianças precisem fazer. Enzo Facca, 12 anos, explica para os amigos, sem medo de ser feliz, que ele não enxerga a diferença entre certas cores. Enzo é daltônico – condição percebida pelos pais “em três etapas”, por volta dos 5 anos.

“Primeiro, num jogo de futebol em que os times tinham camisas vermelhas e marrons, ele não entendia quem jogava para qual lado”, lembra a mãe de Enzo, Claudia. ”Depois foi um semáforo em pane, que piscava o verde e o vermelho, e ele não notava. Então um dia pedimos um livro que estava na estante e, com o nome escrito em vermelho no fundo verde, ele simplesmente não achava o volume”. conta.

Com a suspeita inicial para lá de confirmada, o pai do menino se embrenhou no problema e vasculhou a rede atrás de sites e estudos sobre o daltonismo. Luiz soube, entre outras coisas, que apenas 8% da população sofre de daltonismo e o teste mais comum, o Teste de Ishihara, já está um pouco ultrapassado e detecta apenas o padrão da inversão de cores. Testes mais novos já podem mostrar, por exemplo, quais cores cada pessoa enxerga melhor e o grau de daltonismo.

Enzo também já domina o assunto. “Faço os testes na internet de vez em quando só de brincadeira, junto com o meu pai. E sei que preciso avisar na escola quando não vejo alguma cor, como na hora de estudar mapas. Mas, fora isso, na maior parte do tempo, eu nem ligo de ter daltonismo”.



Foto: Getty Images
Marca registrada do Facebook, o azul foi escolhido porque Mark Zuckerberg é daltônico

Bahia e Minas Gerais podem perder as divisas dependendo das cores usadas, mas Enzo não perde sua confiança. Certo ele, pois o cotidiano mostra que lidar com pequenos percalços do corpo humano deve ser natural. Por exemplo: Mark Zuckerberg, fundador do celebrado Facebook, é daltônico - daí a cor azul dominante na rede social, já que Mark não distingue verdes e vermelhos. A lista de disléxicos famosos é ainda maior, contando com personalidades como Charles Darwin, Pablo Picasso e Walt Disney. Isaac Newton lidou com a gagueira por toda a vida, o cantor Justin Timberlake tem DDA e o ex-presidente Bill Clinton possui um sério caso de surdez. Coisas da vida, ora.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Inclusão de autistas e deficientes mentais nas aulas de Informática

Zackary
Zackary foto AP

A inclusão de crianças com deficiências em ensinos regulares tanto de escolas públicas quanto das particulares ainda é um assunto novo no mundo todo e no Brasil ainda é mais recente, segundo a Lei nº 10.172, de 9 de Janeiro de 2001, no capítulo 8 garante essa inclusão;

Uma das discussões sobre o assunto é a falta de preparo dos professores que administram todas as matérias em receber esses alunos, junto aos demais alunos que são considerados “normais” e principalmente pelos professores de Informática que precisam lidar com uma sala onde há alunos que possivelmente já tenham contato com o computador em casa e existem alunos na mesma sala, em condições diferentes que precisam de atenção e cuidados mais constantes.

Um dos desafios dessas crianças com autismo e com deficiência mental é conviverem com crianças que não possuem nenhuma síndrome, tendo o apoio e a didática do professor em sala de aula para que essa inclusão aconteça.

Cabe aos educadores a desenvolverem aulas de uma forma mais eficaz e interessante para que possa acolher todos esses alunos de uma maneira mais eficiente e atrativa, já que para um aluno considerado normal a integração tecnológica é um grande atrativo de descobertas e conhecimentos, para alunos com necessidades especiais esse mundo trás uma perspectiva e uma atração em uma proporção muito maior.

Antes desta lei ter sido implantada existia uma barreira já estabelecida pela própria sociedade, em que alunos com deficiências estudavam em escolas especiais, separados dos demais. Com o passar dos tempos foi-se criando preconceitos em relação a essas crianças, portanto além de lidar com as dificuldades do dia a dia nas aulas, lida-se com os preconceitos em relação as crianças com deficiências na sala de aula, tanto os professores de modo geral, os professores de Informática, quanto os alunos.

A inclusão é um trabalho em conjunto entre escolas, professores, pais de alunos e outros membros que possam integrar o grupo escolar. A conversa com os pais também ajuda no desenvolvimento e integração dessas crianças. Saber qual é realmente a dificuldade de aprendizado e a rotina da criança com deficiência ajuda o professor a conseguir integrar melhor esses alunos durante as aulas.

Softwares
Existem poucas ferramentas on-line que poderiam guiar uma criança autista na internet, John LeSieur que atua na área de desenvolvimento de softwares, disse que lhe chamou a atenção o fato de os computadores parecerem não ter utilidade nenhuma para seu neto de seis anos de idade, Zackary (foto acima). O garoto sofre de autismo, e o grande número de opções oferecido pelos PCs confundiam-no de tal forma que Zackary, frustrado, costumava atirar o mouse longe.

zac browser

Por esse motivo criou um programa que, em homenagem ao neto, chamou de Browser Zac para Crianças Autistas. Agora, o software pode ser obtido gratuitamente (tanto para Pc como Mac) em www.zacbrowser.com.

