sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Deficientes auditivos enxergam melhor, diz estudo

Foto: Getty Images
Estudo mostrou que surdos têm maior visão periférica que aqueles capazes de escutar

A ideia que a falta de um dos sentidos pode ser compensada por outro acaba de ganhar mais um reforço, graças a um estudo que mostrou que deficientes auditivos enxergam melhor que pessoas de audição normal. Pesquisadores da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, descobriram que os neurônios da retina dos surdos são distribuídos de forma diferente, aumentando seu campo de visão periférica. Isto lhes dá uma maior percepção sobre o que está acontecendo ao redor. A equipe também notou o alargamento de uma área do nervo óptico, o que mostra que os surdos têm mais neurônios transmitindo informações visuais.

A equipe analisarou a retina de adultos que nasceram surdos ou que ficaram surdos nos primeiros anos de vida. De acordo com Charlotte Codina, autora do estudo, embora todas as células da retina já estejam presentes desde o nascimento, nos primeiros anos de vida, elas não são localizadas exatamente onde precisam estar e podem se mover nos primeiros anos de vida.

Os surdos, em comparação com pessoas capazes de escutar, apresentaram menos neurônios direcionados para a visão central e mais deles para a visão periférica. “Parece que entre os surdos este padrão é mudado para facilitar a visão periférica. Provavelmente a conexão neural no nervo óptico é priorizada, já que não há competição para as informações auditivas”, disse Charlotte ao iG.

O estudo publicado no periódico científico Plos One é o primeiro a relacionar a surdez com mudanças na retina. “A retina deve ser mais plástica e interativa do que pensávamos e isto afeta a maneira como entendemos a visão”, disse. No entanto, como o estudo foi realizado apenas com pessoas que nasceram surdas ou perderam a audição ainda na infância, não se sabe ainda se a retina também se altera em adultos que ficaram surdos. 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Museu da Arte Moderna oferece cursos de diversas modalidade artísticas


O Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo, oferece, no segundo semestre de 2011, cursos de diversas modalidades artísticas para pessoas com e sem deficiência. Esses cursos fazem parte do Programa Igual Diferente que promove o estudo e criação das artes, que busca desenvolver e melhorar a saúde mental para quebrar barreiras do preconceito e estimular talentos e projetos.

Programação

Gravura – Início 22/08
O curso, voltado para a experimentação e a reflexão acerca dos conceitos de gravação, propõe o conhecimento das formas de gravura e suas possibilidades. Oferece aos alunos noções básicas sobre essa forma de linguagem visual por meio de aulas práticas.

Processos de Criação em Performance – Início 15/08
Um espaço para a experimentação e pesquisa da prática artística da performance, que se utiliza de elementos de várias linguagens, como o teatro, a dança, a música e as artes visuais, na criação de uma cena. Aberto a interessados a partir de 14 anos.

Escultura – Início 23/08
O curso propõe reflexões sobre a imagem com trocas de conhecimento entre alunos cegos, de baixa visão e videntes. As atividades têm como base referências artísticas e partem de experiências sensoriais e da produção de imagens por meio da técnica de escultura.

Desenho Urbano - Início 17/08
Assim como o desenho, a cidade também é constituída de linhas, pontos, manchas.  O projeto Desenho Urbano propõe a investigação da cidade através do desenho; a linha do metrô é o ponto de partida. Nesse projeto, aulas no MAM são intercaladas com encontros externos com propostas de desenho de observação, investigação do traço, sensibilização do olhar e a experiência de desenhar na rua. O intuito é “redescobrir” um lugar e devolver a ele o desenho.  O percurso é semanalmente registrado pelos participantes, com a orientação das professoras-artistas Cibele Lucena e Leya Mira Brander.

Fotografia – Início 17/08
Com aulas práticas e teóricas o aluno constrói um repertório artístico e aprende sobre elementos fotográficos como enquadramento e luz, além de recursos da câmera digital e técnicas experimentais.

Processo Autoral em Desenho e Pintura – Início 18/08
Para pessoas com experiência em pintura ou desenho. Por meio de estudos e referências de diferentes processos de criação, e exercícios práticos com tinta acrílica sobre papel e tela, o intuito é desenvolver e aprimorar o percurso criativo de cada participante.

História em Quadrinhos – Início 19/08
Por meio de aulas práticas com atividades individuais e em grupo, o curso aborda a origem das Histórias em Quadrinhos, tirinhas e charges. Desenvolve técnicas de roteirização, desenho, construção de narrativa, roteiro, representação de movimento, expressões de personagens e paisagem.

Mais informações poderão ser obtidas através do telefone (11) 5085-1312 ou e-mail cursos@mam.org.br

Inclusão de alunos surdos em salas de aula de alunos que ouvem



Para conseguir isso os estudantes com deficiência auditiva passaram por uma escola especial.

O idioma principal deles é a língua brasileira de sinais. Eles têm uma tradutora de sinais, de libras.

Menino de 14 anos ganha mão robótica da Mercedes

James ganhou mão biônica da Mercedes

Em parceria com a Touch Bionics, a Mercedes GP realiza o sonho de um jovem fã da Fórmula 1: uma mão robótica. Matthew James, de 14 anos, nasceu sem a mão esquerda, e, após uma visita de Ross Brawn em sua escola, resolveu escrever uma carta a ele e pedir que o ajudasse.

Brawn disse que a carta do menino era "emocionante" e contou o caso a equipe, que entrou em contato com a Touch Bionics que entregou a prótese de presente ao menino.