O Browser Zac simplifica a tarefa de usar um computador. Ele bloqueia o carregamento de vários sites, impedindo o acesso a materiais violentos, de conteúdo sexual ou qualquer outro tipo dirigido apenas a adultos. E apresenta um número limitado de sites gratuitos e públicos, com ênfase em jogos educacionais, músicas, vídeos e imagens divertidas, como a de um aquário virtual.

Integração
Segundo a Unesco cerca de 10% da população global tem algum tipo de deficiência, a maioria em países em desenvolvimento. A agência da ONU informa que as tecnologias da informação, com metodologias adaptadas, podem oferecer aos deficientes a capacidade de compensar limitações físicas ou funcionais.

O resultado é a ampliação das atividades disponíveis a essas pessoas e, como consequência, maior integração social e econômica nas comunidades.

Deficientes no Brasil
24, 5 milhões de brasileiros possui alguma deficiência física, auditiva, mental, visual ou múltipla (Fonte: IBGE)
38,7% das crianças entre 4 e 6 anos que são portadoras de alguma deficiência não freqüentam a escola (Fonte: IBGE)

500 brasileiros se tornam deficientes todos os dias, seja por acidentes e doenças que deixam seqüelas (Fonte: ONU e OMS)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Caretas e emoções na tela: Jogo virtual interativo para crianças com autismo

Jogo virtual para criança autista
Na tela sensível ao toque, as crianças com autismo podem manipular cada expressão facial do personagem para melhor entender as próprias emoções. (foto: Instituto de Telecomunicações da Universidade do Porto)

Pesquisadores de Portugal e Estados Unidos criam jogo virtual interativo para desenvolver, em crianças com autismo, a habilidade de comunicação e reconhecimento das emoções por meio de expressões faciais.

A cada vez que a criança modela corretamente uma expressão pedida pelo jogo ou identifica um sentimento apresentado na tela, ganha ponto.

Felicidade, tristeza, irritação, serenidade. Essas e outras emoções podem ser facilmente percebidas nas expressões faciais. No entanto, algo que parece natural para a maioria das pessoas, é um desafio para quem tem autismo. Pensando nisso, 30 pesquisadores das universidades do Porto, em Portugal, e de Austin, nos Estados Unidos, desenvolvem um jogo virtual interativo que pode ajudar crianças autistas a reconhecer e lidar com os sentimentos.

Batizado de LIFEisGAME (Learning of facial emotions using serious games), o jogo apresenta à criança um personagem que pode ter cada detalhe de suas expressões faciais manipulado pelo mouse ou pela ponta dos dedos, em uma tela sensível ao toque, como a dos tablets e smartphones.

A cada vez que a criança modela corretamente uma expressão pedida pelo jogo ou identifica um sentimento apresentado na tela, ganha pontos. A ideia é que, desse modo, ela desenvolva a habilidade de reconhecer emoções em si mesma e nos outros.

“Pretendemos que a criança identifique as emoções básicas e consiga atribuir significado em função do contexto, ou seja, desenvolva cognição social”, diz um dos psicólogos responsáveis pela parte terapêutica do projeto, António Marques, da Universidade do Porto.

Marques conta que as terapias tradicionais para autismo já trabalham com figuras e fotografias que representam as emoções, mas ressalta que o LIFEisGAME é mais dinâmico e permite mais usos.

“Com essa nova ferramenta, podemos, por exemplo, adaptar o nível do jogo ao nível de desenvolvimento da criança, medir de uma forma fácil o tempo que ela demora a identificar a expressão de uma emoção e ir progredindo no contexto terapêutico aumentando os níveis de dificuldade do jogo”, lista o psicólogo.


Múltiplas possibilidades
Em sua versão atual, o jogo apresenta ao usuário a opção de escolher entre personagens em estilo cartoon e personagens mais realistas. Segundo outra psicóloga do projeto, Cristina Queirós, essa variedade é proposital e busca adequar o jogo ao perfil do jogador.

“Em alguns casos, os personagens mais lúdicos podem facilitar a adesão da criança ao tratamento, em outros, o uso de personagens realistas facilita a generalização e transferência da aprendizagem para o contexto real”, explica.

Existe ainda a possibilidade de que o jogo seja modificado para funcionar como um espelho, que mostra ao jogador a sua própria face. A cientista da computação líder da parte tecnológica do projeto, Verónica Orvalho, da Universidade do Porto, afirma que estudos nesse sentido já estão sendo feitos.

“Com uma webcam poderemos mapear o rosto do usuário e transformá-lo em personagem tridimensional”, diz. “Assim, a criança poderá aprender a controlar suas expressões de modo divertido e sem estresse.”

No momento, o jogo está sendo testado por crianças com autismo da Associação Criar, em Portugal, e por famílias em Austin, nos Estados Unidos. Depois de pronto, o LIFEisGAME deve ser distribuído gratuitamente para ser usado em casa pelas crianças e familiares e também em sessões de terapia sob a supervisão de psicólogos.

“Os resultados que temos são ainda muito preliminares, mas esse primeiro protótipo foi muito bem acolhido pelas crianças e terapeutas”, antecipa o António Marques. “Não temos dúvidas de que será uma ferramenta muito importante na remediação desses déficits em crianças com autismo.”

Confira protótipo do jogo em funcionamento





Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/

quinta-feira, 10 de novembro de 2011



I Seminário Mineiro sobre Humanização da Saúde - Belo Horizonte

 

Dia: 10/12/2011


Horário: 08h às 15h
Local: Centro Universitário Newton Paiva - Campus Carlos Luz - Auditório Nominato - Av. Presidente Carlos Luz, 220 - Caiçara - Belo Horizonte - MG
E-mail: contato@creativeideias.com.br
Telefone: (21) 2577 8691 | (21) 3246 2904 | (21) 8832 6047


Público alvo:

Profissionais e estudantes da área de saúde e educação.

  

Investimento:

R$ 50,00 - (cartão/boleto)

R$ 30,00 - (depósito)

 

Inscrição: http://creativeideias.webnode.com.br/


Inscrições até 08/12/2011


As inscrições são limitadas à capacidade máxima do auditório.


Objetivo:
Fornecer suporte, técnicas e estratégias auxiliando hospitais, clínicas e consultórios para a viabilização e implantação de um Programa de Humanização.

 


Palestrantes:

"Humanização Hospitalar"

Dra. Priscila de Faria Gaspar – Coordenadora do Programa de Humanização do Hospital das Clínicas da UFMG.

"Humanização nas Maternidades"

Dra. Júlia Cristina Amaral Horta – Psicóloga. Coordenadora do Setor de Psicologia do Hospital Sofia Feldman (HSF); referência técnica do Projeto Doulas Comunitárias do HSF. Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Minas Gerais.

"Humanização na Saúde – Valorizando o Ser Humano sob a ótica do palhaço"

ProHumanos – Instituição que promove no ambiente hospitalar ações que levam os profissionais da saúde e os pacientes, a não só usarem os recursos da tecnologia e da moderna instrumentização da medicina, mas também a valorizar o Ser Humano.

"Pedagogia / Classe Hospitalar – Inclusão e Humanização de crianças e jovens"

Vânia Loureiro – Pedagoga Hospitalar. Líder do Grupo de Pedagogia do Hospital Rede Sarah/MG.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Em programa, Jô Soares revela: “Tenho um filho de 41 anos autista"

No programa Roda Viva, exibido na noite desta segunda-feira (7), na TV Cultura, Jô Soares falou, depois de muito tempo, do filho especial – seu único. O rapaz morou por alguns anos no exterior e nunca foi visto com o pai e quase nunca é citado por ele em entrevistas.

No programa, que teve como entrevistadores vários jornalistas de diferentes veículos, o assunto surgiu quando Jô foi questionado sobre como consegue manter sua vida pessoal longe dos veículos voltados às fofocas de celebridades. Ele respondeu que se mantém longe das badalações e não vai a estreias. Disse ainda que sua vida pessoal só interessa a ele.

Na sequência, falou do filho Rafael, fruto de seu primeiro casamento com a atriz Theresa Austregésilo, dizendo que ele tem dificuldades e ao mesmo tempo capacidades excepcionais.

O apresentador e escritor ainda comparou o filho com o personagem de Justin Hoffman, que fez um autista no filmeRain Man, de 1988. Rafael toca piano, faz programa de rádio em casa, fala inglês, e aprendeu a ler sozinho aos 4 anos de idade Rafael possui uma boa capacidade de comunicação e inteligência, mas tem dificuldades motoras e vive em uma espécie de mundo particular.

“Tenho um filho de 41 anos autista… Quando ele gosta da música, a vizinhança sofre, daí tenho que gritar, Rafael, abaixa isso...”

“Não é que eu não fale [do filho], mas acho que não é da conta de ninguém”, avaliou

E ainda discorrendo sobre a fama, Jô deu o seu ponto de vista sobre o que é celebridade:

“Acho que celebriades têm que se enquadrar em pessoas que vão a estreias e que se auto-promovem…”


O filme Rain Man

Charles Babbit (Tom Cruise), um jovem vendedor de carros caros, descobre que seu pai, com quem tinha brigado há vários anos, morreu e deixou sua fortuna para um irmão que desconhecia. Raymond (Dustin Hoffman) é autista e, desde criança, está internado em uma clínica. Para receber sua parte do dinheiro, Charles tem de levar o irmão para Los Angeles, mas ele se recusa a andar de avião e os dois praticamente cruzam o país de carro. Ao longo do caminho, Charles, que estava apenas interessado no dinheiro e sempre foi um homem frio e calculista, vai se aproximando do irmão e descobrindo suas estranhas habilidades.


Fonte: Fuxico