O que antes era somente uma "garra" simples, hoje é uma super mão robótica super desenvolvida.

– É simplesmente incrível – disse James ao Daily Telegraph. – Minha mão artificial era bem básica e tinha um perto semelhante a um grampo. Mas com esta eu posso fazer tudo, é exatamente como se fosse real. Vai fazer uma diferença tão grande em minha vida. O ruim é que estou tendo que fazer mais tarefas – brincou o jovem.

Risco de autismo é maior do que pensado em famílias já afetadas

O risco de uma criança sofrer de autismo é maior do que se pensava até agora quando um ou mais de seus irmãos mais velhos já padecem desta complexa síndrome, de acordo com uma nova estimativa publicada nesta segunda-feira nos Estados Unidos.

Esta probabilidade, que era considerada de 3 a 10% antes desta pesquisa é, na realidade, de 18,7%, segundo indica este estudo realizado por cientistas da Universidade da Califórnia em Davis e com a participação do Instituto M.I.N.D.

Para os homens, o perigo é ainda maior, de mais de 6 pontos percentuais, e supera os 32% quando dois de seus irmãos mais velhos são autistas. Cerca de 80% das crianças autistas é do sexo masculino, algo confirmado por este estudo realizado com 664 pacientes.

Os pesquisadores fizeram um acompanhamento do grupo dos 8 meses de idade em média até os 3 anos, quando as crianças foram examinadas para ver se sofriam de autismo. Nas famílias nas quais já havia um filho com autismo, o índice de irmãos e irmãs menores que também terminaram padecendo desta síndrome é de 20,1%. Essa taxa sobe para 32,2% no caso de mais de um irmão autista.

Somente 37 dos participantes do estudo estavam nesta circunstância. “Este é o estudo mais extenso já realizado com irmãos e irmãs menores de crianças autistas”, afirmou a dra. Sally Ozonoff, professora de Psiquiatria e Ciências do Comportamento no Instituto M.I.N.D. e principal autora do trabalho.

“Nenhuma outra pesquisa colocou em evidência até agora um risco tão elevado que essas crianças passam de padecer de autismo”, acrescenta em um comunicado. Este documento foi postado no site do jornal Pediatrics e será publicado na imprensa em setembro.

Os pesquisadores enfatizaram também os indícios claros do papel desempenhado pelos fatores genéticos no desenvolvimento do autismo, um problema complexo que afeta a capacidade da criança de pensar, de se comunicar, de interagir socialmente e de aprender. Nos Estados Unidos, calcula-se que o autismo afete um em cada dez crianças nascidas atualmente.

Fonte: Terra

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

I Seminário Mineiro sobre Autismo - Belo Horizonte/MG

Dia: 27/08/2011
Horário:
08h às 17h
Local:
Centro Universitário Newton Paiva - Campus Carlos Luz - Auditório Nominato - Av. Presidente Carlos Luz, 220 - Caiçara - Belo Horizonte - MG
E-mail:
creativeideias@bol.com.br
Telefone:
(21) 2577 8691 | (21) 8832 6047 | (21) 8688 3654

Público alvo: Pais, Parentes, Psicólogos, Psicopedagogos, Professores, Fonoaudiólogos, Fisioterapeutas, Pedagogos, Terapeuta Ocupacional, Estudantes e etc.



Investimento:

R$ 80,00 - Individual (cartão ou boleto) 

R$ 70,00 - Individual (depósito)

R$ 60,00 por inscrito - Grupo a partir de 4 pessoas (depósito) 


Inscrições e Informações: http://creativeideias.webnode.com.br


Objetivo:
Fornecer suporte, técnicas e estratégias para entender e facilitar o trabalho com crianças autistas.


Palestrantes:

"Autismo Infantil"

Dr. Walter Camargos - Psiquiatra, Mestre em Ciências da Saúde e Interconsultor em Psiquiatria Infantil do Hospital João Paulo II. CRM 12374

"Autismo e a Educação"

Marlene Maria Machado da Silva - Mestre em Educação - FaE/UFMG, especialista em Alfabetização - PUC Minas, formação em Psicanálise - Instituto de Psicanálise e Saúde Mental de Minas Gerais - IPSM/MG e Pedagogia Clínica.

"Terapias Cognitivas e Intervenções com o método ABA"

Dra. Aline Abreu e Andrade – Psicóloga Clínica. Mestranda em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Pós graduada em Terapia Comportamental pela PUC-MG. Possui graduação em Psicologia pela UFMG e Formação em Terapias Cognitivas pelo Instituto Mineiro de Terapias Cognitivas (IMTC). Faz intervenções com crianças portadoras de Autismo e Síndrome de Asperger utilizando-se do método ABA (Análise do Comportamento Aplicada) e de Treinamento de Pais. CRP 04/27.586.

"Autismo esperança pela Nutrição"

Claudia Marcelino É autora do Livro "Autismo Esperança pela Nutrição" e criou um blog (http://dietasgsc.blogspot.com) em que disponibiliza receitas, informações e é um elo de ligação entre mães e familiares de pessoas com características especiais, em todo o Brasil e Portugal. O trabalho de Claudia é referência e case em Faculdades e Escolas de Nutrição e em Pós Graduação em Nutrição Funcional. Vencedora do Prêmio Orgulho Autista 2011, na categoria "Livro Destaque" e é com muito orgulho, mãe de Mauricio de 18 anos.

As inscrições são limitadas à capacidade máxima do auditório.

Ressaltamos que a sua presença é muito importante e contribuirá para a excelência do evento.

Autismo esperança pela Nutrição